O enfermeiro em face ao processo de morte do paciente pediátrico

Flávia Fagundes Souza, Flávia Prazeres Reis

Resumo


Introdução: Para os profissionais de enfermagem a morte é ainda encarada como um tabu. O convívio diário com pacientes em processo de finitude de vida pode acarretar em sentimentos negativos, que são agravados quando esse indivíduo é uma criança. Assim, esses impactos podem influenciar na qualidade de vida e na assistência prestada por esses indivíduos. Objetivo: Conhecer os impactos vivenciados por enfermeiros no processo de morte do paciente pediátrico. Método: Pesquisa de natureza qualitativa, descrita e exploratória, realizada em um hospital pediátrico, na cidade de Salvador- BA em abril de 2017. Foram entrevistados 10 enfermeiros atuantes em Pediatria há mais de dois anos.  Da análise dos relatos coletados depreenderam-se quatro categorias temáticas. Resultados: Constatou-se que o enfrentamento da morte constitui uma situação complicada e dolorosa, e que a sua grande frequência nos hospitais não modifica os impactos sofridos por esses profissionais. Ficou evidente que o convívio desses enfermeiros com o paciente pediátrico favorece a criação de laços afetivos. Considerações finais: Concluiu-se que a temática da morte ainda é pouco abordada na formação profissional e que a criação de serviços de apoio psicológico nas instituições poderia contribuir bastante para minimizar os danos causados pelo enfrentamento em longo prazo com esses óbitos.


Palavras-chave


Enfermeiro; Pediátrico; Morte; Impactos

Texto completo:

PDFA


DOI: http://dx.doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v7i3.2235.p277-283.2019

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