Uso do Sistema de Classificação de Robson na avaliação das taxas de cesariana em Santa Catarina e sua associação com perfil institucional

Paulo Fontoura Freitas, Helena Gondin May Vieira

Resumo


Objetivo: analisar as diferenças nas taxas de cesariana em Santa Catarina, ao comparar os perfis público e privado, de acordo com grupos do Sistema de Classificação de Robson. Métodos: estudo transversal baseado no Sistema de Informação dos Nascidos Vivos de Santa Catarina (SINASC/SC), 2012. Foram calculadas as taxas globais e específicas de cesariana de acordo com o grupo do SCR, além do excesso de cesarianas pelo Risco Atribuível Proporcional (RAP). Diferenças nas proporções de partos e taxas de cesariana em cada grupo, de acordo com a forma de pagamento, foram analisadas pelo teste do qui-quadrado, a 5% de significância. Resultados: a taxa global de cesariana foi de 60,7%, sendo 88,9% no sistema privado e 45,7% no setor público. Os grupos 1, 4 e 5 do SCR tiveram maior impacto nas taxas globais. No setor privado, chamou à atenção a baixa utilização da indução, com mais de 65% dos partos ocorrendo eletivamente, além da alta concentração de multíparas com cesariana prévia. Conclusão: taxas elevadas entre primíparas antecipam o efeito cumulativo da cesariana prévia em multíparas. A grande proporção de cesarianas eletivas em detrimento do manejo ativo do trabalho de parto, principalmente no setor privado, aponta para um grande número de cesarianas realizadas sem indicações médicas e preocupam devido a potenciais efeitos adversos para mães e recém-nascidos.

Palavras-chave


Cesárea; Brasil; Classificação; Sistemas de Saúde

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PDFA


DOI: http://dx.doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v8i1.2736.p1-9.2020

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