Internações por hérnia inguinal pediátrica no Brasil (2014-2023)
impacto da pandemia de COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v13i1.5953.pe5953.2025Palavras-chave:
hérnia inguinal pediátrica, pandemia de COVID-19, epidemiologiaResumo
Objetivo: analisar o perfil epidemiológico das internações pediátricas por hérnia inguinal no Brasil entre 2014 e 2023. Métodos: estudo ecológico, descritivo e quantitativo baseado em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS entre 2014 e 2023, analisou variáveis demográficas, regionais e de atendimento (idade, sexo, região e caráter da internação). Resultados: ocorreram 248.215 internações por hérnia inguinal no período. O Sudeste concentrou 37% dos casos, seguido pelo Nordeste (30,8%). A faixa etária mais afetada foi de 1 a 4 anos (37%), seguida por 5 a 9 anos (27,1%). Meninos representaram 75,5% das internações. O atendimento eletivo predominou (80,2%), enquanto crianças menores de 1 ano apresentaram maior proporção de internações de urgência (38%). Durante a pandemia de COVID-19, cirurgias eletivas reduziram, sem aumento significativo das urgências, exceto em menores de 1 ano. Conclusão: os achados destacam a importância de priorizar cirurgias precoces em lactentes do sexo masculino, devido ao maior risco de complicações. O predomínio de internações eletivas nos últimos 10 anos sugere a eficiência desse manejo, com menor tempo de internação e redução de custos. O estudo contribui para o planejamento orçamentário em um cenário de restrições, otimizando a assistência pediátrica no SUS. A triagem de urgências em populações de risco não elevou os encarceramentos e reduziu a demanda no sistema público durante a pandemia da COVID-19.
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