Resistência antimicrobiana em ambientes naturais e antrópicos
disseminação, riscos e vigilância integrada
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v13i1.6036.pe6036.2025Palavras-chave:
ambientes naturais, ambientes antrópicos, resistência microbianaResumo
Objetivo: reunir e interpretar evidências sobre a resistência antimicrobiana (RAM) em ambientes naturais e antrópicos, discutindo sua disseminação, os riscos à saúde e as implicações para vigilância integrada (One Health). Metodologia: revisão da literatura, por meio de artigos da base de dados PubMed, ScienceDirect e Biblioteca Virtual de Saúde, publicados no período de 2016 a 2024. Foram selecionados artigos, seguindo os critérios de inclusão e exclusão, a partir dos descritores “MDR genes”, “antibiotics” e “environment”. Resultados: este estudo identificou 83 artigos, dos quais 65 foram excluídos por não atenderem os critérios de inclusão, resultando em 18 artigos que compuseram a revisão. Esses trabalhos demonstraram que resistomas diversos ocorrem
não apenas em áreas urbanas, mas também em ecossistemas remotos, sugerindo um componente natural e antigo da RAM. Em contextos humanizados, águas superficiais próximas a centros urbanos concentram E. coli multirresistente e genes de resistência a antimicrobianos (ARGs), frequentemente associados a biofilmes. Estações de tratamento de esgoto (ETEs) reduzem carga bacteriana, porém liberam ARGs residuais, mantendo o fluxo de resistência. Na agricultura, o reuso de água e resíduos animais introduz ARGs no solo e em alimentos, enquanto metais pesados e biocidas atuam como coseletores e bacteriófagos favorecem transferência horizontal. Conclusão: a RAM é multifatorial e ambientalmente disseminada, demandando vigilância integrada contínua, tecnologias de tratamento mais eficazes, uso racional de antibióticos e regulação do reuso que são pilares indispensáveis da abordagem One Health.
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