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	<front>
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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">oj</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista Opinião Jurídica</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Opin. Jur.</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">1806-0420</issn>
			<issn pub-type="epub">2447-6641</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Centro Universitário Christus</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.12662/2447-6641oj.v16i23.p310-330.2018</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigos</subject>
				</subj-group>
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			<title-group>
				<article-title>O Princípio Da Concentração Da Matrícula E A Fraude À E Xecução : Um
					Diálogo Entre A Lei N. 13.097/2015 E O Cpc/2015 <xref ref-type="fn" rid="fn1"
						>1</xref>
				</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>THE PRINCIPLE OF CONCENTRATION OF ACTS IN THE REAL ESTATE RECORDS
						AND THE FRAUD TO ENFORCEMENT PROCEEDINGS: A DIALOG BETWEEN THE LAW NO.
						13.097 AND THE 2015 CIVIL PROCEDURAL CODE</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>EL PRINCIPIO DE LA CONCENTRACIÓN DE LA MATRÍCULO Y EL FRAUDE A LA
						EJECUCIÓN: UN DIÁLOGO ENTRE LA LEY N. 13.077/2015 Y EL
						CPC/2015</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-9870-7191</contrib-id>
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						<surname>Didier</surname>
						<given-names>Fredie Souza</given-names>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-8091-849X</contrib-id>
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						<surname>Braga</surname>
						<given-names>Paula Sarno</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref>
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			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>*</label>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
				<email>frediedidier@ gmail.com</email>
				<institution content-type="original">Pós-doutorado na Universidade de Lisboa
					(2009). Doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
					(2005). Mestrado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (2002). Graduação
					em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1998). Professor na Universidade
					Federal da Bahia. E-mail: &lt;frediedidier@ gmail.com&gt;.
					http://orcid.org/0000-0001-9870-7191</institution>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>**</label>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Faculdade Baiana de Direito</institution>
				<email>paulasarnobraga@lagoesarno.com.br</email>
				<institution content-type="original">Doutora e Mestre em Direito pela Universidade
					Federal da Bahia (2015). Membro efetivo (e Secretária Adjunta) do Instituto
					Brasileiro de Direito Processual. Membro efetivo (e Vice-Presidente) da
					Associação Norte Nordeste de Professores de Processo. Professora Adjunta da
					Graduação e Pós-graduação Stricto Sensu da Universidade Federal da Bahia e da
					Faculdade Baiana de Direito. E-mail: &lt;paulasarnobraga@lagoesarno.com.br&gt;.
					http://orcid.org/0000-0002-8091-849X</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<fn fn-type="edited-by">
					<p>Editora responsável: Profa. Dra. Fayga Bedê <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://orcid.org/0000-0001-6444-2631"
							>https://orcid.org/0000-0001-6444-2631</ext-link></p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jul-Dec</season>
				<year>2018</year>
			</pub-date>
			<volume>16</volume>
			<issue>23</issue>
			<fpage>310</fpage>
			<lpage>330</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>04</day>
					<month>12</month>
					<year>2017</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>14</day>
					<month>05</month>
					<year>2018</year>
				</date>
			</history>
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				<license license-type="open-access"
					xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
						distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
						que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>Trata-se de um ensaio que visa a analisar a constitucionalidade formal dos arts.
					54-56 da Lei n. 13.097/2015, considerando que a lei decorre da conversão de
					medida provisória que trata de tema de Direito material (e não processual).
					Visa, ainda, a demonstrar a compatibilidade desses artigos, que disciplinam a
					ciência da fraude como pressuposto necessário para a configuração de fraude à
					execução no contexto dos negócios imobiliários, com o regramento posterior do
					CPC/2015, que alcança, também, os negócios mobiliários. As leis em comento não
					se contrapõem e acabam sendo complementares entre si na regência da matéria.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This essay aims to analyze the formal constitutionality of arts. 54-56 of the Law
					no. 13.097/2015, considering that the law is a result of the conversion of a
					provisional measure whose object is the material law (and not procedural law).
					It is also intended to demonstrate the compatibility of these articles, which
					regulate the fraud science as a necessary assumption for the configuration of
					fraud to enforcement proceedings in the context of real estate deals, with the
					subsequent regulation of the 2015 Civil Procedural Code, in the same context,
					which also reaches the movable property deals. The mentioned rules do not
					contradict each other and end up being complementary to one another in the
					regulation of the subject.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>RESUMEN</title>
				<p>Se trata de un ensayo que busca analizar la constitucionalidad formal de los
					arts. 54-56 de la Ley n. 13.097/2015, considerando que la ley deriva de la
					conversión de la medida provisional que trata del tema de Derecho material (y no
					procesal). Se pretende además demostrar la compatibilidad de estos artículos,
					que disciplinan la ciencia del fraude como presupuesto necesario para la
					configuración de fraude a la ejecución en el contexto de los negocios
					inmobiliarios, con la norma posterior del CPC / 2015, que abarca también los
					negocios mobiliarios. Las leyes citadas no se contraponen y acaban siendo
					complementarias entre sí en la regencia de la materia.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Fraude à execução</kwd>
				<kwd>Lei n. 13.097/2015</kwd>
				<kwd>Princípio da concentração da matrícula</kwd>
				<kwd>Ciência da fraude</kwd>
				<kwd>Constitucionalidade formal</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Fraud to Enforcement Proceedings</kwd>
				<kwd>Law n. 13.097/2015</kwd>
				<kwd>Principle of Concentration of Acts in the Real Estate Records</kwd>
				<kwd>Fraud Science</kwd>
				<kwd>Formal Constitutionality</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>Fraude a la ejecución</kwd>
				<kwd>Ley n. 13.097/2015</kwd>
				<kwd>Principio de la concentración de la matrícula</kwd>
				<kwd>Ciencia del fraude</kwd>
				<kwd>constitucionalidad formal</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 INTRODUÇÃO</title>
			<p>A Lei n. 13.097/2015 entrou em vigor pouco mais de um ano antes da vigência do
				CPC-2015. Trata-se de lei que, em seus arts. 54-56, cuida de um dos pressupostos
				necessários para a configuração de fraude à execução no contexto dos negócios
				imobiliários - no caso, a ciência da fraude pelo terceiro adquirente do bem.</p>
			<p>Ocorre que o CPC-2015, lei posterior, também trata da matéria, porém de forma mais
				abrangente, com regras que alcançam, ainda, os negócios mobiliários.</p>
			<p>Diante dessa sucessão de leis que cuidam da mesma temática, naturalmente surgiu, em
				doutrina, o questionamento sobre a compatibilidade entre elas.</p>
			<p>A Lei n. 13.097/2015 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>) sugere, em
				leitura rasa e equivocada, que só haveria fraude quando averbada pendência de ação,
				execução, constrição ou outro gravame ou restrição no registro do imóvel transferido
				para o terceiro. Mas o CPC-2015 deixa mais claro algo que já poderia ser extraído de
				uma leitura adequada dos dispositivos mencionados da Lei n. 13.097/2015, i.e., que,
				mesmo que não haja a referida averbação, é possível a configuração da fraude quando
				o credor demonstra a má-fé do terceiro adquirente, conforme se consolidou no teor do
				enunciado n. 375 da Súmula do STJ.<xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref></p>
			<p>Além disso, o art. 54, IV, e parágrafo único, e art. 55 da Lei 13.097/2015 não inovam
				nem se incompatibilizam com o art. 792 do CPC-2015, ao disporem que poderá ser
				averbada no registro de bem imóvel, após <italic>decisã o judicial</italic>, a
				existência de outras ações cujos resultados ou responsabilidade patrimonial possam
				reduzir o titular do direito sobre o imóvel à insolvência (art. 792, IV, do CPC).
				Trata-se de averbação que se dá mediante decisão judicial concessiva de tutela
				provisória que é, pois, medida cuja admissibilidade e regramento já podem ser
				extraídos da leitura conjugada dos arts. 297, 300, 301 e 828 do CPC-2015, que devem
				ser considerados nesse contexto.</p>
			<p>Há certa resistência de alguns processualistas a visualizar a importância da Lei n.
				13.097/2015 e sua perfeita acomodação ao sistema vigente; isso nos provocou a
				analisá-la e propor uma interpretação conjunta do CPC e dessa Lei que permita
				harmonizá-los, na linha de raciocínio mencionada.</p>
			<p>A saída encontrada por alguns doutrinadores para defender que o regramento do
				CPC-2015 deve prevalecer, não vingando o texto da Lei n. 13.097/2015, foi sustentar
				a inconstitucionalidade formal da referida lei, sob o argumento de que decorreria da
				conversão de medida provisória sobre matéria processual (vedada por força do art.
				62, &#x00a7;1.º, I, “b”, da CF). Não observam, contudo, que se trata de matéria de
				Direito material, por tratar de disciplina da eficácia do contrato imobiliário, bem
				como da responsabilidade patrimonial e da fraude.</p>
			<p>Assim, o objetivo do presente trabalho é demonstrar a constitucionalidade e vigência
				dos arts. 54-56 da Lei n. 13.097/2015, porque produzidos por processo legislativo de
				acordo com a Constituição, e sem destoar dos termos do CPC-2015, que se coloca como
				lei posterior que só vem ratificar, complementar e tornar mais abrangente essa
				legislação.</p>
			<p>Essa é a tarefa a que se dedica esse breve ensaio.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2 NOÇÕES GERAIS SOBRE A FRAUDE À EXECUÇÃO</title>
			<p>A <italic>fraude à execução</italic> é manobra do devedor que causa dano não apenas
				ao credor (como na fraude pauliana), mas também à atividade jurisdicional executiva
					(<xref ref-type="bibr" rid="B11">BUZAID, 1952</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B46">THEODORO JUNIOR, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21"
					>DINAMARCO, 2004</xref>). Trata-se de instituto tipicamente processual (<xref
					ref-type="bibr" rid="B12">CAHALI, 1999</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B46"
					>THEODORO JUNIOR, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">CASTRO,
					1974</xref>).<xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref></p>
			<p>Por frustrar a atividade executiva, de forma acintosa, é combatida com contundência
				pelo legislador, que considera a alienação/oneração fraudulenta do bem pelo devedor
				para terceiro <italic>ineficaz</italic> para o exequente (CPC, art. 792, &#x00a7;
					1º),<xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref> sem necessidade de ação própria para
				neutralizar a eficácia do ato fraudulento (<xref ref-type="bibr" rid="B46">THEODORO
					JUNIOR, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">LIEBMAN, 1980</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B12">CAHALI, 1999</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30"
					>MARINONI; ARENHART, 2007</xref>).</p>
			<p>O ato fraudulento, embora <italic>válido e eficaz</italic> para o devedor alienante e
				terceiro adquirente, não é oponível ao credor exequente; é ineficaz para ele e para
				a execução (CPC, 792, &#x00a7; 1º), que, ainda assim, pode recair sobre o bem
				transferido/onerado fraudulentamente. O bem, agora pertencente ao terceiro
				adquirente, responderá pela execução. Não existem grandes discussões a esse
				respeito, tendo o CPC-2015 resolvido expressamente a questão no &#x00a7; 1º do art.
				792 (<xref ref-type="bibr" rid="B27">LIEBMAN, 1980</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B46">THEODORO JUNIOR, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">LIMA,
					1985</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">MARQUES, 1976</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B12">CAHALI, 1999</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11"
					>BUZAID, 1952</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">DINAMARCO, 2004</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B30">MARINONI; ARENHART, 2007</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B18">COSTA, 1959</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B2"
					>ASSIS, 2007</xref>).<xref ref-type="fn" rid="fn5">5</xref>
			</p>
			<p>Na forma do art. 792 do CPC, o ato de alienação ou a oneração de bem será considerada
				fraude à execução, nas seguintes hipóteses:</p>
			<p>
				<list list-type="roman-upper">
					<list-item>
						<p>quando sobre o bem pender ação fundada em direito real ou com pretensão
							reipersecutória, desde que a pendência do processo tenha sido averbada
							no respectivo registro público, se houver;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo
							de execução, na forma do art. 828;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou
							outro ato de constrição judicial originário do processo onde foi arguida
							a fraude;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor
							ação capaz de reduzi-lo à insolvência;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>nos demais casos expressos em lei (BRASIL, 2015a,
							<italic>online</italic>).</p>
					</list-item>
				</list>
			</p>
			<p>Necessário esclarecer, contudo, se, para a configuração da <italic>fraude à
					execução</italic>, é preciso que o terceiro dela tenha conhecimento,
				configurando-se a chamada <italic>scienti a fraudis.</italic> O terceiro deve ter
				conhecimento da pendência da demanda real ou reipersecutória, da pendência de
				demanda executiva, da hipoteca judiciária ou constrição judicial sobre o bem
				adquirido ou da pendência da demanda capaz de reduzir o devedor-alienante à
				insolvência? Se o terceiro adquirente não tiver esse conhecimento, e estiver de
				boa-fé, enfim, há fraude à execução?</p>
			<p>O texto normativo do CPC-2015 cuida do tema, não ignorando que a boa-fé do terceiro
				adquirente deva ser protegida.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3 A <italic>SCIENTIA FRAUDIS</italic> E SUA DEMONSTRAÇÃO EM JUÍZO</title>
			<p>A pendência da ação real imobiliária ou reipersecutória deve ser, a princípio,
				averbada no registro público competente, como determina o art. 167, I, n. 21, da Lei
				6.015/1973, o art. 54, I, Lei n. 13.097/2015 (para o caso dos imóveis), e o art.
				792, I, do CPC, para que se possa gerar uma presunção absoluta de conhecimento de
				terceiros da sua existência para discussão de questão em torno daquele determinado
				bem.</p>
			<p>Não parece ser possível a extensão da coisa julgada ao terceiro adquirente (CPC, art.
				109, &#x00a7; 3º; do CPC, art. 792, I), que, diante de um registro público em que
				não há a notícia da pendência da ação real ou reipersecutória, não pode ser
				surpreendido, sob pena de ser ignorada a necessária proteção da confiança no
				comércio jurídico.<xref ref-type="fn" rid="fn6">6</xref></p>
			<p>O direito material, a quem cabe reger a hipótese (<xref ref-type="bibr" rid="B35"
					>OLIVEIRA, 1986</xref>, p. 249-250), parece exigir, para a incidência do
				&#x00a7; 3º do art. 109 do CPC (e do inciso I do art. 792, que expressamente cuida
				da pendência de uma ação real ou reipersecutória), o conhecimento pelo terceiro
				adquirente da litispendência.<xref ref-type="fn">7</xref>-<xref ref-type="fn"
					>8</xref></p>
			<p>A exigência do art. 167, I, n. 21, da Lei de Registros Públicos (Lei n. 6.015/1973),
				do art. 54, I, da Lei n. 13.097/2015 e do art. 792, I, do CPC, de averbação da
				pendência de ação real ou reipersecutória em registro público competente não é,
				porém, indispensável para configuração da fraude à execução.<xref ref-type="fn"
					>9</xref></p>
			<p>Havendo a referida averbação, o exequente tem o benefício da presunção absoluta de
				conhecimento pelo terceiro da pendência do processo, como já dito. Não havendo,
				recairá sobre ele, exequente, o ônus de demonstrar que o adquirente tinha
				conhecimento da pendência do processo (na linha do enunciado n. 375 da Súmula do
				STJ) (<xref ref-type="bibr" rid="B29">LIMA, 1985</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B15">CASTRO, 1974</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B46">THEODORO JUNIOR,
					2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">SILVA, 2008</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B49">ZAVASCKI, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34"
					>NEVES, 2016</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn10">10</xref> prova, de fato,
				mais difícil. Trata-se de posicionamento tranquilo nos tribunais, já objeto do
				enunciado de súmula citado (n. 375, STJ), e definitivamente consolidado com a
				redação dada aos arts. 792, I, e 828 do CPC.</p>
			<p>Quando se trata de bem móvel não sujeito a registro, a prova da ciência pelo terceiro
				da litispendência é mais difícil ainda. Nesse caso, é do terceiro adquirente o ônus
				de provar que tomou as providências e cautelas necessárias para a aquisição do bem,
				apresentando as certidões negativas pertinentes, inclusive aquelas obtidas junto aos
				cartórios de distribuição de demandas (e outros), no domicílio do devedor-alienante
				e no local onde se encontra o bem (art. 792, &#x00a7; 2º, do CPC).<xref
					ref-type="fn" rid="fn11">11</xref></p>
			<p>Resta analisar a questão no contexto das <italic>ações pessoais</italic> que visem ao
				reconhecimento e à satisfação de <italic>obrigação pecuniária</italic> - ou de
				outras obrigações que venham a ser convertidas em obrigação pecuniária.</p>
			<p><italic>D e um lado</italic>, quando se trata de ato de alienação ou oneração de bem
				em cujo registro fora <italic>a v erbada a pendência de processo de execução (cf.
					art. 828 do CPC),</italic> “hipoteca judiciária ou outro ato de constrição
				judicial” (<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2015a</xref>,
					<italic>online</italic>) (como penhora ou arresto) decorrente do processo em que
				se arguiu a fraude, na forma do art. 792, II e III, do CPC, a <italic>scientia
					fraudis</italic> pelo terceiro adquirente (ou beneficiário do gravame) é
				presumida pelo legislador (presunção absoluta), diante da publicidade de tais atos
				no registro do bem.</p>
			<p>Caso essa averbação não seja realizada, caberá ao exequente o ônus de demonstrar que
				o terceiro adquirente tinha conhecimento da pendência do processo ou do ato
				constritivo (na linha do enunciado n. 375 da Súmula do STJ),<xref ref-type="fn"
					rid="fn12">12</xref> cuja boa-fé é presumida.</p>
			<p>Entretanto, se o bem não for sujeito a registro, caberá ao terceiro adquirente o ônus
				de demonstrar sua boa-fé: demonstrar que adotou as cautelas esperadas de pessoa
				diligente e de cultura mediana, levantando todas as certidões cabíveis para aferição
				do desembaraço do bem, obtidas no domicílio do vendedor e no local onde se encontra
				o bem (art. 792, &#x00a7; 2º, do CPC).</p>
			<p><italic>De outro lado,</italic> quando se trata de ato de alienação ou oneração de
				bem <italic>na pendência de demanda capaz de reduzir o devedor à
					insolvência</italic> (art. 792, IV, do CPC), também há que se demonstrar a
					<italic>scientia fraudis</italic> para configuração de fraude à execução.</p>
			<p>Em se tratando de demanda sujeita a averbação em registro de bens do devedor, mas não
				averbada (ex.: execução), é ônus do exequente provar que o terceiro adquirente sabia
				da sua pendência e dos seus riscos (na linha do enunciado n. 375 da súmula da
				jurisprudência predominante do STJ).<xref ref-type="fn" rid="fn13">13</xref></p>
			<p>O art. 54, IV, e o art. 56 da Lei 13.097/2015 autorizam a averbação da pendência de
				ação capaz de reduzir à insolvência no registro público. O tema será examinado mais
				à frente, embora se possa adiantar que essa averbação tem a função de, como as
				demais, gerar a presunção absoluta de conhecimento da fraude pelo terceiro.</p>
			<p>Em se tratando de demanda não sujeita a averbação, não havendo como o credor adotar
				esse tipo de cautela, o art. 792, &#x00a7; 2º, do CPC, impõe ao terceiro adquirente
				o ônus de provar sua boa-fé. Em que pese a má-fé do terceiro adquirente seja
				pressuposto fático indispensável para configuração da fraude, o legislador
				estabelece uma regra de ônus de prova diversa da usual (cf. art. 373 do CPC). Não
				cabe ao credor provar esse fato constitutivo do seu direito (má-fé do terceiro),
				mas, sim, ao terceiro adquirente provar o contrário.</p>
			<p>É certo que o terceiro adquirente tem o ônus de diligenciar a obtenção de certidões
				negativas pertinentes, inclusive junto aos cartórios de distribuição de demandas, no
				domicílio do devedor-alienante e no local onde se encontre o bem. Trata-se de
				providências que devem ser tomadas, pois, de acordo com as regras da experiência,
				revelam probidade e cautela na aquisição de bem que podem ser exigidas da pessoa
				comum (<xref ref-type="bibr" rid="B46">THEODORO JUNIOR, 2007</xref>; ASSIS, 2007;
					<xref ref-type="bibr" rid="B39">SALAMACHA, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B21">DINAMARCO, 2004</xref>).<xref ref-type="fn" rid="fn14">14</xref>
			</p>
			<p>A má-fé do terceiro adquirente é, assim, pressuposto da <italic>fraud e à
					execução</italic><xref ref-type="fn" rid="fn15">15</xref> e se caracteriza pelo
				conhecimento das suas hipóteses de cabimento.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>4 A CONSTITUCIONALIDADE DA LEI 13.097/2015</title>
			<p>A Lei n. 13.097/2015 foi elaborada no intuito de alterar o regime da fraude à
				execução, contendo, na norma extraída do respectivo art. 54, o chamado “princípio da
				concentração da matrícula” (<xref ref-type="bibr" rid="B3">ASSIS, 2016</xref>, p.
				389).</p>
			<p>A concentração da matrícula é princípio basilar do Direito Registral, segundo o qual
				todos os dados e informações referentes aos direitos reais (e seus titulares) sobre
				um bem imóvel devem constar e ficar concentrados na sua matrícula, no Cartório de
				Registro de Imóveis competente.<xref ref-type="fn" rid="fn16">16</xref> O objetivo é
				garantir a presunção absoluta de que sejam de conhecimento de terceiros, conferindo
				mais segurança jurídica e boa-fé no tráfico jurídico imobiliário.</p>
			<p>Em que pese a Lei n. 13.097/2015 tenha ficado conhecida como a lei de regência da
				matéria, a Lei n. 6.015/1973 (arts. 167 e 246) também tratava do assunto. A Lei n.
				13.097/2015 ratifica o princípio e mais bem o concretiza, no intuito de viabilizar o
				alcance das finalidades por ele visadas.</p>
			<p>Cuida-se, assim, de diploma normativo que trata da configuração de fraude à execução
				a partir da averbação no registro de bens da pendência de: a) ações reais ou
				pessoais reipersecutórias que os tenha como objeto; b) ações pessoais sobre
				obrigações pecuniárias (como execuções, e, inclusive, de contrições ou outros ônus
				sobre o bem); e, também; c) outras ações capazes de reduzir o devedor à
				insolvência.</p>
			<p>Imprescindível, contudo, analisar a compatibilidade dessas normas com a
				Constituição.</p>
			<p>Não convence o entendimento no sentido de que a Lei n. 13.097/2015, por ser resultado
				da conversão da MP n. 656/2014, e tratar de matéria processual, está fadada ao
				reconhecimento de sua inconstitucionalidade formal, por violação ao art. 62,
				&#x00a7;1º, b, da CF/1988, e a tese de que essa lei teria sido revogada pelo
				CPC-2015, que é lei posterior (<xref ref-type="bibr" rid="B3">ASSIS, 2016</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B43">SIQUEIRA, 2016</xref>).</p>
			<p>Na verdade, as regras decorrentes dessa lei sobre negociação imobiliária podem
				tranquilamente ser consideradas materiais, por abordarem a eficácia de contratos
				selados nesse contexto.</p>
			<p>Além disso, elas cuidam da responsabilidade patrimonial que recai sobre bem
				transferido pela parte (executada ou demandada) para terceiro (o terceiro
				adquirente) fraudulentamente (cf. art. 790, V, do CPC). A responsabilidade
				patrimonial é, nesse caso, exatamente, o estado de sujeição do patrimônio desse
				terceiro responsável (cf. art. 789 do CPC), às providências executivas voltadas à
				satisfação da prestação devida.</p>
			<p>Mas há controvérsia sobre a natureza da norma sobre a responsabilidade patrimonial,
				representada pelas visões dos: <italic>i) materialistas</italic>, como Alois
					Brinz<xref ref-type="fn">17</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B41">Serpa Lopes
					(1996, p. 11-13)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B5">Betti (1969, p.
					281)</xref>, e dos <italic>ii) processualistas</italic>, como <xref
					ref-type="bibr" rid="B14">Carnelutti (1958, p. 314-315)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B27">Liebman (1980, p. 85-86)</xref>, <xref ref-type="bibr"
					rid="B11">Buzaid (1952, p. 17-18)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B1">Assis
					(2005, p. 11)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B16">Castro (1976, p.
					78)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B50">Zavascki (2000, p. 261)</xref>,
					<xref ref-type="bibr" rid="B21">Dinamarco (2004, p. 326-327)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B30">Marinoni e Arenhart (2007, p. 252-253)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B23">Farias e Rosenvald (2008, p. 14)</xref> e outros.<xref
					ref-type="fn" rid="fn18">18</xref></p>
			<p>Os <italic>materialistas</italic> sustentam que a obrigação se desdobra em débito
				(dever jurídico de prestar) e responsabilidade (sujeição patrimonial). Uma vez
				inadimplido o dever de prestar, surge, segundo eles, a responsabilidade, que
				constituiria vínculo eminentemente material.<xref ref-type="fn" rid="fn19"
				>19</xref></p>
			<p>Já os <italic>processualistas</italic> defendem que o débito, como <italic>dever
					jurídico</italic> imposto ao devedor de cumprir a prestação, é objeto de
					<italic>r elação obrigacional</italic>. Quando inadimplido, faz surgir a
				responsabilidade, que seria, por sua vez, vínculo processual de sujeição do
				responsável (que também pode ser o devedor) ao poder de responsabilização do
					Estado.<xref ref-type="fn" rid="fn20">20</xref></p>
			<p>Os adeptos dessa última visão (processualistas) observam, ainda, que, a despeito de a
				responsabilidade patrimonial ser categoria processual, o Código Civil brasileiro de
				2002 inova ao tratar do tema, para dispor que “pelo inadimplemento das obrigações
				respondem todos os bens do devedor” (art. 391 do Código Civil) (<xref
					ref-type="bibr" rid="B7">BRASIL, 2002</xref>, <italic>online</italic>). Com
				isso, repetiria, sem necessidade, o disposto no art. 789 do CPC.<xref ref-type="fn"
					rid="fn21">21</xref>-<xref ref-type="fn" rid="fn22">22</xref></p>
			<p>Dinamarco é daqueles que adotam uma visão processualista da responsabilidade
				patrimonial, afirmando que sua indevida e frequente inserção no campo do Direito
				substancial se deve a duas de suas manifestações: a hipoteca e a fraude
				pauliana.</p>
			<p>Para o autor, basta lembrar que a responsabilidade é estado potencial de sujeição a
				medidas executivas, para que se conclua que a hipoteca não se incluiria entre
				direitos reais (de garantia), consistindo, em verdade, “na predisposição do bem à
				futura sujeição executiva, mediante a sequela que impede que seja eficazmente
				subtraído ao patrimônio do responsável.” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">DINAMARCO,
					2003</xref>, p. 228).<xref ref-type="fn" rid="fn23">23</xref></p>
			<p>Essa mesma premissa permitiria concluir que a fraude pauliana é fundamento para o
				restabelecimento da responsabilidade patrimonial, em benefício de terceiro, sobre
				bem fraudulentamente transferido ou onerado, para que, futuramente, se submeta à
				execução - a despeito da validade do negócio em torno do bem. No entanto, Dinamarco
				reconhece não haver tradição em doutrina de inseri-la, por meio da responsabilidade
				patrimonial, no âmbito do Direito processual (<xref ref-type="bibr" rid="B22"
					>DINAMARCO, 2003</xref>, p. 228).</p>
			<p>Não é esta a melhor orientação.</p>
			<p>A responsabilidade é tema de Direito material, assim como a hipoteca e a fraude
				pauliana se inserem nesse mesmo contexto, não tendo o condão de determinar a
				processualidade da responsabilização.</p>
			<p>A responsabilidade patrimonial, em que pese a histórica controvérsia, é uma situação
				jurídica material que compõe o consequente de uma norma material (um critério de
				julgar).</p>
			<p>Basta pensar que, ao longo do processo obrigacional, entre todas as situações
				materiais ativas e passivas ali contidas, estão o dever jurídico de prestar e a
				responsabilidade. São situações jurídicas passivas distintas, que podem ser
				titularizadas por sujeitos distintos (ex.: empresa deve, mas sócio também responde),
				razão pela qual se distinguem as figuras do devedor e do responsável, embora se
				observe que ambos integram o mesmo processo obrigacional.</p>
			<p>Assim, uma vez inadimplido o dever jurídico de prestar (pressuposto fático), tem-se a
				responsabilidade patrimonial (consequente jurídico), como estado de sujeição:
					<italic>i)</italic> do patrimônio do devedor/terceiro (ex.: terceiro adquirente
				de bem em fraude), que poderá ser objeto de atividade executiva; ou, eventualmente,
					<italic>ii)</italic> de sua vontade/liberdade, ao cumprimento da prestação (ex.:
				prisão civil em caso de dívida alimentar).</p>
			<p>Sem dúvidas, a identificação daquele que se coloca nessa posição de sujeição (quem
				responde) e com quais bens responderá (o que responde) é uma tarefa da norma
				material, com base na qual o juiz pode <italic>decidir</italic>
					(<italic>julgar</italic>) qual será o sujeito e objeto dessa
				responsabilidade.</p>
			<p>Qualquer enunciado de norma a esse respeito que conste em legislação (tida por)
				processual pode ser considerado disposição normativa heterotópica - i.e., um
				enunciado de norma material inserido em diploma denominado processual (um estranho
				no ninho, por assim dizer).</p>
			<p>A responsabilidade patrimonial é, inclusive, situação jurídica que decorre de fato
				extraprocessual, que sequer pode vir a ser objeto de processo executivo. No entanto,
				se o for, o modo como será exercido o poder jurisdicional de responsabilizar, os
				limites ao exercício devido e legal desse poder e, pois, o critério de proceder são
				regidos por norma processual. Daí, por exemplo, a preocupação processual de
				estabelecer que:</p>
			<p>
				<list list-type="alpha-lower">
					<list-item>
						<p>o cônjuge do executado deve ser intimado da penhora do imóvel de que esse
							mesmo executado seja titular de direito real (art. 842 do CPC<xref
								ref-type="fn" rid="fn24">24</xref>);</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>que, em caso de desconsideração da personalidade jurídica da pessoa
							jurídica executada, é necessário um incidente cognitivo, para garantir o
							contraditório do sócio (cf. art.133-137 do CPC)<xref ref-type="fn"
								rid="fn25">25</xref> e;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>como deve ser exercido o benefício de ordem do sócio ou fiador (arts. 794
							e 795 do CPC).<xref ref-type="fn" rid="fn26">26</xref></p>
					</list-item>
				</list>
			</p>
			<p>O que se conclui é que a responsabilidade patrimonial é instituto material, regido
				por norma material. A questão é que, quando deduzida em juízo (sobretudo em processo
				executivo), acaba exigindo um tratamento processual adequado, cabendo à norma
				processual estabelecer esse seu regime jurídico processual peculiar e, por
				conseguinte, como proceder-se diante de sua presença.</p>
			<p>Em sendo a responsabilidade patrimonial e a fraude (com seus pressupostos) tema de
				Direito material, não há empecilho a que sua disciplina se origine de medida
				provisória posteriormente convertida em lei.</p>
			<p>Junto a isso, trata-se de lei especial sobre a matéria que dialoga perfeitamente com
				o quanto previsto no CPC-2015, ratificando os seus termos e sua validade no
				ordenamento brasileiro, como se constata na análise detida exposta a seguir. Não há,
				pois, antinomia, que justifique falar-se em revogação de lei anterior (Lei n.
				13.097/2015) por lei posterior (CPC 2015).</p>
			<p>De todo modo, a arguição de inconstitucionalidade somente faria algum sentido durante
				a vigência da medida provisória; isso porque, durante a sua tramitação no Congresso,
				ela poderia sofrer emendas parlamentares, como aconteceu e costuma acontecer, e,
				nesse caso, a fonte da norma passaria a ser o próprio Poder Legislativo, e não o
				Poder Executivo - e o Poder Legislativo pode editar normas processuais e
				materiais.</p>
			<p>Superada a questão, a (in)constitucionalidade desse diploma normativo, resta
				compreender seu conteúdo.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>5 OS ARTS. 54 E 56 DA LEI 13.097/2015 E SUA COMPATIBILIDADE COM O
				CPC-2015</title>
			<sec>
				<title>5.1 OS ARTS. 54, I E PARÁGRAFO ÚNICO, 55 DA LEI 13.097/2015 E A FRAUDE NA
					PENDÊNCIA DE AÇÃO REAL OU PESSOAL REIPERSECUTÓRIA SOBRE IMÓVEL</title>
				<p>O art. 54, I e parágrafo único, e art. 55 da Lei n. 13.097/2015 negam a
					configuração de fraude quando não houver averbação da pendência da <italic>ação
						real ou pessoal reipersecutória</italic> no registro do bem
						<italic>imóvel</italic>, nos seguintes termos:</p>
				<p><disp-quote>
						<p>Art. 54. Os negócios jurídicos que tenham por fim constituir, transferir
							ou modificar direitos reais sobre imóveis são eficazes em relação a atos
							jurídicos precedentes, nas hipóteses em que não tenham sido registradas
							ou averbadas na matrícula do imóvel as seguintes informaçõ es: [...] I -
							registro de citação de ações reais ou pessoais reipersecutórias [...]
							Parágrafo único. Não poderão ser opostas situações jurídicas não
							constantes da matrícula no Registro de Imóveis, inclusive para fins de
							evicção, ao terceiro de boa-fé que adquirir ou receber em garantia
							direitos reais sobre o imóvel, ressalvados o disposto nos arts. 129 e
							130 da Lei no 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, e as hipóteses de
							aquisição e extinção da propriedade que independam de registro de título
							de imóvel.</p>
						<p>Art. 55. A alienação ou oneração de unidades autônomas integrantes de
							incorporação imobiliária, parcelamento do solo ou condomínio edilício,
							devidamente registrada, não poderá ser objeto de evicção ou de
							decretação de ineficácia, mas eventuais credores do alienante ficam
							sub-rogados no preço ou no eventual crédito imobiliário, sem prejuízo
							das perdas e danos imputáveis ao incorporador ou empreendedor,
							decorrentes de seu dolo ou culpa, bem como da aplicação das disposições
							constantes da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990 (<xref
								ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>,
								<italic>online</italic>).</p>
					</disp-quote></p>
				<p>Na verdade, a existência da averbação referida no dispositivo só viria a
					estabelecer uma presunção absoluta de conhecimento pelo terceiro adquirente da
					pendência do feito e do caráter fraudulento do ato de alienação/oneração
					praticado.</p>
				<p>Tanto que o art. 54, parágrafo único, dessa mesma lei ressalva que: “Não poderão
					ser opostas situações jurídicas não constantes da matrícula no Registro de
					Imóveis, inclusive para fins de evicção, ao terceiro de boa-fé que adquirir ou
					receber em garantia direitos reais sobre o imóvel.” (<xref ref-type="bibr"
						rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>, <italic>online</italic>).<xref ref-type="fn"
						rid="fn27">27</xref> Ou seja, não pode ser oposta a pendência de ação sobre
					o bem que não tenha sido averbada ao “terceiro de boa-fé”, logo, <italic>a
						contrario sensu</italic>, poderá, sim, ser oposta a pendência dessa demanda
					contra o terceiro que esteja de má-fé; mesmo que não seja averbada a ação real
					ou reipersecutória no registro do imóvel, a fraude pode configurar-se se o
					terceiro adquirente estiver de má-fé. Nesse caso, caberá ao credor demonstrar a
						<italic>má-fé</italic> do terceiro (cf. aplicação analógica do enunciado n.
					375 da Súmula da jurisprudência dominante do STJ).<xref ref-type="fn" rid="fn28"
						>28</xref></p>
				<p>Trata-se de dispositivo (art. 54, I, da Lei n. 13.097/2015) que deve ser
					harmonizado com o art. 792, I, do CPC-2015, que produz regra similar, ainda que
					mais abrangente (para bens móveis ou imóveis), e ainda permite que a referida
					averbação ocorra quando pendente a ação real ou reipersecutória, ou seja, desde
					o momento em que fora proposta a demanda (cf. art. 312 do CPC),
					independentemente de o réu ter sido efetivamente citado.</p>
				<p>Pode-se, assim, dizer, em suma, que há presunção absoluta de <italic>scientia
						fraudis</italic> e de fraude quando há ato de alienação/oneração de bem
					(móvel ou imóvel) objeto de ação real ou pessoal repersecutória em cujo registro
					está averbada a pendência dessa ação (não necessariamente citação), bem assim
					que, ainda que não haja a referida averbação, haverá fraude se o terceiro
					estiver de má-fé (não adotando cautelas esperadas para ter segurança na compra
					quanto à inexistência de gravames sobre o bem) e o credor provar isso, na forma
					do art. 54, parágrafo único, e do enunciado n. 375 da Súmula do STJ.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>5.2 OS ARTS. 54, II, III E PARÁGRAFO ÚNICO, E 55 DA LEI 13.097/2015 E A
					FRAUDE NA PENDÊNCIA DE EXECUÇÃO, FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA, CONSTRIÇÃO
					JUDICIAL, RESTRIÇÃO ADMINISTRATIVA OU CONVENCIONAL AO GOZO DE DIREITOS
					REGISTRADOS, INDISPONIBILIDADE OU DE OUTROS ÔNUS SOBRE IMÓVEL</title>
				<p>Junto a isso, os arts. 54, II e III, e parágrafo único, e 55 da Lei n.
					13.097/2015 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>) negam a
					configuração de fraude quando não houver averbação de <italic>execução, fase de
						cumprimento de sentença, constrição judicial, restrição administrativa ou
						convencional ao gozo de direitos registrados, indisponibilidade ou de outros
						ônus</italic> quando previstos em lei, no registro do bem
						<italic>imóvel</italic>, nos seguintes termos:</p>
				<p><disp-quote>
						<p>Art. 54. Os negócios jurídicos que tenham por fim constituir, transferir
							ou modificar direitos reais sobre imóveis são eficazes em relação a atos
							jurídicos precedentes, nas hipóteses em que não tenham sido registradas
							ou averbadas na matrícula do imóvel as seguintes informações: [...] II -
							averbação, por solicitação do interessado, de constrição judicial, do
							ajuizamento de ação de execução ou de fase de cumprimento de sentença,
							procedendo-se nos termos previstos do art. 615-A da Lei no 5.869, de 11
							de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil; III- averbação de
							restrição administrativa ou convencional ao gozo de direitos
							registrados, de indisponibilidade ou de outros ônus quando previstos em
							lei [...] Parágrafo único. Não poderão ser opostas situações jurídicas
							não constantes da matrícula no Registro de Imóveis, inclusive para fins
							de evicção, ao terceiro de boa-fé que adquirir ou receber em garantia
							direitos reais sobre o imóvel, ressalvados o disposto nos arts. 129 e
							130 da Lei no 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, e as hipóteses de
							aquisição e extinção da propriedade que independam de registro de título
							de imóvel.</p>
						<p>Art. 55. A alienação ou oneração de unidades autônomas integrantes de
							incorporação imobiliária, parcelamento do solo ou condomínio edilício,
							devidamente registrada, não poderá ser objeto de evicção ou de
							decretação de ineficácia, mas eventuais credores do alienante ficam
							sub-rogados no preço ou no eventual crédito imobiliário, sem prejuízo
							das perdas e danos imputáveis ao incorporador ou empreendedor,
							decorrentes de seu dolo ou culpa, bem como da aplicação das disposições
							constantes da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (<xref
								ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>,
								<italic>online</italic>).</p>
					</disp-quote></p>
				<p>Também, aqui, a existência da averbação referida no dispositivo (art. 792, II e
					III, do CPC, ou art. 54, II e III, da Lei n. 13.097/2015), que será realizada,
					por solicitação do interessado, só teria o condão de gerar uma presunção
					absoluta de <italic>scientia fraudis</italic>.</p>
				<p>Ocorre que, em mais esse caso, o art. 54, parágrafo único, da lei referida
					ressalva que, mesmo que não sejam realizadas essas averbações no registro do
					imóvel, a fraude pode configurar-se se o terceiro adquirente estiver de
						má-fé,<xref ref-type="fn" rid="fn29">29</xref> o que se daria com base no
					art. 792, IV, do CPC, simplesmente por haver processo pendente apto a conduzir o
					devedor à insolvência. Trata-se daquela situação em que caberá ao credor
					demonstrar a má-fé do terceiro (cf. aplicação analógica do enunciado n. 375 da
					Súmula da jurisprudência dominante do STJ).</p>
				<p>Nesse caso, é possível concluir, em síntese, que há presunção absoluta de
						<italic>scienti a fraudis</italic> e de fraude quando há ato de
					alienação/oneração de bem (móvel ou imóvel) objeto de execução/
					cumprimento/constrição/outro gravame, em cujo registro esteja averbada a sua
					pendência (não pressupondo, necessariamente, citação no bojo de uma ação); e,
					junto a isso, ainda que não haja a referida averbação, existirá fraude se o
					terceiro estiver de má-fé - não tomando as precauções esperadas para ter
					segurança na aquisição e da inexistência de gravames - e o credor provar
					isso.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>5.3 OS ARTS. 54, IV E PARÁGRAFO ÚNICO, 55 E 56 DA LEI 13.097/2015 E A FRAUDE
					NA PENDÊNCIA DE OUTRAS AÇÕES CUJOS RESULTADOS OU RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL
					POSSAM REDUZIR O TITULAR DO DIREITO SOBRE O IMÓVEL À INSOLVÊNCIA</title>
				<p>No entanto, há, ainda, uma terceira situação.</p>
				<p>Na forma do texto do art. 54, IV e parágrafo único, e art. 55 da Lei 13.097/2015,
					poderá ser averbada no registro de bem imóvel, mediante <italic>decisão
						judicial</italic>, a existência de outras ações cujos resultados ou
					responsabilidade patrimonial possam reduzir o titular do direito sobre o imóvel
					à insolvência (art. 792, IV, do CPC), nos seguintes termos:</p>
				<p><disp-quote>
						<p>Art. 54. Os negócios jurídicos que tenham por fim constituir, transferir
							ou modificar direitos reais sobre imóveis são eficazes em relação a atos
							jurídicos precedentes, nas hipóteses em que não tenham sido registradas
							ou averbadas na matrícula do imóvel as seguintes informações: [...] IV -
							averbação, mediante decisão judicial, da existência de outro tipo de
							ação cujos resultados ou responsabilidade patrimonial possam reduzir seu
							proprietário à insolvência, nos termos do inciso II do art. 593 da Lei
							no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil [...]
							Parágrafo único. Não poderão ser opostas situações jurídicas não
							constantes da matrícula no Registro de Imóveis, inclusive para fins de
							evicção, ao terceiro de boa-fé que adquirir ou receber em garantia
							direitos reais sobre o imóvel, ressalvados o disposto nos arts. 129 e
							130 da Lei no 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, e as hipóteses de
							aquisição e extinção da propriedade que independam de registro de título
							de imóvel.</p>
						<p>Art. 55. A alienação ou oneração de unidades autônomas integrantes de
							incorporação imobiliária, parcelamento do solo ou condomínio edilício,
							devidamente registrada, não poderá ser objeto de evicção ou de
							decretação de ineficácia, mas eventuais credores do alienante ficam
							sub-rogados no preço ou no eventual crédito imobiliário, sem prejuízo
							das perdas e danos imputáveis ao incorporador ou empreendedor,
							decorrentes de seu dolo ou culpa, bem como da aplicação das disposições
							constantes da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990 (<xref
								ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>,
								<italic>online</italic>).</p>
					</disp-quote></p>
				<p>O objetivo da lei, mais uma vez, é gerar uma presunção legal absoluta de ciência
					da fraude pelo terceiro que venha a ser beneficiado com ato de alienação ou
					oneração do bem.</p>
				<p>Observe-se, contudo, que, nesse caso, a averbação dar-se-á “mediante decisão
					judicial”, o que ratifica e detalha o art. 56 da mesma lei:</p>
				<p><disp-quote>
						<p>Art. 56. A averbação na matrícula do imóvel prevista no inciso IV do art.
							54 será realizada por determinação judicial e conterá a identificação
							das partes, o valor da causa e o juízo para o qual a petição inicial foi
							distribuída.</p>
						<p>&#x00a7; 1º Para efeito de inscrição, a averbação de que trata o
								<italic>caput</italic> é considerada sem valor declarado.</p>
						<p>&#x00a7; 2º A averbação de que trata o <italic>caput</italic> será
							gratuita àqueles que se declararem pobres sob as penas da lei.</p>
						<p>&#x00a7; 3º O Oficial do Registro Imobiliário deverá comunicar ao juízo a
							averbação efetivada na forma do <italic>caput</italic>, no prazo de até
							dez dias contado da sua concretização.</p>
						<p>&#x00a7; 4º A averbação recairá preferencialmente sobre imóveis indicados
							pelo proprietário e se restringirá a quantos sejam suficientes para
							garantir a satisfação do direito objeto da ação.</p>
						<p>Art. 57. Recebida a comunicação da determinação de que trata o
								<italic>caput</italic> do art. 56, será feita a averbação ou serão
							indicadas as pendências a serem satisfeitas para sua efetivação no prazo
							de 5 (cinco) dias (<xref ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>,
								<italic>online</italic>).</p>
					</disp-quote></p>
				<p>Trata-se de situação em que a averbação da ação apta a conduzir o devedor à
					insolvência só poderá ser autorizada por decisão concessiva de tutela provisória
					(c.f. arts. 300 e 301 do CPC), tal como um protesto contra alienação (ou
					oneração) do bem, mediante a demonstração, pela parte interessada, da
					probabilidade do direito e do perigo da demora, caso em que deverá deixar em
					estado de verossimilhança os fatos que justificam seu receio de fraude e
					insolvência.</p>
				<p>Em sendo medida de tutela provisória, não deve ficar adstrita à averbação em
					registro de imóveis. Deve ser admitida, também, para fins de averbação em
					registro de quaisquer outros bens, como veículos ou outros bens passíveis de
					constrição (a ex. do registro de ações de S.A. ou do registro de embarcação na
					capitania dos portos), em nome do direito ao acesso a uma tutela de urgência,
					que de resto pode ser atípica (art. 297 do CPC) - também se poderia cogitar uma
					aplicação por analogia da regra do art. 828 do CPC (que trata da averbação da
					pendência da execução admitida).</p>
				<p>Essa determinação judicial pressupõe que a demanda tenha sido admitida - por
					analogia ao art. 828 do CPC -, e, por consistir em decisão judicial concessiva
					de tutela provisória, é passível de impugnação por agravo de instrumento (art.
					1.015, I, do CPC).</p>
				<p>Nada impede, ainda, que a medida (averbação) seja convencionada pelas partes em
					sede de negócio processual, independentemente de decisão judicial, uma vez
					presentes os pressupostos do art. 190 do CPC.</p>
				<p>Quando recebida a determinação judicial, caberá ao oficial do registro realizar a
					averbação, ou, se isso não for possível, indicar as pendências a serem
					satisfeitas para sua efetivação no prazo de cinco dias. Uma vez implementada a
					averbação, o oficial do registro deverá comunicar ao juízo tal fato, no prazo de
					até dez dias contado da sua concretização (art. 56, &#x00a7;3.º, da Lei n.
					13.097/2015). Nesse caso, a comunicação será feita pelo oficial, e não pelo
					credor, como prevê o art. 828, &#x00a7;1º, do CPC, para a averbação da
					execução.</p>
				<p>Em que pese o silêncio dessa lei especial, pode-se concluir que, após a
					realização tempestiva desse comunicado, os efeitos da averbação retroagirão à
					data em que foi aperfeiçoada. Entretanto, caso a não realização do referido
					comunicado nesse prazo traga algum dano ou prejuízo para a parte adversária,
					poderá ela requerer indenização em face do oficial responsável, na forma do art.
					22 da Lei n. 8935/1994 (<xref ref-type="bibr" rid="B6">BRASIL,
						1994</xref>).<xref ref-type="fn" rid="fn30">30</xref></p>
				<p>Iniciada a execução e formalizada penhora sobre bens suficientes para cobrir o
					valor da dívida, deverá ser aplicado o art. 828, &#x00a7;2º<xref ref-type="fn"
						rid="fn31">31</xref>, do CPC, de modo que caberá ao exequente providenciar,
					no prazo de dez dias, o cancelamento das averbações relativas àqueles bens que
					não tenham sido penhorados. Esse cancelamento se impõe ao exequente como um
					dever de lealdade, porém o seu descumprimento enseja responsabilização pelos
					danos causados, na forma do art. 828, &#x00a7; 5º, do CPC, cuja apuração
					ocorrerá em incidente processado em autos apartados.</p>
				<p>Entretanto, caso o exequente não o faça no prazo de lei, caberá ao juiz
					determinar o cancelamento das averbações, de ofício (ainda em analogia ao art.
					828, &#x00a7; 3º, do CPC). Independentemente de o cancelamento ocorrer de ofício
					ou a requerimento, o legislador impõe, para prevenir fraudes, que isso se dê por
					pronunciamento judicial (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ASSIS, 2007</xref>, p.
					260).</p>
				<p>Interessante notar que, diferentemente do quanto previsto no art. 828 do CPC, o
					art. 56, &#x00a7;4.º, da lei estabelece que: “A averbação recairá
					preferencialmente sobre imóveis indicados pelo proprietário e se restringirá a
					quantos sejam suficientes para garantir a satisfação do direito objeto da ação.”
						(<xref ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>,
						<italic>online</italic>). O legislador estabelece que a averbação, em tais
					casos, quando ainda não haja execução pendente e admitida, deverá recair
					prioritariamente sobre bens indicados pelo devedor; em havendo, contudo,
					execução instaurada e em curso, a escolha não será mais do devedor, mas sim do
					exequente, seguindo o espírito do CPC, que lhe confere, inclusive, a
					prerrogativa de escolher bens a penhorar.</p>
				<p>Por fim, observe-se que há aqui mais um caso em que o art. 54, parágrafo único,
					da Lei n. 13.097/2015 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2015b</xref>)
					prescreve que, mesmo que não sejam realizadas essas averbações no registro do
					imóvel, não fica afastada a configuração da fraude. Bastará, para tanto, que o
					credor demonstre a má-fé do terceiro (cf. aplicação do enunciado n. 375 da
					Súmula da jurisprudência dominante do STJ); ou, não sendo o bem passível de
					registro, que o próprio terceiro demonstre sua boa-fé na forma do art. 792,
					&#x00a7; 2º, do CPC.</p>
				<p>Segue, por fim, um quadro comparativo do regramento da forma de averbação
					prevista no art. 56 da Lei n. 13.097/2015 (para ações aptas a conduzir o devedor
					à insolvência), e no art. 828 do CPC-2015 (para execuções admitidas).</p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Regramento da forma de averbação</title>
					</caption>
					<table frame="box" rules="all">
						<colgroup>
							<col width="12%"/>
							<col width="12%"/>
							<col width="12%"/>
							<col width="12%"/>
							<col width="12%"/>
							<col width="12%"/>
							<col width="12%"/>
							<col width="12%"/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th style="border-top:hidden;border-left:hidden" align="left"
									>&#x00A0;</th>
								<th align="left" valign="top">Objeto</th>
								<th align="left" valign="top">Iniciativa</th>
								<th align="left" valign="top">Pressupostos</th>
								<th align="left" valign="top">Bens</th>
								<th align="left" valign="top">Comunicação de realização</th>
								<th align="left" valign="top">Efeitos</th>
								<th align="left" valign="top">Efeito caso a averbação não seja
									feita</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center">
									<bold>Averbação dos arts. 54, IV, e 56 da Lei n.
										13.097/2015.</bold>
								</td>
								<td align="left">Ação apta a conduzir o devedor à insolvência (que
									não seja execução admitida).</td>
								<td align="left">Credor demandante, mediante requerimento de tutela
									provisória, seguido de determinação judicial (agravável), a ser
									cumprida por oficial do registro.</td>
								<td align="left">Decisão judicial concessiva de tutela provisória,
									inclusive com a demonstração de probabilidade da insolvência, e
									a prova da litispendência.</td>
								<td align="left">Imóveis - e, por analogia ao CPC, outros bens
									passíveis de registro -, preferencialmente indicados pelo
									"proprietário" (devedor, futuro executado).</td>
								<td align="left">Pelo <italic>oficial do registro</italic> no prazo
									de dez dias, sob pena de responsabilização pelos danos
									causados.</td>
								<td align="left">Presunção absoluta de <italic>scientia
										fraudis</italic></td>
								<td align="left">Ônus do exequente de demonstrar má-fé do
									terceiro</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">
									<bold>Averbação do art. 828, CPC.</bold>
								</td>
								<td align="left">Execução admitida.</td>
								<td align="left">Exequente, mediante certidão da admissão da
									execução, independentemente de decisão judicial.</td>
								<td align="left">Litispendência executiva e admissão da
									execução.</td>
								<td align="left">Imóveis, veículos e outros bens passíveis de
									penhora, arresto ou indisponibilidade, que podem ser indicados
									pelo exequente.</td>
								<td align="left">Pelo <italic>exequente</italic> no prazo de dez
									dias, sob pena de responsabilização pelos danos causados.</td>
								<td align="left">Presunção absoluta de <italic>scientia
										fraudis</italic></td>
								<td align="left">Ônus do exequente de demonstrar má-fé do
									terceiro</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<attrib>Fonte: adaptado pelos autores deste trabalho com base em <xref
								ref-type="bibr" rid="B8">Brasil (2015a</xref>, <xref ref-type="bibr"
								rid="B9">2015b)</xref>.</attrib>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>6 CONCLUSÃO</title>
			<p>Como se pode perceber, a Lei n. 13.097/2015 não inova, propriamente, no ordenamento
				processual brasileiro, ao menos não se comparada ao quanto já disposto no CPC-2015
				ou que possa ser dele extraído, inclusive considerando entendimento sumulado do
				STJ.</p>
			<p>Esse diploma normativo simplesmente desdobra regramento já existente e positiva
				algumas interpretações já consagradas, se não de fácil identificação no contexto da
				sistemática atual no âmbito da responsabilidade patrimonial e da tutela
				provisória.</p>
			<p>Não padecendo de vícios, nem provocando antinomias, subsiste válida a lei, e que
				venham seus efeitos.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Este artigo é também resultado dos grupos de pesquisas “Transformações nas
					teorias sobre o processo e o Direito processual”, vinculado à Universidade
					Federal da Bahia e cadastrado no Diretório Nacional de Grupos de Pesquisa do
					CNPq (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/7958378616800053).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Também assim, por ex., <xref ref-type="bibr" rid="B4">Araujo (2016</xref>, p.
					316-326).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Entendendo tratar-se de instituto de direito privado, sob o argumento de que o
					direito de crédito do credor é privado e individual, e só ele é violado (<xref
						ref-type="bibr" rid="B44">SOUZA, 2002</xref>, p. 74). Tende a acolher essa
					última visão. (COELHO 2006, p. 54).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>O dispositivo só menciona ser a alienação ineficaz. Mas a oneração, pelas mesmas
					razões, também será (<xref ref-type="bibr" rid="B34">NEVES, 2016</xref>, p.
					1075).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Poucos são aqueles que diziam, na vigência do CPC-1973, ser caso de nulidade
					absoluta, estando os bens sujeitos à execução. Eram os casos de Caio Mário
						(<xref ref-type="bibr" rid="B36">PEREIRA, 2008</xref>) e Amílcar de Castro
						(<xref ref-type="bibr" rid="B15">CASTRO, 1974</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Ponderando sobre o assunto, <xref ref-type="bibr" rid="B24">Ferreira
					(2007</xref>, p. 256-257).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Em sentido diverso, entendendo ser desnecessário que o adquirente tenha ciência
					da litispendência (<xref ref-type="bibr" rid="B40">SANTOS, 2003</xref>, p.
					32).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>Bem a propósito é a redação do n. 3 do art. 263º do CPC de Portugal: “A sentença
					produz efeitos em relação ao adquirente, ainda que este não intervenha no
					processo, exceto no caso de a ação estar sujeita a registo e o adquirente
					registar a transmissão antes de feito o registo da ação.” (PORTUGAL, 2013,
						<italic>online</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>Observe-se que o art. 792, I, CPC, prevê averbação da <italic>pendência</italic>
					da ação, que pode não só ser real, como também reipersecutória. E a ação está
					pendente desde o momento de sua propositura (art. 312, CPC). Dessa forma, não
					parece mais ser necessário que o réu seja citado para que a averbação seja
					promovida, como dispunha o art. 167, I, n. 21, da Lei n. 6.015/1973 - e como
					prevê o art. 54, I, da Lei n. 13.097/2015 (BRASIL, 2015a).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Ressalva a possibilidade de inversão do ônus de prova, com base no art. 373,
					&#x00a7; 1º, CPC (<xref ref-type="bibr" rid="B43">SIQUEIRA, 2016</xref>, p.
					330).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>Salamacha, com toda razão, sustenta que só subsiste essa presunção em favor do
					credor, de ciência do terceiro adquirente, se a demanda tramita na comarca em
					que se situa o bem ou no domicílio do alienante. Afinal, o terceiro adquirente
					que está de boa-fé tem o dever de diligência e precaução, cabendo-lhe adotar a
					cautela de providenciar certidão negativa de ônus no registro dessas
					localidades. Caso contrário, se a demanda corre em local diverso, e o terceiro
					adquirente, nem com toda diligência dele esperada, teria a oportunidade de
					conhecê-la, a presunção se inverte e cabe ao credor provar que o terceiro
					adquirente sabia da pendência da demanda. É imperativo decorrente da máxima da
					boa-fé objetiva (<xref ref-type="bibr" rid="B39">SALAMACHA, 2005</xref>, p.
					164-165).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>(<xref ref-type="bibr" rid="B29">LIMA, 1985</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B15">CASTRO, 1974</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B46">THEODORO
						JUNIOR, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">SILVA, 2008</xref>;
						<xref ref-type="bibr" rid="B49">ZAVASCKI, 2003</xref>). Discordam da
					atribuição desse ônus ao exequente, sustentando, inclusive, que isso faz com que
					a fraude seja reconhecida em menos de 8% dos casos em que ocorre, conforme
					pesquisa realizada em mais de 130 precedentes do STJ (<xref ref-type="bibr"
						rid="B10">BRUSCHI; NOLASCO; AMADEO, 2016</xref>, p. 117-118).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>Ressalva a possibilidade de inversão do ônus de prova, com base no art. 373,
					&#x00a7; 1º, CPC (<xref ref-type="bibr" rid="B43">SIQUEIRA, 2016</xref>, p.
					330).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>Já Salamacha, com base no princípio da proporcionalidade, distingue duas
					diferentes situações: <italic>a)</italic> há presunção em favor do credor, de
					que o terceiro conhecia ou deveria conhecer a demanda, se ela tramitar na mesma
					comarca em que está o bem ou na mesma comarca em que tem domicílio o alienante;
					mas é presunção relativa, cabendo prova em o contrário; <italic>b)</italic> e há
					presunção em favor do terceiro adquirente de que não a conhece nem poderia
					conhecê-la, se não corre nestas comarcas; também é presunção relativa, cabendo
					prova em contrário. Só se protege o terceiro adquirente de boa-fé cauteloso -
					jamais o desidioso -, que toma as precauções esperadas do homem mediano e
					exigidas da vida moderna, dentro das suas possibilidades (<xref ref-type="bibr"
						rid="B39">SALAMACHA, 2005</xref>, p. 180 ss.).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>Assim, também, Theodoro Junior (2001, p. 81), com amplas referências.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B4">Araujo (2016</xref>, p. 310); Cf. Rodrigues
					Neto (2017, p. 412).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn17">
				<label>17</label>
				<p>O estudo da responsabilidade patrimonial e, sobretudo, a distinção entre
					responsabilidade e obrigação, deve-se à teoria formulada pelo alemão Alois Brinz
					que divide a obrigação em <italic>Schuld und Haftung</italic> (débito e
					responsabilidade).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn18">
				<label>18</label>
				<p>A abordagem dessas teorias e seus autores já se deu em Didier Junior e Braga
					(2010) (também publicado, dentre outros, em <italic>Revista internacional de
						Estudios de Derecho Procesal y Arbitraje,</italic> v. 1, 2009).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn19">
				<label>19</label>
				<p>Há aqueles civilistas que partem da visão diferenciada da obrigação como
					processo, para sustentar que o débito e a responsabilidade compõem o processo
					obrigacional, unitariamente considerado (o que mantém essa natureza material), e
					são indissociáveis entre si, pois o dever jurídico de prestar se dá sob coação
					(sob pena de responsabilidade). Extinto o débito, não subsiste a
					responsabilidade (assim, dentre outros, mas com variações de entendimento)
						(<xref ref-type="bibr" rid="B26">LARENZ, 1958</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B47">TUHR, 1999</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B48">VARELA,
						2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">LIMA, 1985</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn20">
				<label>20</label>
				<p>A responsabilidade, como suscetibilidade do patrimônio de alguém à execução,
					seria típica <italic>relação de Direito processual,</italic> travada no campo
					processual entre responsável e Estado, não se tratando de relação entre credor e
					devedor. O erro da doutrina privatista teria sido, segundo eles, considerar a
					sanção (a responsabilidade) como elemento da relação obrigacional, quando é
					expressão do poder soberano do Estado.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn21">
				<label>21</label>
				<p>“Art. 789. O devedor responde com todos seus bens presentes e futuros para o
					cumprimento de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei”.
					(BRASIL, 2015a, <italic>online</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn22">
				<label>22</label>
				<p>Já Alcides de Mendonça Lima critica o artigo 591, do CPC-1973 (correspondente ao
					art. 789 do CPC-2015), por conter norma tipicamente material (<xref
						ref-type="bibr" rid="B29">LIMA, 1985</xref>, p. 429-431).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn23">
				<label>23</label>
				<p>Esta é a posição de <xref ref-type="bibr" rid="B13">Carnelutti (1939</xref>) e
					Liebman (1962). Machado Guimarães endossa sua natureza processual, por consistir
					na “destinação de determinados bens imóveis (do devedor ou de terceiro) à
					satisfação preferencial do crédito por ela assegurado.” (<xref ref-type="bibr"
						rid="B25">GUIMARÃES, 1942</xref>, p. 69). Contra, Marques (2000).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn24">
				<label>24</label>
				<p>“Art. 842. Recaindo a penhora sobre bem imóvel ou direito real sobre imóvel, será
					intimado também o cônjuge do executado, salvo se forem casados em regime de
					separação absoluta de bens.” (BRASIL, 2015a, <italic>online</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn25">
				<label>25</label>
				<p>“Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será
					instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber
					intervir no processo. &#x00a7;1º O pedido de desconsideração da personalidade
					jurídica observará os pressupostos previstos em lei. &#x00a7;2ºAplica-se o
					disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade
					jurídica. Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases
					do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em
					título executivo extrajudicial. &#x00a7;1ºA instauração do incidente será
					imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas. &#x00a7; 2º
					Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade
					jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio
					ou a pessoa jurídica. &#x00a7;3º A instauração do incidente suspenderá o
					processo, salvo na hipótese do &#x00a7;2º. &#x00a7;4º O requerimento deve
					demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para
					desconsideração da personalidade jurídica. Art. 135. Instaurado o incidente, o
					sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas
					cabíveis no prazo de quinze dias. Art. 136. Concluída a instrução, se
					necessária, o incidente será resolvido por decisão interlocutória. Parágrafo
					único. Se a decisão for proferida pelo relator, cabe agravo interno. Art. 137.
					Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou oneração de bens, havida em
					fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente.” (BRASIL, 2015a,
						<italic>online</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn26">
				<label>26</label>
				<p>“Art. 794. O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam
					executados os bens do devedor situados na mesma comarca, livres e desembargados,
					indicando-os pormenorizadamente à penhora. &#x00a7; 1º Os bens do fiador ficarão
					sujeitos à execução se os do devedor, situados na mesma comarca que os seus,
					forem insuficientes à satisfação do direito do credor. &#x00a7;2º O fiador que
					pagar a dívida poderá executar o afiançado nos autos do mesmo processo.
					&#x00a7;3º O disposto no <italic>caput</italic> não se aplica se o fiador houver
					renunciado ao benefício de ordem. Art. 795. Os bens particulares dos sócios não
					respondem pelas dívidas da sociedade, senão nos casos previstos em lei.
					&#x00a7;1º O sócio réu, quando responsável pelo pagamento da dívida da
					sociedade, tem o direito de exigir que primeiro sejam excutidos os bens da
					sociedade. &#x00a7;2º Incumbe ao sócio que alegar o benefício do &#x00a7; 1º
					nomear quantos bens da sociedade situados na mesma comarca, livres e
					desembargados, bastem para pagar o débito. &#x00a7;3º O sócio que pagar a dívida
					poderá executar a sociedade nos autos do mesmo processo. &#x00a7;4º Para a
					desconsideração da personalidade jurídica, é obrigatória a observância do
					incidente previsto neste Código.” (BRASIL, 2015a, <italic>online</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn27">
				<label>27</label>
				<p>Dispositivo que também “ressalva o disposto nos arts. 129 e 130 da Lei n.
					11.101/2005 [...] e as hipóteses de aquisição e extinção da propriedade que
					independam de registro de título de imóvel”, como uma aquisição por usucapião
					(BRASIL, 2015b, <italic>online</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn28">
				<label>28</label>
				<p>Assim, <xref ref-type="bibr" rid="B33">Medina (2016</xref>, p. 102) e <xref
						ref-type="bibr" rid="B34">Neves (2016</xref>, p. 1079).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn29">
				<label>29</label>
				<p>Além disso, o art. 54, parágrafo único, da Lei n. 13.097/2015 também ressalva o
					disposto nos arts. 129 e 130 da Lei n. 11.101/2005 e as “hipóteses de aquisição
					e extinção da propriedade que independam de registro de título de imóvel”
					(BRASIL, 2015b, <italic>online</italic>), como uma aquisição por usucapião.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn30">
				<label>30</label>
				<p>“Art. 22. Os notários e oficiais de registro responderão pelos danos que eles e
					seus prepostos causem a terceiros, na prática de atos próprios da serventia,
					assegurado aos primeiros direito de regresso no caso de dolo ou culpa dos
					prepostos.” (BRASIL, 1994, <italic>online</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn31">
				<label>31</label>
				<p>&#x00a7; 2º do art. 828 do CPC: “Formalizada penhora sobre bens suficientes para
					cobrir o valor da dívida, o exequente providenciará, no prazo de 10 (dez) dias,
					o cancelamento das averbações relativas àqueles não penhorados.” (BRASIL, 2015a,
						<italic>online</italic>).</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
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						(aspectos polêmicos)</bold>. São Paulo: Dialética, 2005.</mixed-citation>
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					<chapter-title>Responsabilidade patrimonial</chapter-title>
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					<chapter-title>Concentração dos atos na matrícula e fraude à
						execução</chapter-title>
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					<source><bold>Operação Imobiliárias</bold>: estruturação e tributação</source>
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