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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>Revista Opinião Jurídica</journal-title>
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            <issn pub-type="ppub">1806-0420</issn>
            <issn pub-type="epub">2447-6641</issn>
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                <publisher-name>Centro Universitário Christus</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.12662/2447-6641oj.v21i36.p1-31.2023</article-id>
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                    <subject>Artigos</subject>
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                <article-title>RELAÇÕES INTERGOVERNAMENTAIS APÓS A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: UMA
                    RADIOGRAFIA DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS FEDERAIS AOS MUNICÍPIOS<xref
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                    <trans-title>INTERGOVERNMENTAL RELATIONS AFTER THE 1988 FEDERAL CONSTITUTION: AN
                        OVERVIEW OF VOLUNTARY FEDERAL TRANSFERS TO MUNICIPALITIES</trans-title>
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                    <trans-title>RELACIONES INTERGUBERNAMENTALES DESPUÉS DE LA CONSTITUCIÓN FEDERAL
                        DE 1988: UN PANORAMA DE LAS TRANSFERENCIAS FEDERALES VOLUNTARIAS A LOS
                        MUNICIPIOS</trans-title>
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            </title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Palotti</surname>
                        <given-names>Pedro Lucas de Moura</given-names>
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                        >Concepção do trabalho</role>
                    <role>revisão teórica sobre federalismo no Brasil e federalismo fiscal</role>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>D’Albuquerque</surname>
                        <given-names>Raquel Wanderley</given-names>
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                        >Concepção do trabalho</role>
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                        >manipulação e análise da base de dados</role>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <name>
                        <surname>Endo</surname>
                        <given-names>Iara Cremonesi</given-names>
                    </name>
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                        >Concepção do trabalho</role>
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            <aff id="aff1">
                <label>**</label>
                <institution content-type="orgname">Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
                    (IPEA)</institution>
                <addr-line>
                    <city>Brasília</city>
                    <state>DF</state>
                </addr-line>
                <country country="BR">BR</country>
                <email>pedropalotti@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Doutor em Ciência Política pela Universidade de
                    Brasília (2017). Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas
                    Gerais (2012) e graduado em Administração Pública pela Escola de Governo
                    Professor Paulo Neves de Carvalho da Fundação João Pinheiro (2008) e em Direito
                    pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Atua como Especialista em
                    Políticas Públicas e Gestão Governamental no Instituto de Pesquisa Econômica
                    Aplicada (IPEA). É professor no Mestrado Profissional em Governança e
                    Desenvolvimento da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e no Mestrado
                    Profissional em Administração Pública do Instituto Brasiliense de Direito
                    Público (IDP). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Brasília, DF, BR.
                    Email: &lt;pedropalotti@gmail.com&gt;</institution>
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            <aff id="aff2">
                <label>**</label>
                <institution content-type="orgname">Grupo Interdisciplinar de Metodologias em
                    Avaliação de Políticas Públicas (GIMAPP)</institution>
                <institution content-type="orgdiv1">Núcleo de Avaliação e Pesquisa na Educação
                    Superior (NAPES)</institution>
                <addr-line>
                    <city>Belo Horizonte</city>
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                <country country="BR">BR</country>
                <email>raquel.dalbuquerque@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Doutora em Ciência Política pela Universidade
                    Federal de Minas Gerais. Pesquisadora de temas relacionados à Avaliação e
                    Análise de Políticas Públicas, Instituições Políticas e Burocracia, com foco na
                    dinâmica de implementação de políticas federais em nível municipal. Colaboradora
                    do Grupo Interdisciplinar de Metodologias em Avaliação de Políticas Públicas
                    (GIMAPP) e do Núcleo de Avaliação e Pesquisa na Educação Superior (NAPES).
                    Consultora independente em estatística aplicada e análise de dados. Belo
                    Horizonte, MG, BR. E-mail: &lt;raquel.dalbuquerque@gmail.com&gt;</institution>
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            <aff id="aff3">
                <label>***</label>
                <institution content-type="orgname">Conselho Administrativo de Defesa Econômica
                    (Cade)</institution>
                <addr-line>
                    <city>Brasília</city>
                    <state>DF</state>
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                <country country="BR">BR</country>
                <email>iara.endo@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Mestre em Saúde Pública pela King's College
                    London (2012), especialista em Planejamento em Saúde pela Universidade Federal
                    da Bahia (2010) e graduada em Odontologia pela Universidade de Brasília (2002).
                    Atua como Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental no Conselho
                    Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Tem experiência na área de políticas
                    públicas e gestão com ênfase em: saúde pública, planejamento, gestão de projetos
                    e de recursos humanos, e inovação no setor público. Ministério do Planejamento,
                    Orçamento e Gestão - Brasília, DF, BR. E-mail:
                    &lt;iara.endo@gmail.com&gt;</institution>
            </aff>
            <author-notes>
                <fn fn-type="edited-by">
                    <p>Editora responsável: Profa. Dra. Fayga Bedê</p>
                    <p><ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://orcid.org/0000-0001-6444-2631"
                            >https://orcid.org/0000-0001-6444-2631</ext-link></p>
                </fn>
            </author-notes>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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            </pub-date>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">
                <season>Jan-Apr</season>
                <year>2023</year>
            </pub-date>
            <volume>21</volume>
            <issue>36</issue>
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            <lpage>31</lpage>
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                    <day>28</day>
                    <month>07</month>
                    <year>2022</year>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>RESUMO</title>
                <sec>
                    <title>Objetivo:</title>
                    <p>Argumenta-se que as transferências intergovernamentais constituem um elemento
                        relevante para a compreensão da dinâmica federativa brasileira e,
                        consequentemente, para as políticas públicas no Brasil. O artigo visa a
                        responder a três conjuntos de questões: (1) Qual a dimensão das
                        transferências em termos de valores de repasse? (2) Quais são os órgãos da
                        administração pública federal que realizam essas transferências, quanto
                        transferem e por meio de quais instrumentos? (3) Quais são os principais
                        órgãos subnacionais ou instituições que recebem essas transferências, em
                        quais regiões e unidades da federação estão situadas e quais montantes de
                        recursos recebem?</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Metodologia:</title>
                    <p>Propõe-se uma classificação das transferências voluntárias estabelecidas pelo
                        Estado brasileiro no contexto do federalismo fiscal, dos normativos legais e
                        das práticas administrativas consolidadas. A análise empírica é inédita e de
                        cunho descritivoexploratório.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Resultados:</title>
                    <p>Os resultados apontam que, de 2008 a 2017, a média de recursos repassados
                        pelo governo federal sofreu grandes variações, com expressiva queda no ano
                        de 2013 para 2014. Os valores mais expressivos são do Ministério da Saúde e
                        das Cidades; Roraima, Acre e Amapá foram, proporcionalmente, os estados que
                        mais receberam recursos do governo federal.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Contribuições:</title>
                    <p>Os entes federados são os principais atores chamados a colaborar para
                        execução descentralizada dos recursos federais. O fortalecimento das
                        capacidades administrativas do governo federal é essencial para melhorar a
                        coordenação federativa, ao passo que a melhoria da implementação de
                        políticas públicas depende do fortalecimento dos governos subnacionais.</p>
                </sec>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>ABSTRACT</title>
                <sec>
                    <title>Objective:</title>
                    <p>We argue that intergovernmental transfers are a relevant element for
                        understanding the Brazilian federative dynamics and, consequently, for
                        public policies in Brazil. The article aims to answer three sets of
                        questions: (1) What is the size of transfers in terms of transfer values?
                        (2) Which are the federal public administration bodies that carry out these
                        transfers, how much do they transfer and through which instruments? (3) What
                        are the main subnational bodies or institutions that receive these
                        transfers, in which regions and units of the federation are they located and
                        what amounts of resources do they receive?</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Methodology:</title>
                    <p>A classification of voluntary transfers established by the Brazilian State in
                        the context of fiscal federalism, legal regulations and consolidated
                        administrative practices is proposed. The empirical analysis is
                        unprecedented and of a descriptive-exploratory nature.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Results:</title>
                    <p>The results show that, from 2008 to 2017, the average of resources
                        transferred by the federal government underwent large variations, with a
                        significant drop in the year 2013 to 2014. The most expressive values are
                        from the Ministry of Health and Cities; Roraima, Acre and Amapá were,
                        proportionally, the states that received the most funds from the federal
                        government.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Contributions:</title>
                    <p>Federated entities are the main actors called to collaborate in the
                        decentralized execution of federal resources. Strengthening the
                        administrative capacities of the federal government is essential to improve
                        federative coordination, while improving the implementation of public
                        policies depends on strengthening subnational governments.</p>
                </sec>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>RESUMEN</title>
                <sec>
                    <title>Objetivo:</title>
                    <p>Se argumenta que las transferencias intergubernamentales son un elemento
                        relevante para entender la dinámica federativa brasileña y, en consecuencia,
                        para las políticas públicas en Brasil. El artículo tiene como objetivo
                        responder a tres conjuntos de preguntas: (1) ¿Cuál es el tamaño de las
                        transferencias en términos de valores de transferencia? (2) ¿Cuáles son los
                        órganos de la administración pública federal que realizan estas
                        transferencias, cuánto transfieren y a través de qué instrumentos? (3)
                        ¿Cuáles son los principales organismos o instituciones subnacionales que
                        reciben estas transferencias, en qué regiones y unidades de la federación
                        están ubicadas y qué cantidad de recursos reciben?</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Metodología:</title>
                    <p>Se propone una clasificación de transferencias voluntarias establecida por el
                        Estado brasileño en el contexto del federalismo fiscal, regulaciones legales
                        y prácticas administrativas consolidadas. El análisis empírico es inédito y
                        de carácter descriptivo-exploratorio.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Resultados:</title>
                    <p>Los resultados muestran que, de 2008 a 2017, el promedio de recursos
                        transferidos por el gobierno federal experimentó grandes variaciones, con
                        una caída significativa en el año 2013 a 2014. Los valores más expresivos
                        son del Ministerio de Salud y Ciudades. Roraima, Acre y Amapá fueron,
                        proporcionalmente, los estados que recibieron más fondos del gobierno
                        federal.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Contribuciones:</title>
                    <p>Las entidades federadas son los principales actores llamados a colaborar en
                        la ejecución descentralizada de los recursos federales. El fortalecimiento
                        de las capacidades administrativas del gobierno federal es fundamental para
                        mejorar la coordinación federativa, mientras que mejorar la implementación
                        de las políticas públicas depende del fortalecimiento de los gobiernos
                        subnacionales.</p>
                </sec>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>relações intergovernamentais</kwd>
                <kwd>transferências voluntárias</kwd>
                <kwd>convênios</kwd>
                <kwd>federalismo</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>intergovernmental relations</kwd>
                <kwd>voluntary transfers</kwd>
                <kwd>covenants</kwd>
                <kwd>federalism</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>relaciones intergubernamentales</kwd>
                <kwd>transferencias voluntarias</kwd>
                <kwd>acuerdos</kwd>
                <kwd>federalismo</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>1 INTRODUÇÃO</title>
            <p>A restauração da democracia no Brasil, no final da década de 1980, marcou a
                reorganização do federalismo brasileiro, com resgate da autonomia dos estados, e a
                formalização dos municípios como entes federados. Daquele marco institucional
                decorreram estudos de várias questões relevantes para o funcionamento da democracia
                brasileira, dentre os quais o desenho federativo foi recorrentemente
                problematizado.</p>
            <p>Inicialmente, os trabalhos discutiram as consequências do arranjo federativo para
                formação de coalizões de governo (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ABRANCHES,
                    1988</xref>), para determinação da influência dos atores políticos locais, em
                particular dos governadores, no âmbito da Nova República (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B2">ABRUCIO, 1994</xref>) e para a descentralização de políticas públicas
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B5">ALMEIDA, 1995</xref>). O desenho federativo foi
                tomado como uma variável explicativa de diferentes dinâmicas sociais e
                políticas.</p>
            <p>Um segundo conjunto de estudos pretendeu explicar o funcionamento do federalismo e
                das relações intergovernamentais instituído pela Constituição de 1988 e desenvolvido
                nas décadas seguintes. Focou-se, portanto, no arranjo federativo como variável de
                interesse, que possui uma dinâmica própria e, muitas vezes, contingente ao setor de
                política pública estudado.</p>
            <p>Esses trabalhos enfatizaram aspectos relacionados à descentralização de políticas
                públicas, principalmente as sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B10">ARRETCHE,
                    1999</xref>), ao papel desempenhado pelos governos locais em relação ao governo
                central (<xref ref-type="bibr" rid="B34">MACHADO, 2008</xref>) e às inovações
                institucionais para coordenação intergovernamental, como os consórcios públicos
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B26">CUNHA, 2004</xref>). O federalismo e as
                relações intergovernamentais foram o centro das reflexões desses trabalhos. Há uma
                mecânica federativa característica da federação brasileira, que pode ser explicada a
                partir da observação de seu padrão de funcionamento.</p>
            <p>O presente artigo pretende se somar aos esforços de compreensão do funcionamento das
                relações entre os entes federados, com enfoque nos repasses voluntários feitos pelo
                governo federal, principalmente, a estados e a municípios. Parte-se do entendimento
                de que as transferências intergovernamentais constituem um elemento relevante para a
                compreensão da dinâmica federativa brasileira e, consequentemente, para as políticas
                públicas do país. Portanto, pretende-se analisar as principais características das
                transferências voluntárias realizadas pela União. Posto de outra forma: como se
                caracterizam as transferências voluntárias de recursos pela União, no contexto da
                federação brasileira, no período de 2008 a 2017?</p>
            <p>Dessa forma, o artigo visa a responder a três conjuntos de questões: (1) Qual a
                dimensão das transferências em termos de valores de repasse? (2) Quais são os órgãos
                da administração pública federal que realizam essas transferências, quanto
                transferem e por meio de quais instrumentos? (3) Quais são os principais órgãos
                subnacionais ou instituições que recebem essas transferências, em quais regiões e
                unidades da federação estão situadas e quais montantes de recursos recebem? Esta
                análise será possível por meio da exploração dos dados disponibilizados pelo Sistema
                de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV), para o período de 2008 a
                2017.</p>
            <p>O artigo conta com três seções, além desta introdução. Primeiramente, será feito um
                resgate conceitual acerca das transferências intergovernamentais, a fim de
                distinguir os diversos termos que são comumente confundidos quando se trata de
                transferências voluntárias. A partir disso, será elaborado um mapeamento das
                transferências voluntárias registradas no SICONV de acordo com as categorias
                conceituais anteriormente levantadas. Por fim, serão tecidas as considerações finais
                e as possibilidades de agenda de pesquisa.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>2 O PAPEL DAS TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS NO FEDERALISMO FISCAL</title>
            <p>O federalismo fiscal remete à divisão de responsabilidades e atribuições relacionadas
                à implementação de políticas públicas e à distribuição de recursos econômicos entre
                os diferentes governos de um mesmo território (<xref ref-type="bibr" rid="B23"
                    >CARRAZZA, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">DOMINGUES, 2007</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B45">TORRES, 2011</xref>).</p>
            <p>No seu sentido original, utilizado em finanças públicas, não importaria tanto a
                divisão constitucional formal entre entes federados, inscrita na Constituição.
                Importa observar a existência, de fato, de autonomia para implementar programas
                governamentais, bem como para coletar tributos e administrar recursos financeiros.
                Assim, as regras do federalismo seriam menos importantes do que a existência de
                descentralização de tributos e a capacidade de tributar. Em menor ou maior grau,
                praticamente todos os países operariam sob algum modo de descentralização fiscal
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B39">OATES, 1972</xref>).</p>
            <p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B46">Torres, (2014, p. 25)</xref> “[a] relação entre
                Constituição e forma de Estado federativa define o modelo de federalismo fiscal como
                medida de descentralização financeira.”. Nesse sentido, <xref ref-type="bibr"
                    rid="B45">Torres (2011)</xref> argumentou que o poder de tributação é um dos
                poderes fundantes da organização do Estado, estando atrelado aos preceitos previstos
                pela Constituição que limitam e definem a organização do poder de tributação
                conferida aos entes estatais.</p>
            <p>Em adição a esses aspectos constitucionais, <xref ref-type="bibr" rid="B27">Domingues
                    (2007)</xref> argumentou que o federalismo fiscal aponta para um conjunto de
                determinações normativas que possibilitam o financiamento dos entes federados na
                consecução de políticas públicas. As diversas necessidades de organização
                político-administrativa só se exercem com plenitude a partir da consolidação de um
                sistema tributário que possibilite maior autonomia fiscal. Essa ampliação da
                autonomia fiscal se exerce ora pela capacidade de instituir, modular e arrecadar
                novos tributos, ora por meio das transferências verticais (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B27">DOMINGUES, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B47">WERNEK; DIAS,
                    2016</xref>).</p>
            <p>Em sintonia com esse argumento, <xref ref-type="bibr" rid="B40">Prado (2003)</xref>
                destacou os elementos necessários à consolidação de um verdadeiro regime fiscal
                federativo, que se compõem basicamente por i) um desenho adequado e eficiente de
                competências tributárias; ii) equilíbrio entre encargos e níveis de governo; e iii)
                transferências governamentais organizadas em um formato eficiente e coerente.</p>
            <p>A assunção de determinadas responsabilidades em relação a políticas públicas, bem
                como as ferramentas fiscais para o financiamento, deriva da abrangência do nível de
                governo no território. Desse modo, governos centrais seriam responsáveis pela
                política macroeconômica, de segurança nacional e de transferência direta de renda.
                Esses são bens públicos de difícil prestação em nível local, por serem indivisíveis
                ou terem menos externalidades negativas quando sujeitos a uma padronização em nível
                nacional. Os governos locais conhecem melhor as preferências de seus cidadãos,
                devendo se dedicar a políticas públicas cuja abrangência seja sua própria
                    jurisdição<xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref>.</p>
            <p>No Brasil, a Constituição de 1988 restabeleceu o pacto constitucional após quase 25
                anos de centralismo autoritário<xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref>. A organização
                do Estado brasileiro como uma federação foi inserida dentre as cláusulas pétreas –
                ou seja, como dispositivo que não poderia ser subtraído por emenda
                    constitucional<xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref>. Foi formalizado um
                terceiro nível de divisão territorial: os municípios brasileiros. A Constituição
                apostou em uma ampliação acentuada da descentralização política, conferindo
                autonomia à população para escolha de representantes eleitos.</p>
            <p>A tônica da descentralização na organização do Estado brasileiro permeou os debates
                na Constituinte e foi fortemente associada à ideia de democratização das relações
                entre Estado e sociedade (<xref ref-type="bibr" rid="B9">ARRETCHE, 1996</xref>). A
                contraposição ao Estado autoritário e centralizado se daria por meio da ampliação de
                novos espaços descentralizados de tomada de decisão, considerados <italic>a
                    priori</italic> distantes das interferências nocivas da ditadura militar.
                Independentemente das limitações dessa tese, em complemento aos dispositivos
                constitucionais, outros mecanismos para fortalecimento da descentralização foram
                criados nas décadas seguintes.</p>
            <p>Após a realização da descentralização política, um duplo movimento foi observado ao
                longo das décadas de 1990 e 2000. O primeiro caracterizou-se pela ampliação da
                descentralização fiscal. O segundo relacionou-se à ampliação da descentralização
                administrativa (<xref ref-type="bibr" rid="B28">FALLETI, 2006</xref>). Ambos foram
                acompanhados pela manutenção da centralização decisória na União, conforme desenhado
                pela Constituição de 1988 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">ARRETCHE, 2009</xref>,
                    <xref ref-type="bibr" rid="B14">2013</xref>).</p>
            <p>A descentralização fiscal decorreu de um conjunto de arranjos previstos anteriormente
                à Constituição de 1988. <xref ref-type="bibr" rid="B28">Falleti (2006)</xref>
                destacou o papel exercido pela Emenda Passos Porto, acompanhada de outras medidas
                previstas por políticos do então Movimento Democrático Brasileiro (MDB), para
                ampliação da capacidade arrecadatória dos municípios e das transferências
                automáticas para os entes subnacionais. A Constituinte consolidou e aprofundou esse
                movimento de descentralização, ampliando a distribuição de poderes político e fiscal
                na nova Constituição (<xref ref-type="bibr" rid="B6">ALMEIDA, 2001</xref>).</p>
            <p>A descentralização administrativa operou por meio de um conjunto de ferramentas
                previstas na Constituição. Ao contrário da expectativa inicial de um federalismo
                excessivamente descentralizado, a operação do federalismo brasileiro demonstrou um
                processo decisório centralizado, com delegação da execução de políticas públicas
                para estados e municípios. A literatura sobre a relação entre Executivo-Legislativo
                é enfática ao demonstrar a importância dos atores políticos em Brasília –
                particularmente o presidente da República e os líderes partidários da coalizão de
                governo – na determinação da agenda de governo (<xref ref-type="bibr" rid="B29"
                    >FIGUEIREDO; LIMONGI, 1999</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">AMORIM NETO,
                    2004</xref>). As expectativas depositadas inicialmente por alguns analistas
                acerca do excessivo protagonismo dos governadores na conformação do sistema político
                brasileiro não foram confirmadas pelo funcionamento da política (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B2">ABRUCIO, 1994</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30"
                    >FIGUEIREDO, 2009</xref>).</p>
            <p>Assim, a União manteve amplas competências para a formulação de políticas públicas,
                coordenando a assunção de novas responsabilidades pela implementação de programas
                governamentais por estados e municípios. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B14"
                    >Arretche (2013)</xref>, medidas envolvendo o interesse de estados e municípios
                foram aprovadas, algumas inclusive diminuindo a discricionariedade desses níveis de
                governo. Para citar apenas as medidas mais emblemáticas, a União regulamentou a
                aplicação mínima de recursos nas áreas de educação e saúde, detalhando
                posteriormente o que deveria ser contabilizado como gasto nessa última área;
                normatizou a cobrança de tributos estaduais relativos à circulação de mercadorias e
                serviços; definiu regras padronizadas para as licitações e contratações públicas na
                federação; definiu limites para a gestão orçamentária e para as finanças públicas
                subnacionais, dentre outras medidas (<xref ref-type="bibr" rid="B14">ARRETCHE,
                    2013</xref>).</p>
            <p>No âmbito das políticas públicas setoriais, particularmente das políticas sociais,
                foram introduzidos mecanismos institucionais para coordenação da atuação conjunta
                dos entes federados. Com diferenças entre as áreas, dadas suas diferentes
                engenharias operacionais e trajetórias, a coordenação se deu a partir da criação de
                obrigações constitucionais de gasto público, pela criação de mecanismos de incentivo
                vinculando transferências de recursos federais à “adoção” de serviços públicos
                desenhados em âmbito federal, além de instâncias para pactuação e definição conjunta
                de decisões governamentais (<xref ref-type="bibr" rid="B3">ABRUCIO, 2005</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B35">MACHADO; PALOTTI, 2015</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B31">GRIN; ABRUCIO, 2018</xref>).</p>
            <p>Como consequências, essa “regulação” de algumas políticas sociais em âmbito
                constitucional, assim como a delimitação da segurança pública como atribuição do
                nível estadual, resultou na relativa homogeneidade de gastos entre os estados ao
                longo do tempo (<xref ref-type="bibr" rid="B8">ARAÚJO, 2015</xref>). Em relação aos
                municípios, as variações ideológicas e políticopartidárias dos prefeitos não
                alteraram o padrão de gastos públicos observado. A priorização é dada por normas
                centrais, que homogeneízam o padrão de funcionamento das administrações municipais
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B41">RODRIGUES, 2007</xref>).</p>
            <p>Com isso, ao movimento de descentralização administrativa, iniciado pela própria
                Constituição de 1988 e conduzido posteriormente no âmbito das políticas setoriais,
                somou-se um movimento de descentralização fiscal. Do ponto de vista da competência
                de tributar, estados e municípios tiveram assegurados um conjunto de impostos cuja
                competência é exclusiva para instituí-lo. O quadro a seguir faz uma síntese dos
                principais impostos e contribuições sociais criados, nas três últimas décadas, por
                ente federado.</p>
            <p>O <xref ref-type="table" rid="T1">Quadro 1</xref> evidencia a criação de impostos e
                contribuições sociais mais abrangentes para a União, não obstante a garantia de
                tributações de natureza exclusiva para estados e municípios. Segundo <xref
                    ref-type="bibr" rid="B4">Afonso e Castro (2018)</xref>, em 2017, a carga
                tributária total foi de 33,60% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), dos quais
                65,8% se refere a tributos arrecadados pela União, 27,1% pelos estados e 7,1% pelos
                municípios. No entanto, após as transferências obrigatórias e discricionárias, a
                receita disponível da União passou a ser 55,1%, enquanto os estados passam a contar
                com 25,2% das receitas, e os municípios totalizam 19,7% das receitas disponíveis.
                Nesse sentido, as transferências passaram a exercer um papel de reorganização das
                atribuições e dos papéis exercidos pelos entes federados no Brasil (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B12">ARRETCHE, 2004</xref>). Além disso, cabe destacar que,
                segundo <xref ref-type="bibr" rid="B43">Suzart, Zuccolotto e Rocha (2018)</xref>, a
                maior parte dos municípios brasileiros apresentam receitas próprias menores que
                10,5% das suas receitas totais. Os autores destacam que, nesse contexto, as
                transferências intergovernamentais de recursos estimulam o desenvolvimento de
                regiões mais pobres e que, assim, fornecem baixo incentivo à arrecadação própria dos
                entes subnacionais.</p>
            <table-wrap id="T1">
                <label>Quadro 1</label>
                <caption>
                    <title>Principais impostos e contribuições sociais por ente arrecadador</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle"/>
                            <th align="center" valign="middle">Impostos e Contribuições</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle"><bold>União</bold></td>
                            <td align="left" valign="middle">
                                <p>Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)</p>
                                <p>Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)</p>
                                <p>Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)</p>
                                <p>Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)</p>
                                <p>Imposto de Importação (II)</p>
                                <p>Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)</p>
                                <p>Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
                                    (COFINS)</p>
                                <p>Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE)</p>
                                <p>Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)</p>
                                <p>Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)</p>
                                <p>Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)</p>
                                <p>Programa de Integração Social (PIS)</p>
                                <p>Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público
                                    (PASEP)</p>
                            </td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle"><bold>Estados</bold></td>
                            <td align="left" valign="middle">
                                <p>Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)</p>
                                <p>Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)</p>
                                <p>Imposto sobre Transmissão Causa <italic>Mortis</italic> e Doação
                                    (ITCMD)</p>
                            </td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle"><bold>Municípios</bold></td>
                            <td align="left" valign="middle">
                                <p>Imposto sobre Serviços (ISS)</p>
                                <p>Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
                                    (IPTU)</p>
                                <p>Imposto sobre Transmissão de Bens Inter Vivos (ITBI)</p>
                                <p>Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública
                                    (COSIP)</p>
                            </td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN1">
                        <p>Fonte: elaboração própria.</p>
                    </fn>
                    <fn id="TFN2">
                        <p>Nota: No âmbito federal, esteve em vigor a Imposto Provisório sobre a
                            Movimentação Financeira (IPMF), substituída posteriormente pela
                            Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), extinta
                            em 2007.</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Nesse sentido, a Constituição Federal, em seu artigo 160, determina ainda que é
                “[...] vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos
                atribuídos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, neles compreendidos
                adicionais e acréscimos relativos a impostos.” (<xref ref-type="bibr" rid="B20"
                    >BRASIL, 2016a</xref>, p. 102). Isso não impede a União e os estados de
                condicionarem os repasses intergovernamentais ao pagamento de seus créditos,
                incluídas suas autarquias; e ações e serviços públicos de saúde, em casos
                específicos.</p>
            <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B33">Machado (2014)</xref>, dois padrões podem
                caracterizar o comportamento dos entes federados em regimes federativos como o
                brasileiro: por um lado, os governos locais podem se comportar como agentes que
                obedecem a incentivos seletivos desenhados pelo governo central; por outro, podem se
                pautar por uma gestão compartilhada dos programas e serviços governamentais, com
                definição conjunta de objetivos e metas, definidos para serem perseguidos por todos
                os entes federados e não apenas pelos entes “executores”. Enfocando as políticas de
                saúde, assistência social e educação, o autor argumenta que:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] ainda que incorporem elementos de compartilhamento da gestão ou de funções
                    entre esferas de governo nos setores saúde e assistência social, em geral, os
                    incentivos por meio de transferências federais induzem governos subnacionais a
                    se comportarem como <italic>agents</italic> da União, ainda que com intensidade
                    distinta para os diferentes setores. Sob as regras que normatizam estes
                    incentivos, a União mantém prerrogativas-chave para exercer seu papel como
                        <italic>principal</italic>, mantendo poder diferenciado na definição da
                    agenda, desenho, monitoramento e controle, bem como, na maioria das vezes, da
                    capacidade de aplicar sanções aos entes “desviantes” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B33">MACHADO, 2014</xref>, p. 194).</p>
            </disp-quote>
            <p>Nesse sentido, a descentralização de políticas públicas não significou o
                enfraquecimento do governo central (<xref ref-type="bibr" rid="B13">ARRETCHE,
                    2009</xref>). Pelo contrário, a retomada da capacidade fiscal ao longo da década
                de 1990, em conjunto com a centralização legislativa da União, potencializou a
                indução de políticas públicas no Brasil. As instâncias centrais de governo foram
                remodeladas para exercer as funções de regulação e financiamento das políticas, o
                que foi potencializado com o aumento da dependência de recursos transferidos,
                decorrentes da ampliação dos serviços a cargo dos entes locais e da limitação dos
                gastos públicos (<xref ref-type="bibr" rid="B33">MACHADO, 2014</xref>).</p>
            <p>Sendo assim, dada a importância das transferências intergovernamentais, faz-se
                necessário entender o que elas significam substancialmente, ou seja, conhecer suas
                principais características como a quem se destinam, por meio de quais instrumentos
                são realizadas, quais áreas são mais beneficiadas, entre outras. Entretanto, antes
                disso, é necessário um esclarecimento conceitual sobre o que são essas
                transferências.</p>
            <p>A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) definiu que as transferências
                intergovernamentais representam a “repartição de recursos correntes ou de capital
                entre entes federativos” (<xref ref-type="bibr" rid="B21">BRASIL, 2015b</xref>,
                    <italic>online</italic>) e podem ser realizadas em qualquer direção: da União
                para estados ou municípios, dos estados para municípios ou União e dos municípios
                para estados ou União. Entretanto, para analisá-las, primeiramente, cabe ressaltar
                que existem diversas formas de classificação das transferências intergovernamentais,
                segundo diferentes critérios. Um resumo de tais critérios e categorias está disposto
                no <xref ref-type="table" rid="T2">Quadro 2</xref>, segundo <xref ref-type="bibr"
                    rid="B32">Gomes (2007)</xref>.</p>
            <table-wrap id="T2">
                <label>Quadro 2</label>
                <caption>
                    <title>Critérios e classificações das transferências intergovernamentais</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Critério</th>
                            <th align="center" valign="middle">Categorias</th>
                            <th align="center" valign="middle">Referência</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Forma de Distribuição</td>
                            <td align="left" valign="middle">
                                <p>Participação direta</p>
                                <p>Participação indireta (ou por fundos)</p>
                            </td>
                            <td align="left" valign="middle">Conti (2000)</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Função</td>
                            <td align="left" valign="middle">
                                <p>Devolução tributária</p>
                                <p>Compensatória</p>
                                <p>Redistributiva</p>
                                <p>Discricionária</p>
                            </td>
                            <td align="left" valign="middle"><xref ref-type="bibr" rid="B40">Prado,
                                    Quadros e Cavalcanti (2003)</xref></td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Mecanismo de transferência</td>
                            <td align="left" valign="middle"><italic>Revenue sharing arrengments
                                    Grants</italic></td>
                            <td align="left" valign="middle">Ter-Minassian (1997)</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Origem Normativa</td>
                            <td align="left" valign="middle">
                                <p>Constitucionais</p>
                                <p>Legais</p>
                                <p>Voluntárias</p>
                            </td>
                            <td align="left" valign="middle">Senado Federal e Tribunal de Contas da
                                União (2001)</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN3">
                        <p>Fonte: adaptado de <xref ref-type="bibr" rid="B32">Gomes
                            (2007)</xref>.</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Neste artigo, iremos adotar a classificação das transferências intergovernamentais
                conforme o estabelecido pela STN cujo critério de classificação são os requisitos
                    legais<xref ref-type="fn" rid="fn5">5</xref>. No contexto das finanças públicas,
                as transferências intergovernamentais são divididas em duas grandes categorias, que,
                por sua vez, subdividem-se em diferentes tipos, de acordo com a finalidade e a
                legislação. As transferências originadas da União e dos Estados podem ser de caráter
                obrigatório ou discricionário. O primeiro grupo compreende aquelas decorrentes de
                imposição legal, pela Constituição Federal (transferências constitucionais) ou por
                força de lei infraconstitucional (transferências legais), enquanto o segundo grupo
                (transferências discricionárias) abrange os repasses que devem observar a
                regulamentação da matéria em questão e estão condicionadas à celebração de
                instrumento jurídico próprio entre as partes (<xref ref-type="bibr" rid="B21"
                    >BRASIL, 2015b</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B16">Casa Civil – Presidência
                    da República [CC/PR], 2015</xref>). A <xref ref-type="fig" rid="F1">Figura
                    1</xref> ilustra essa divisão.</p>
            <p><fig id="F1">
                    <label>Figura 1</label>
                    <caption>
                        <title>Classificação das Transferências Intergovernamentais</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf01.tif"/>
                    <attrib>Fonte: elaboração própria a partir de <xref ref-type="bibr" rid="B21"
                            >Brasil (2015b)</xref>.</attrib>
                    <attrib>Nota: Organizações da Sociedade Civil (OSC).</attrib>
                </fig></p>
            <p>As transferências constitucionais correspondem às parcelas de recursos arrecadados
                pelo Governo Federal e repassados aos estados e municípios, conforme determinado na
                Constituição Federal. Por outro lado, a categoria de transferências discricionárias
                constitui-se em um sistema de cooperação entre os entes federados ou pessoas
                jurídicas vinculadas, inclusive entidades sem fins lucrativos, voltado à execução de
                ações de interesse recíproco, financiadas com recursos oriundos do orçamento federal
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B22">BRASIL, 2016b</xref>).</p>
            <p>Na categoria das transferências constitucionais, encontram-se as maiores fontes de
                receita dos municípios<xref ref-type="fn" rid="fn6">6</xref>. Da União, são
                efetuados os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), da cota-parte
                do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), da compensação financeira
                pela exploração dos recursos naturais e da cota municipal da contribuição social do
                salário-educação. Dos estados, os municípios recebem, a título de transferências
                constitucionais, a cota-parte do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e
                Serviços (ICMS), a cota-parte do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
                (IPVA), a cota-parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) atrelado às
                exportações dos estados e a cota-parte da Contribuição de Intervenção no Domínio
                Econômico (CIDE). Ainda nessa categoria, encontram-se as transferências de natureza
                multigovernamental do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização
                dos Profissionais da Educação (FUNDEB).</p>
            <p>As transferências legais, como o próprio nome sugere, decorrem de legislação
                específica infraconstitucional que estabelece os critérios de adesão, o instrumento
                de repasse, a forma de utilização dos recursos e as regras relacionadas à prestação
                de contas. Tais transferências dispensam a celebração de convênios, e os municípios
                passam a receber os recursos após uma fase de habilitação.</p>
            <p>Na área de educação, as transferências legais decorrem principalmente de programas do
                governo federal que são executados de forma descentralizada, tais como: o Programa
                Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE),
                o Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e o Programa Brasil
                Alfabetizado (BRALF). Para esses programas, as transferências são automáticas, isto
                é, dispensam a celebração de convênios e são realizadas mediante o depósito dos
                recursos em contas correntes específicas, as quais deverão ser utilizadas para a
                execução das despesas relacionadas às ações de cada programa (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B19">BRASIL, 1996</xref>).</p>
            <p>As transferências do governo federal para a área de assistência social também fazem
                parte da categoria de transferências legais. Estas, contudo, são realizadas na
                modalidade fundo a fundo. Novamente, as transferências não requerem a celebração de
                convênios entre os municípios e a União, e os recursos são transferidos do Fundo
                Nacional de Assistência Social (FNAS) para as contas específicas do Fundo Municipal
                de Assistência Social (FMAS) após a habilitação. Em geral, cada programa possui uma
                conta corrente específica, e o recebimento e a aplicação dos recursos passam pela
                supervisão dos conselhos municipais.</p>
            <p>Uma terceira categoria de transferências legais diz respeito às transferências
                destinadas ao SUS. Essas transferências geralmente são operacionalizadas na
                modalidade fundo a fundo – sendo possível a utilização de convênios e contratos de
                repasse – e os valores recebidos dependem da atuação dos municípios nos diversos
                segmentos e níveis de complexidade da atenção à saúde. Com relação ao governo
                federal, os municípios podem receber incentivos financeiros para o Programa Saúde da
                Família (PSF), para o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), para as
                ações do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), bem como para o Piso de Atenção
                Básica (PAB). Há ainda recursos destinados ao financiamento de ações de vigilância
                em saúde e assistência farmacêutica.</p>
            <p>É importante destacar que, embora a maior parte das transferências legais destinadas
                ao SUS estejam ligadas a programas da União, os estados também podem realizar
                transferências nas mesmas categorias para seus municípios. Além disso, tanto as
                transferências legais como aquelas destinadas ao SUS podem ser consideradas
                transferências intergovernamentais de caráter universal. Tal característica decorre
                diretamente da igualdade de acesso aos recursos, cabendo ao município cumprir com as
                exigências previstas nas normas disciplinadoras (<xref ref-type="bibr" rid="B11"
                    >ARRETCHE, 2003</xref>).</p>
            <p>No que se refere às transferências discricionárias, estas podem ser entendidas como
                os recursos financeiros repassados pela União a estados, Distrito Federal,
                municípios e entidades privadas sem fins lucrativos, em decorrência da celebração de
                convênios, dos contratos de repasse, dos termos de parceria, dos termos de
                colaboração e dos termos de fomento, para a realização de obras ou serviços de
                interesse comum, que não se originem de determinação constitucional ou legal.</p>
            <p>Para além dessas classificações, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Baião, Cunha e Souza
                    (2017)</xref> defenderam a necessidade de aferir os efeitos de tais
                transferências sobre a equalização fiscal dos municípios brasileiros, o que foi
                marcado por grande heterogeneidade econômica e social. A esse respeito, apontaram
                algumas transferências que, mesmo sendo de natureza redistributiva, como o Fundo de
                Participação Municipal (FPM), não contribuem efetivamente para a equalização. Já
                outras transferências de caráter condicional, como o Fundo de Manutenção e
                Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
                (Fundeb), têm efeito positivo na equalização fiscal dos municípios, mesmo sem ter
                este objetivo especificamente. Por fim, os autores destacaram que as transferências
                voluntárias são relativamente neutras quanto ao efeito sobre a equalização,
                provavelmente devido a seu caráter político.</p>
            <p>A operacionalização das transferências discricionárias é realizada por intermédio de
                um instrumento formal que estabelece os critérios de utilização dos recursos. Tais
                instrumentos requerem o estabelecimento de um plano de trabalho e a apresentação de
                uma série de documentos e certidões por parte dos municípios. Na maior parte dos
                casos, essa etapa se desenvolve no ambiente virtual do Sistema de Gestão de
                Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (SICONV) ou via o Sistema
                Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) – este último se
                aplica apenas ao caso das transferências discricionárias específicas. No <xref
                    ref-type="table" rid="T3">Quadro 3</xref>, encontram-se as definições de todos
                os tipos de transferências discricionárias.</p>
            <table-wrap id="T3">
                <label>Quadro 3</label>
                <caption>
                    <title>Tipos de Transferências Discricionárias</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Tipo</th>
                            <th align="center" valign="middle">Definição</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Voluntárias</td>
                            <td align="left" valign="middle">São aquelas que efetuam a entrega de
                                recursos para entes federativos a título de cooperação, auxílio ou
                                assistência financeira, que não decorrem de determinação
                                constitucional ou legal, nem sejam destinados ao Sistema Único de
                                Saúde. Elas exigem a celebração de um instrumento jurídico entre as
                                partes envolvidas e, via de regra, requerem contrapartida financeira
                                do beneficiário.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Por delegação</td>
                            <td align="left" valign="middle">São aquelas efetuadas entre entes
                                federativos ou a consórcios público, visando à execução
                                descentralizada de projetos e ações públicas de responsabilidade
                                exclusiva da concedente e exigem a celebração de um instrumento
                                jurídico entre as partes envolvidas.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Para Organização da Sociedade
                                Civil</td>
                            <td align="left" valign="middle">São aquelas efetuadas pela
                                administração pública para organizações da sociedade civil sem fins
                                lucrativos a título de subvenção, auxílio e contribuição, visando à
                                consecução de finalidades de interesse público. Elas exigem a
                                celebração de um instrumento jurídico entre as partes
                                envolvidas.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Específicas</td>
                            <td align="left" valign="middle">São aquelas cujo atendimento de
                                requisitos fiscais pelo beneficiário é dispensado por lei e
                                normalmente estão relacionadas a programas essenciais de governo.
                                Elas exigem a celebração de um instrumento jurídico entre as partes
                                envolvidas, e a sua execução orçamentária tem caráter
                                discricionário, apesar de algumas delas serem definidas como
                                transferências obrigatórias ou automáticas por intermédio de leis
                                especificas.</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN4">
                        <p>Fonte: (<xref ref-type="bibr" rid="B21">BRASIL, 2015b</xref>,
                                <italic>online</italic>).</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Em 2015, com a edição da Emenda Constitucional nº 86, foi instituído o denominado
                orçamento impositivo, alterando significativamente a dinâmica das transferências
                voluntárias. Pela referida Emenda Constitucional, 1,2% da receita corrente líquida
                do orçamento da União deve ser destinada a emendas de parlamentares
                operacionalizadas, em grande parte, por meio de convênios, contratos de repasse e
                termos de parceria (<xref ref-type="bibr" rid="B21">BRASIL, 2015b</xref>).</p>
            <p>A execução do orçamento passaria a estar vinculada a um percentual de até 1,2% da
                receita corrente líquida da União para gastos com emendas parlamentares individuais,
                sendo que metade desse percentual passaria a ser destinado a ações e a serviços
                públicos de saúde, mas ficaria vedado o seu uso para suprir despesas com pessoal ou
                encargos sociais. A vinculação a esse percentual deve observar a execução equitativa
                da programação orçamentária, entendida como execução, que atenda de forma
                equilibrada e impessoal às emendas parlamentares individuais apresentadas, podendo
                ser utilizados os restos a pagar de até 0,6% da receita corrente líquida do
                exercício anterior. Porém, no caso de impedimento de ordem técnica, como o de
                realização do empenho da despesa, tal vinculação não se concretiza, o que deverá ser
                comunicado ao Legislativo, que terá o prazo de até 30 dias para indicar o
                remanejamento da programação, e, em caso de omissão, tal remanejamento poderá,
                então, ser implementado por ato do próprio Executivo (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B25">CONTI; SCAFF, 2011</xref>).</p>
            <p>A partir da institucionalização dessa nova dinâmica, os convênios e contratos de
                repasse oriundos de emendas parlamentares individuais passaram a representar
                importante parcela dos instrumentos de financiamento discricionários junto a estados
                e a municípios (<xref ref-type="bibr" rid="B37">MOUTINHO; KINESS; MACCARI,
                    2013</xref>). Sendo assim, é importante destacar que, à exceção das
                transferências constitucionais, as demais formas de transferências podem ser
                realizadas por meio das seguintes modalidades: 1) transferências automáticas; 2)
                transferências fundo a fundo; 3) convênios; 4) contratos de repasse; 5) termo de
                parceria; 6) termo de colaboração; 7) termo de fomento; e 8) termos de compromisso
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B24">CGU, 2018</xref>). Os instrumentos de
                transferências voluntárias, apresentados no <xref ref-type="table" rid="T4">Quadro
                    4</xref>, são operacionalizados por diversos atores, primordialmente: (1) o
                concedente, que corresponde ao órgão ou à entidade da administração pública federal,
                direta ou indireta responsável pela transferência dos recursos financeiros e pela
                descentralização dos créditos orçamentários destinados à execução do objeto; (2) o
                convenente, ou seja, aquele órgão ou entidade da administração pública direta ou
                indireta, de qualquer esfera do governo, consórcio público ou entidade privada sem
                fins lucrativos responsável pela execução do objeto pactuado; e (3) o mandatário,
                aquela instituição ou agente financeiro público federal que intermedia a
                transferência de recursos, realizada por meio de contrato de repasse.</p>
            <table-wrap id="T4">
                <label>Quadro 4</label>
                <caption>
                    <title>Principais Instrumentos de Transferências Voluntarias</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Modalidade de ransferência</th>
                            <th align="center" valign="middle">Conceito</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Convênio</td>
                            <td align="left" valign="middle">É todo e qualquer instrumento formal
                                que discipline a transferência de recursos financeiros dos
                                orçamentos da União para um órgão ou entidade da administração
                                pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou
                                ainda entidade filantrópica sem fins lucrativos na área da saúde
                                (§1º do art. 199 da CF/1988). Sua finalidade é a execução de
                                programa de governo envolvendo a realização de projeto, atividade,
                                serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em
                                regime de mútua cooperação.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Contrato de repasse</td>
                            <td align="left" valign="middle">Instrumento administrativo usado na
                                transferência dos recursos financeiros por intermédio de instituição
                                ou agente financeiro público federal, que atua como mandatário da
                                União, a exemplo da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil,
                                que já vêm atuando nessa sistemática.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Termo de parceria</td>
                            <td align="left" valign="middle">Instrumento jurídico previsto na Lei
                                9.790/1999 para transferência de recursos para Organizações da
                                Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Termo de colaboração</td>
                            <td align="left" valign="middle">Instrumento por meio do qual são
                                formalizadas as parcerias estabelecidas pela administração pública
                                com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades
                                de interesse público e recíproco propostas pela administração
                                pública que envolvam a transferência de recursos financeiros.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Termo de fomento</td>
                            <td align="left" valign="middle">Instrumento por meio do qual são
                                formalizadas as parcerias estabelecidas pela administração pública
                                com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades
                                de interesse público e recíproco propostas pelas organizações da
                                sociedade civil que envolvam a transferência de recursos
                                financeiros.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle">Termo de Compromisso</td>
                            <td align="left" valign="middle">Instrumento utilizado para disciplinar
                                as transferências do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e
                                do Plano de Ações Articuladas (PAR).</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN5">
                        <p>Fonte: (<xref ref-type="bibr" rid="B22">BRASIL, 2016b</xref>).</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>A partir das distinções conceituais realizadas, torna-se possível analisar a
                realidade empírica das transferências voluntárias da União, utilizando as
                informações disponibilizadas pelo Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de
                Repasse (SICONV). O SICONV foi criado em 2008 e tem como objetivo auxiliar na
                administração das transferências voluntárias de recursos da União firmadas com
                estados, municípios, Distrito Federal e, também, com as entidades privadas sem fins
                lucrativos.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>3 DADOS E MÉTODOS</title>
            <p>Realizou-se uma análise de natureza descritivo-exploratória a partir dos dados
                disponíveis sobre as transferências voluntárias, no âmbito do Sistema de Gestão de
                Convênios e Contratos de Repasse (SICONV) do Ministério da Economia. As análises se
                baseiam em estatística descritiva, com utilização de gráficos, tabelas e nuvens de
                palavras para apresentação dos resultados. Sendo assim, o mapeamento das
                transferências voluntárias no SICONV é orientado por três conjuntos de questões,
                conforme apresentado no <xref ref-type="table" rid="T5">Quadro 5</xref>.</p>
            <table-wrap id="T5">
                <label>Quadro 5</label>
                <caption>
                    <title>Eixos de Análise e Questões de Pesquisa</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">Eixo de Análise</th>
                            <th align="center" valign="middle">Questões</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle" rowspan="2">Qual a dimensão das
                                transferências?</td>
                            <td align="left" valign="middle">Quais os valores de repasse do governo
                                federal?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Quais modalidades/instrumentos são
                                utilizados?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle" rowspan="3">Quem transfere?</td>
                            <td align="left" valign="middle">Quais os órgãos superiores que concedem
                                as transferências?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Quanto os órgãos superiores
                                transferem?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Quais modalidades/instrumentos são
                                utilizados por quais órgãos?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="center" valign="middle" rowspan="6">Quem recebe?</td>
                            <td align="left" valign="middle">De quais UF são os convenentes?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">De quais Regiões são os
                                convenentes?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Quanto é transferido por UF e por
                                Região?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Qual a natureza jurídica dos
                                convenentes (tipo)?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">De quais órgãos superiores cada tipo de
                                convenente recebe?</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Quais os valores de repasse dos órgãos
                                superiores por tipo de convenente?</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN6">
                        <p>Fonte: elaboração própria.</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Para responder a tais questões, recorremos a diferentes variáveis que constam nas
                bases de dados denominadas <italic>Convênios</italic> e <italic>Propostas
                    Cadastradas</italic>. O modelo de dados e as bases foram extraídos em outubro de
                2018 por meio do portal do Ministério da Economia (à época, Ministério do
                Planejamento). O <xref ref-type="table" rid="T6">Quadro 6</xref>, a seguir, traz o
                compilado das variáveis utilizadas para as análises feitas neste artigo.</p>
            <table-wrap id="T6">
                <label>Quadro 6</label>
                <caption>
                    <title>Variáveis e Métricas</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">Variável</th>
                            <th align="left" valign="middle">Descrição e Mensuração</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">VL_REPASSE_CONV</td>
                            <td align="left" valign="middle">Valor total do aporte do Governo
                                Federal referente à celebração do Instrumento, em reais.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">MODALIDADE</td>
                            <td align="left" valign="middle">Modalidade da Proposta: Contrato de
                                Repasse, Convênio, Termo de Colaboração, Termo de Fomento e Termo de
                                Parceria.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">DESC_ÓRGÃO_SUP</td>
                            <td align="left" valign="middle">Nome do Órgão Superior da
                                Concedente</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">UF_PROPONENTE</td>
                            <td align="left" valign="middle">UF do Proponente</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">REGIÃO</td>
                            <td align="left" valign="middle">Região do Proponente</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NATUREZA_JURÍDICA</td>
                            <td align="left" valign="middle">Natureza Jurídica do Proponente:
                                Administração Pública Estadual ou do Distrito Federal, Administração
                                Pública Municipal, Consórcio Público, Empresa pública/Sociedade de
                                economia mista e Organização da Sociedade Civil.</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN7">
                        <p>Fonte: (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV, 2022</xref>,
                                <italic>onlin</italic>e).</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
        </sec>
        <sec sec-type="results">
            <title>4 RESULTADOS: MAPEAMENTO DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS NO ÂMBITO DO
                SICONV</title>
            <sec>
                <title>Eixo 1: Qual a dimensão das transferências?</title>
                <p>Em primeiro lugar, cabe explorar o volume de recursos repassados pelo governo
                    federal a cada ano da série. Os <xref ref-type="fig" rid="F2">Gráficos 1</xref>
                    e <xref ref-type="fig" rid="F3">2</xref> apresentam esses repasses, focando no
                    montante total e médio de recursos, respectivamente. No período de 2008 a 2017,
                    o valor médio de recursos repassados foi de R$12,3 bilhões. Observa-se que o
                    montante de recursos repassados apresentou dois padrões distintos: um primeiro
                    com valores relativamente mais elevados, entre 2008 e 2013, em que, na média,
                    foram repassados aproximadamente R$15,1 bilhões, seguido por um período de maior
                    restrição orçamentária, entre 2014 e 2017, em que a média dos repasses foi quase
                    metade do período anterior, alcançado valor próximo a R$8,1 bilhões. O ano de
                    2008 foi atípico em relação aos valores correspondentes aos exercícios aqui
                    estudados, com repasses na casa de R$4,1 bilhões.</p>
                <p><fig id="F2">
                        <label>Gráfico 1</label>
                        <caption>
                            <title>Valor total de recursos repassados pelo governo federal referente
                                à celebração do instrumento – 2008 a 2017 (em reais)</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf02.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>online</italic>).</attrib>
                        <attrib>Nota: Valores deflacionados pelo IPCA para dezembro de cada ano -
                            Valores de dezembro de 2017.</attrib>
                    </fig></p>
                <p><fig id="F3">
                        <label>Gráfico 2</label>
                        <caption>
                            <title>Valor médio de recursos repassados pelo Governo Federal referente
                                à celebração do instrumento – 2008 a 2017 (em reais)</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf03.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                        <attrib>Nota: Valores deflacionados pelo IPCA para julho de cada ano -
                            Valores de julho de 2017.</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Ainda quanto ao montante de recursos repassados, observa-se um acentuado
                    incremento do esforço realizado de repasse no ano anterior às eleições de
                    presidente e governadores, em 2009 e 2013. Para 2017, não é possível atestar
                    esse padrão, uma vez que os dados de 2018 não foram ainda (até o momento da
                    conclusão do artigo) inseridos no sistema, não obstante a curva denote que este
                    ano corresponde ao maior montante de recursos repassados. Poder-se-ia supor que
                    uma explicação para a dinâmica das transferências intergovernamentais possa
                    apontar a importância dos ciclos eleitorais nos repasses de recursos.</p>
                <p>Tomando-se a média de recursos repassados por ano, pode-se afirmar que, no
                    período de 2008 a 2017, foi repassado aproximadamente R$1 milhão para cada
                    entidade ou ente federado por convênio assinado. No entanto, como destacado para
                    o montante total de recursos repassados, os valores médios repassados são
                    distintos conforme o período analisado. No período de 2008 a 2013, em média,
                    foram repassados R$1,3 milhão por instrumento. Nos anos seguintes, de 2014 a
                    2017, essa média caiu pela metade, alcançando o valor de aproximadamente R$686
                    mil.</p>
                <p>Quanto ao instrumento utilizado, o <xref ref-type="fig" rid="F4">Gráfico 3</xref>
                    demonstra que, em sua quase totalidade, cerca de 99% dos casos, a cada ano, os
                    contratos de repasse e os convênios são utilizados como instrumentos jurídicos
                    para as transferências discricionárias no âmbito do SICONV. A diferença entre
                    ambos é que os contratos de repasse correspondem às transferências administradas
                    por agentes econômicos em nome da União, como Caixa Econômica e Banco do Brasil,
                    enquanto os convênios são realizados sem a participação desses intermediários.
                    Os termos de colaboração, parceria e fomento correspondem a menos de 1% dos
                    repasses realizados por ano.</p>
                <p><fig id="F4">
                        <label>Gráfico 3</label>
                        <caption>
                            <title>Distribuição percentual de recursos repassados pelo Governo
                                Federal por modalidade/instrumento por ano</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf04.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                    </fig></p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Eixo 2: Quem transfere?</title>
                <p>Com relação às principais concedentes de recursos, por órgão superior, observa-se
                    uma concentração em alguns ministérios de áreas distintas. Em 2017, as
                    principais concedentes foram órgãos da administração direta e indireta
                    vinculados ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Cidades, respectivamente,
                    valores em torno de R$3 bilhões e R$2 bilhões. O segundo grupo com maiores
                    repasses é composto pelos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
                    da Integração Nacional e do Esporte, com repasses próximos a R$1 bilhão.</p>
                <p>Observa-se que, dentre as concedentes, não há área predominante, uma vez que há
                    ministérios das áreas social, econômica e de infraestrutura. O caso da Saúde
                    chama a atenção por ser a maior concedente no âmbito do SICONV, apesar de
                    possuir um mecanismo direto e largamente usado para transferência de recursos
                    via fundo a fundo no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo
                    Federal - SIAFI. Os outros 15 ministérios corresponderam a aproximadamente 25%
                    dos repasses em 2017.</p>
                <p><fig>
                        <label>Gráfico 4</label>
                        <caption>
                            <title>Total de recursos repassados pelo Governo Federal por Ministério,
                                em milhões de reais</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf05.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>No que se refere à modalidade ou ao instrumento de transferência, os órgãos
                    utilizam diferentes estratégias, entretanto os convênios são modalidades
                    presentes em todos os casos. Na <xref ref-type="table" rid="T7">Tabela 1</xref>,
                    observamos que, no ano de 2017, o Ministério da Saúde repassou, em média, mais
                    recursos por meio de termos de colaboração do que os Ministérios do Meio
                    Ambiente, Desenvolvimento Social e Educação, por exemplo. Enquanto isso,
                    Ministério da Integração Nacional, Cidades e Turismo priorizaram os contratos de
                    repasse como instrumento de transferência de recursos.</p>
                <table-wrap id="T7">
                    <label>Tabela 1</label>
                    <caption>
                        <title>Média de recursos repassados por órgão superior por
                            modalidade/instrumento</title>
                    </caption>
                    <table frame="hsides" rules="groups">
                        <thead>
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle" rowspan="2">Órgão superior</th>
                                <th align="center" valign="middle" colspan="5"
                                    >Modalidade/Instrumento</th>
                            </tr>
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Contrato de Repasse</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Convênio</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Termo de Colaboração</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Termo de Fomento</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Termo de Parceria</th>
                            </tr>
                        </thead>
                        <tbody>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle"><italic>Indústria, Comércio
                                        Exterior e Serviços</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle">337.767,86</td>
                                <td align="right" valign="middle">218.294,83</td>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Agricultura, Pecuária e Abastecimento</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >478.766,36</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >387.893,31</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >15.461.250,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >285.715,50</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Ciência, Tecnologia, Inovações e
                                        Comunicações</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >624.492,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.229.725,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >3.724.205,56</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.999.980,00</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Cultura</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >645.469,12</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >372.589,30</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >400.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >199.931,47</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Defesa</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >666.733,84</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >977.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Educação</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.553.939,94</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >4.310.739,62</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >463.005,54</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Integração Nacional</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.778.387,01</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >976.887,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.392.072,02</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Justiça</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.090.545,74</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.390.833,66</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >245.531,25</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >318.896,50</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Saúde</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.601.702,70</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >524.915,30</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >16.990.950,06</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Cidades</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >558.269,55</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Desenvolvimento Agrário</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.474.637,26</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Desenvolvimento Social</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >367.002,75</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.139.423,88</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >16.027.609,98</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Esporte</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >490.433,23</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >456.600,28</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >835.518,81</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Meio Ambiente</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >916.052,64</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >357.871,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.681.387,55</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >200.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >969.980,00</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Trabalho e Emprego</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >942.034,88</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Trabalho e Previdência Social</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >594.900,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.462.404,62</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Turismo</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >632.225,83</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >203.796,35</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Direitos Humanos</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >283.176,38</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.100.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >489.635,69</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Presidência da República</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >282.290,26</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >598.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>SE Agricultura Familiar e Des.
                                    Agrário</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >311.886,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.053.534,47</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN8">
                            <p>Fonte: SICONV, 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                    2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
            </sec>
            <sec>
                <title>Eixo 3: Quem recebe?</title>
                <p>Com relação aos beneficiários das transferências de recursos e quanto à unidade
                    da federação, observa-se que a distribuição dos maiores montantes (ponderados
                    pelas respectivas populações) se direciona para estados das regiões Norte e
                    Nordeste. No <xref ref-type="fig" rid="F5">Gráfico 5</xref>, percebemos que
                    Roraima, Acre e Amapá são os estados que mais receberam recursos em 2017,
                    proporcionalmente a suas populações. Destaca-se o montante expressivamente maior
                    do primeiro lugar em relação aos demais. Esse resultado chama atenção para o
                    fato de que os principais beneficiários das transferências voluntárias por meio
                    de convênios estão em estados menos desenvolvidos.</p>
                <p><fig id="F5">
                        <label>Gráfico 5</label>
                        <caption>
                            <title>Total de recursos repassados pelo Governo Federal por UF por 100
                                mil habitantes</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf06.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>No <xref ref-type="fig" rid="F6">Gráfico 6</xref>, pode-se observar a
                    distribuição percentual de transferências voluntárias entre 2000 e 2017. Nota-se
                    que os percentuais não se alteraram de forma acentuada ao longo do tempo, com
                    exceção referente à ampliação inicial dos recursos para a região Sul, que passou
                    de aproximadamente 16%, em 2008, para 24% e depois 26% do total de recursos nos
                    dois anos seguintes. Esse movimento foi acompanhado pela diminuição de recursos
                    para a região Centro-Oeste, que passou de 20%, em 2008, para valores próximos a
                    10% nos anos seguintes.</p>
                <p><fig id="F6">
                        <label>Gráfico 6</label>
                        <caption>
                            <title>Distribuição percentual de recursos repassados pelo Governo
                                Federal por região por ano</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf07.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Os proponentes habilitados a receber recursos por transferências voluntárias são
                    as administrações públicas municipais e estaduais, organizações da sociedade
                    civil, empresas públicas, sociedades de economia mista e consórcios públicos.
                    Segundo o <xref ref-type="fig" rid="F7">Gráfico 7</xref>, os municípios e as
                    organizações da sociedade civil receberam, em média, mais de 90% dos recursos
                        repassados<xref ref-type="fn" rid="fn7">7</xref>. Os municípios são os
                    proponentes mais atendidos pelo governo federal, correspondendo a, em média, 75%
                    dos recursos repassados, enquanto as organizações da sociedade civil
                    correspondem a aproximadamente 15%.</p>
                <p><fig id="F7">
                        <label>Gráfico 7</label>
                        <caption>
                            <title>Distribuição percentual de recursos repassados pelo Governo
                                Federal por natureza jurídica do proponente por ano</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf08.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Os estados ocupam o terceiro lugar como proponente habilitado a receber
                    transferências voluntárias, sendo responsável por aproximadamente 9% dos
                    recursos repassados. Consórcios públicos, as empresas públicas e sociedades de
                    economia mista são as entidades que menos recebem recursos, proporcionalmente,
                    uma vez que, em média, foram responsáveis por menos de 1% dos recursos de
                    transferências voluntárias entre 2008 e 2017. De todo modo, é interessante
                    observar que os consórcios basicamente dizem respeito a administrações
                    municipais, ao passo que as empresas públicas e sociedades de economia mista se
                    referem, em boa parte, a administrações estaduais, contemplando empresas
                    estaduais de saneamento, desenvolvimento agrícola, desenvolvimento regional e
                    turismo.</p>
                <p>Para compreender quem seriam os atores por trás dos rótulos de consórcios e
                    empresas públicas, fizemos uma análise específica desses casos por meio de uma
                    investigação dos nomes dos proponentes. O resultado encontra-se resumido na
                        <xref ref-type="table" rid="T8">Tabela 2</xref>, com as frequências dos
                    termos que mais apareceram.</p>
                <table-wrap id="T8">
                    <label>Tabela 2</label>
                    <caption>
                        <title>Termos nos Nomes dos Proponentes de Convênios</title>
                    </caption>
                    <table frame="hsides" rules="groups">
                        <thead>
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle" colspan="3"
                                    style="border-right:1pt solid black">Proponentes em Consórcios
                                    Públicos</th>
                                <th align="center" valign="middle" colspan="3">Proponentes em
                                    Empresas Públicas</th>
                            </tr>
                            <tr>
                                <th align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >Termo</th>
                                <th align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >N</th>
                                <th align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black; border-top:1pt solid black"
                                    >%</th>
                                <th align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >Termo</th>
                                <th align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >N</th>
                                <th align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >%</th>
                            </tr>
                        </thead>
                        <tbody>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Consórcio</td>
                                <td align="right" valign="middle">1690</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black">97,18</td>
                                <td align="left" valign="middle">Empresa</td>
                                <td align="right" valign="middle">1341</td>
                                <td align="right" valign="middle">56,53</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Intermunicipal</td>
                                <td align="right" valign="middle">1279</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black">73,55</td>
                                <td align="left" valign="middle">Turismo</td>
                                <td align="right" valign="middle">909</td>
                                <td align="right" valign="middle">38,32</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Desenvolviment</td>
                                <td align="right" valign="middle">704</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black"/>
                                <td align="left" valign="middle">Companhia</td>
                                <td align="right" valign="middle">603</td>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">o</td>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black">40,48</td>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                                <td align="right" valign="middle">25,42</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Sustentável</td>
                                <td align="right" valign="middle">331</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black">19,03</td>
                                <td align="left" valign="middle">Desenvolvimento</td>
                                <td align="right" valign="middle">537</td>
                                <td align="right" valign="middle">22,64</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Público</td>
                                <td align="right" valign="middle">304</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black">17,48</td>
                                <td align="left" valign="middle">Estadual</td>
                                <td align="right" valign="middle">445</td>
                                <td align="right" valign="middle">18,76</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="center" valign="middle"><italic>Total</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle"><italic>1739</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-right:1pt solid black">100</td>
                                <td align="center" valign="middle"><italic>Total</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle"><italic>2372</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle">100</td>
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN9">
                            <p>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                    2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
                <p>Como é possível observar na <xref ref-type="table" rid="T8">Tabela 2</xref>, os
                    municípios podem ser considerados os principais atores nos consórcios públicos,
                    por meio de alianças intermunicipais, que aparecem em 1.279 dos 1.739 casos
                    analisados. Já nas empresas públicas, a presença dos estados também é de
                    destaque, estando entre os cinco primeiros termos que aparecem com maior
                    frequência na análise. Outra forma de representar essa participação dos
                    municípios enquanto atores sob o rótulo de consórcios públicos é por intermédio
                    de uma nuvem de palavras. Nas <xref ref-type="fig" rid="F8">Figuras 2</xref> e
                        <xref ref-type="fig" rid="F9">3</xref>, é possível observar a proporção de
                    acordo com o tamanho da palavra presente na nuvem de termos em referência aos
                    nomes dos consórcios públicos e das empresas públicas, respectivamente.</p>
                <p><fig id="F8">
                        <label>Figura 2</label>
                        <caption>
                            <title>Nuvem de Palavras - Termos nos Nomes dos Consórcios
                                Públicos</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf09.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                    </fig></p>
                <p><fig id="F9">
                        <label>Figura 3</label>
                        <caption>
                            <title>Nuvem de Palavras -Termos nos Nomes das Empresas
                                Públicas/Sociedade de Economia Mista</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf10.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Quando se observa a média de recursos repassados por natureza jurídica do
                    proponente, no <xref ref-type="fig" rid="F10">Gráfico 8</xref>, os municípios
                    aparecem entre os que recebem a menor média, de aproximadamente R$630 mil. Esse
                    cenário é esperado em razão da elevada quantidade de entes municipais recebendo
                    recursos por transferências voluntárias, o que diminui a média total. Em
                    seguida, as organizações da sociedade civil receberam, em média, R$1,8 milhões
                    entre 2000 e 2017. As administrações estaduais e as empresas públicas e
                    sociedades de economia mista recebem uma média de recursos superior, de
                    respectivamente R$3 milhões e R$3,3 milhões no período. Esses valores
                    correspondem, em média, a cinco vezes os valores repassados aos municípios.</p>
                <p><fig id="F10">
                        <label>Gráfico 8</label>
                        <caption>
                            <title>Média de recursos repassados pelo Governo Federal por Natureza
                                Jurídica do Proponente, por ano</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2447-6641-oj-21-36-0001-gf11.tif"/>
                        <attrib>Fonte: SICONV, 2008 a 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</attrib>
                        <attrib>Notas: Valores deflacionados pelo IPCA para julho de cada ano -
                            Valores de julho de 2017.</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Os consórcios públicos correspondem à natureza jurídica com maior oscilação na
                    média de repasses entre 2008 e 2017. Em média, foram repassados R$3,6 milhões
                    nesse período. Nos anos de 2009, 2011 e 2013, os consórcios públicos receberam
                    os maiores valores absolutos dentre os proponentes, com média de R$7,5 milhões,
                    R$6 milhões e R$11,5 milhões, respectivamente. No entanto, em 2014, foram
                    repassados aproximadamente 4,3 milhões em média. Entre 2015 e 2017, os repasses
                    caíram para valores próximos a R$ 900 mil em média, o que demonstra uma
                    oscilação elevada nos valores médios repassados a esse proponente pelo governo
                    federal. Isso contrasta com a estabilidade dos repasses feitos às administrações
                    municipais no mesmo período.</p>
                <p>Por fim, na <xref ref-type="table" rid="T9">Tabela 3</xref>, é possível observar
                    que os diferentes órgãos superiores, que transferem recursos voluntariamente,
                    atendem a diferentes “públicos”, ou seja, diferentes órgãos (ou áreas) priorizam
                    diferentes tipos de convenentes. Porém, em todos os casos, os órgãos da
                    administração pública estadual, distrital ou municipal aparecem como prováveis
                    receptores desses recursos – em alguns casos, como o único. Para os Ministérios
                    da Indústria, da Agricultura, da Integração Nacional, da Justiça, Cidades, do
                    Desenvolvimento Social, Esporte, Trabalho e Emprego e do Turismo, os maiores
                    montantes médios de recursos foram transferidos para os estados ou Distrito
                    Federal. Enquanto isso, o Ministério da Saúde transferiu a imensa maioria dos
                    recursos, em média, para empresas públicas ou sociedades de economia mista. Já o
                    Ministério da Educação destinou a maior média de recursos para organizações da
                    sociedade civil.</p>
                <table-wrap id="T9">
                    <label>Tabela 3</label>
                    <caption>
                        <title>Média de recursos repassados por órgão superior e natureza jurídica
                            do convenente</title>
                    </caption>
                    <table frame="hsides" rules="groups">
                        <thead>
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle" rowspan="2">Órgão superior</th>
                                <th align="center" valign="middle" colspan="5">Natureza Jurídica do
                                    Convenente</th>
                            </tr>
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Administração Pública
                                    Estadual ou do Distrito Federal</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Administração Pública
                                    Municipal</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Consórcio Público</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Empresa pública/Sociedade de
                                    economia mista</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="border-top:1pt solid black">Organização da Sociedade
                                    Civil</th>
                            </tr>
                        </thead>
                        <tbody>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle"><italic>Indústria, Comércio
                                        Exterior e Serviços</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle">325.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle">299.362,17</td>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                                <td align="right" valign="middle"/>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Agricultura, Pecuária e Abastecimento</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >9.151.985,88</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >270.566,68</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >614.292,32</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.453.064,31</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Ciência, Tecnologia, Inovações e
                                        Comunicações</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >727.100,44</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >316.666,67</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.885.057,22</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Cultura</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >467.534,23</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >475.643,40</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >202.134,52</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Defesa</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.278.926,40</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >611.167,61</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >3.613.500,00</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Educação</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.446.647,38</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >450.855,07</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.916.327,41</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Integração Nacional</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >5.205.420,11</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >844.359,98</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.320.695,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >4.741.496,67</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.392.072,02</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Justiça</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >3.052.214,37</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >528.860,19</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >450.770,37</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Saúde</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.730.812,39</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >630.181,14</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >515.569,63</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >41.534.854,50</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >411.605,89</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Cidades</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.803.320,70</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >520.549,59</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >740.350,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Desenvolvimento Agrário</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.432.200,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.475.273,81</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Desenvolvimento Social</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >6.649.688,23</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >317.583,96</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.230.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >225.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >16.027.609,98</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Esporte</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.024.632,60</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >469.406,56</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >835.518,81</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Meio Ambiente</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >406.922,50</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >908.601,20</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >785.373,52</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.368.131,11</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Trabalho e Emprego</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >3.750.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >654.038,46</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Trabalho e Previdência Social</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >800.000,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >572.111,11</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >2.462.404,62</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Turismo</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >3.073.762,09</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >543.752,01</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >292.500,00</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Direitos Humanos</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >332.982,06</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >208.467,87</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >506.590,25</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>Presidência da República</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >187.966,17</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >303.307,77</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"/>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >366.000,00</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                        ><italic>SE Agricultura Familiar e Des.
                                    Agrário</italic></td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.226.290,03</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >222.374,44</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >115.211,53</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                    >1.276.573,36</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="border-top:1pt solid black"
                                />
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN10">
                            <p>Fonte: SICONV, 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B42">SICONV,
                                    2022</xref>, <italic>onlin</italic>e).</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
            <p>A compreensão do papel federativo do ente central de governo passa pelo entendimento
                mais detalhado do aspecto do federalismo fiscal. Dadas as atribuições e
                responsabilidades constitucionais dos entes federados, os repasses de recursos
                contribuem para o financiamento e para a assunção de fato das obrigações
                constitucionais, criando as condições para execução de diversos serviços públicos.
                No âmbito da agenda pública, compreender os repasses do governo federal é base para
                se construir cenários que possam atender às demandas constantes por revisão do pacto
                federativo brasileiro, em geral, restritas a bordões ingênuos como “diminuir a
                burocracia” ou “mais Brasil e menos Brasília”.</p>
            <p>A análise descritivo-exploratória promovida neste artigo permitiu observar
                inicialmente que as transferências voluntárias de recursos têm caráter federativo.
                Cerca de 90% dos recursos são repassados direta ou indiretamente para estados e
                municípios, sendo a maior parte para esses últimos. O restante vai para organizações
                da sociedade civil. Com isso, observa-se que são os entes federados os principais
                atores chamados a colaborar para a execução descentralizada dos recursos federais.
                Dessa forma, o fortalecimento das capacidades administrativas do governo federal é
                essencial para melhorar a coordenação federativa, ao passo que a melhoria da
                implementação de políticas públicas depende do fortalecimento dos governos
                subnacionais.</p>
            <p>Nesse sentido, um elemento a ser mais bem compreendido é a atuação de instâncias
                coletivas para o recebimento de recursos federais. A figura dos consórcios, em
                termos do número de convênios ou contratos de repasse assinados, é relativamente
                insignificante. No entanto, quando tomamos o valor médio dos repasses, os consórcios
                aparecem entre os que receberam o maior valor médio entre 2000 e 2017, apesar da
                elevada oscilação dos repasses governamentais ao longo do tempo.</p>
            <p>Como agenda futura de pesquisa, é necessário aprofundar o entendimento dos gargalos
                associados à execução dos recursos repassados. Quais elementos explicam a diferença
                entre convênios em que a execução foi célere e utilizou todo o montante de recursos
                repassados daqueles em que a execução está atrasada e há baixa execução? O que
                explica a maior utilização de uma modalidade de transferência frente a outras? Como
                o processo de prestação de contas interfere no processo? Para tanto, cabe analisar
                os atributos socioeconômicos, administrativos e políticos dos entes federados, por
                meio da integração de bases de dados.</p>
            <p>Outro elemento central é analisar as consequências das capacidades administrativas
                dos órgãos federais sobre a gestão dos convênios e contratos de repasse. A análise
                conjunta dos dados governamentais sobre pessoal, estrutura administrativa, compras
                governamentais e orçamento pode indicar como esses órgãos e a administração federal
                se estruturam para celebração, análise, monitoramento e validação da prestação de
                contas dos instrumentos jurídicos associados ao repasse de recursos pelo SICONV.</p>
            <p>Por fim, é importante lançar mãos de métodos qualitativos para compreender os dilemas
                associados ao repasse e à execução dos repasses de recursos federais. Tanto gestores
                públicos federais, como estaduais e municipais, e do Distrito Federal, devem ser
                pesquisados quanto às suas percepções sobre os obstáculos de funcionamento e
                melhorias necessárias no âmbito da gestão de repasses voluntários de recursos
                federais.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>Agradecemos aos pareceristas anônimos pelos comentários que ensejaram diversas
                    inserções e esclarecimentos que aperfeiçoaram a redação final deste artigo.
                    Erros e omissões são exclusivamente nossos.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Esse argumento a respeito do nível de execução de serviços governamentais remete
                    principalmente ao Teorema da Descentralização formulado por <xref
                        ref-type="bibr" rid="B39">Oates (1972)</xref>. Parte-se do ponto de vista do
                    cidadãousuário como elemento definidor para pressupor uma maior interlocução com
                    governos locais do que nacionais. Essa maior adequação dos governos locais para
                    conhecer e atender a preferências individuais aumentaria o bem-estar econômico.
                    Outras duas contribuições clássicas nessa discussão são os trabalhos de <xref
                        ref-type="bibr" rid="B44">Tiebout (1956)</xref> e <xref ref-type="bibr"
                        rid="B38">Musgrave (1959)</xref>. O primeiro apontou para a possibilidade de
                    os cidadãos “votarem com os pés”, deslocando-se para localidades que atendam de
                    forma mais satisfatória ao pacote de serviços públicos desejados, o que
                    propiciaria maior eficiência alocativa de recursos públicos. Já <xref
                        ref-type="bibr" rid="B38">Musgrave (1959)</xref> discutiu detidamente o
                    nível nacional de governo, apontando para as funções centrais do Estado no
                    âmbito do federalismo fiscal: estabilização, distribuição e eficiência.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn3">
                <label>3</label>
                <p>É relevante considerar que essas determinações constitucionais não se deram sem
                    intensos debates ocorridos durante a Constituinte, em particular no âmbito da
                    Comissão e Subcomissão de Tributação, que envolveu o desenho dos fundos
                    constitucionais e definições sobre autoridade tributária. Deu-se um embate entre
                    uma visão de federalismo pautada nas transferências intergovernamentais e outra
                    que enfatizasse as competências tributárias próprias como fundamento da sua
                    autonomia financeira. Essa tensão federativa está presente até os dias atuais
                    nas discussões sobre reforma tributária no Brasil.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn4">
                <label>4</label>
                <p>A relação entre federalismo e autonomia financeira compreende, além dos direitos
                    políticos formalmente consubstanciados pela Constituição Federal, questões
                    outras como a federalização de tributos nacionais com posterior repasse ou a
                    manutenção da discricionariedade política mínima para instituição de espécies
                    tributárias. Esse é um debate candente para o federalismo brasileiro, presente
                    em diversas propostas de reforma tributária.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn5">
                <label>5</label>
                <p>Essa classificação é semelhante à que é feita segundo “origem normativa” e está
                    presente no <xref ref-type="table" rid="T2">Quadro 2</xref>, mas há algumas
                    diferenças. Além dessa, o Tesouro Nacional define que as transferências
                    intergovernamentais podem ser classificadas entre (i) vinculadas ou
                    desvinculadas, a depender da forma de aplicação dos recursos transferidos, e
                    também podem ser classificadas como (ii) devolutivas, redistributivas,
                    compensatórias, indenizatórias ou mantenedoras, de acordo com suas
                    finalidades.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn6">
                <label>6</label>
                <p>É relevante notar que, em muitos casos, a União desonera de forma bastante
                    substantiva impostos compartilhados, como o IPI e o IR, com implicações
                    federativas preocupantes, uma vez que reduzem os montantes de recursos
                    repassados pelos fundos constitucionais. Recentemente, o TCU e o STF têm sido
                    mobilizados para delimitar a atuação da União quanto às transferências
                    constitucionais, o que tem apontado para um entendimento que torne os critérios
                    e valores repassados mais equânimes e previsíveis. O próprio Congresso Nacional
                    tem sido mobilizado para propiciar uma revisão dos repasses constitucionais. A
                    EC 112/2021 ampliou os repasses da União aos Municípios de impostos federais de
                    22,5% para 23,5% (<xref ref-type="bibr" rid="B18">BRASIL, 2021</xref>).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn7">
                <label>7</label>
                <p>Para uma discussão mais aprofundada das implicações dessas transferências
                    intergovernamentais no funcionamento da administração pública municipal, ver,
                    entre outros trabalhos, <xref ref-type="bibr" rid="B36">Marins
                    (2016)</xref>.</p>
            </fn>
        </fn-group>
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            <title>REFERÊNCIAS</title>
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                        Brasileiro</article-title>
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                    1994.</mixed-citation>
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                        e os desafios do governo Lula</article-title>
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