<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="research-article" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt"
	xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">oj</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista Opinião Jurídica</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Opin. Jur.</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">1806-0420</issn>
			<issn pub-type="epub">2447-6641</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Centro Universitário Christus</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.12662/2447-6641oj.v23i44.p59-81.2025</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS EM CRIMES SEXUAIS INFANTOJUVENIS:
					VALIDAÇÃO DO DEPOIMENTO ESPECIAL NA JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
					JUSTIÇA (STJ)<sup><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref></sup></article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>EARLY PRODUCTION OF EVIDENCE IN CHILD SEX CRIMES: VALIDATION OF
						SPECIAL TESTIMONY IN THE JURISPRUDENCE OF THE SUPERIOR COURT OF JUSTICE
						(STJ)</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>PRODUCCIÓN AVANZADA DE PRUEBAS EN DELITOS SEXUALES CONTRA MENORES:
						VALIDACIÓN DEL TESTIMONIO ESPECIAL EN LA JURISPRUDENCIA DEL TRIBUNAL
						SUPERIOR DE JUSTICIA (TSJ)</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4746-995X</contrib-id>
					<name>
						<surname>Santos</surname>
						<given-names>Ariel Sousa</given-names>
					</name>
					<role>colaboraram nas etapas de Visualização Visualization</role>
					<role>Aquisição de Recursos Intelectuais Resources</role>
					<role>assegurando o desenvolvimento teórico</role>
					<role>científico do estudo</role>
					<role>Conceituação Conceptualization do estudo</role>
					<role>Investigação Investigation das fontes bibliográficas</role>
					<role>documentais</role>
					<role>Curadoria de Dados Data Curation</role>
					<role>Metodologia Methodology</role>
					<role>Administração do Projeto Project Administration</role>
					<role>Redação - rascunho original Writing - original draft do manuscrito</role>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-1691-3475</contrib-id>
					<name>
						<surname>Thomasi</surname>
						<given-names>Tanise Zago</given-names>
					</name>
					<role>colaboraram nas etapas de Visualização Visualization</role>
					<role>Aquisição de Recursos Intelectuais Resources</role>
					<role>assegurando o desenvolvimento teórico</role>
					<role>científico do estudo</role>
					<role>Supervisão Supervision acadêmica</role>
					<role>Validação Validation das argumentações</role>
					<role>fundamentações teóricas</role>
					<role>Análise Formal Formal Analysis</role>
					<role>Redação - revisão</role>
					<role>edição Writing - review</role>
					<role>editing</role>
					<role>contribuindo para o rigor científico</role>
					<role>adequação metodológica do trabalho</role>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>*</label>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Sergipe</institution>
				<addr-line>
					<city>São Cristóvão</city>
					<state>S</state>
				</addr-line>
				<country country="BR">BR</country>
				<email>arielss187@gmail.com</email>
				<institution content-type="original">Mestrando em Direito pela Universidade Federal
					de Sergipe (UFS), com bolsa acadêmica concedida pela Coordenação de
					Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Graduado em Direito pela
					Universidade Tiradentes (UNIT). São Cristóvão - SE - BR</institution>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>**</label>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Sergipe</institution>
				<addr-line>
					<city>São Cristóvão</city>
					<state>SE</state>
				</addr-line>
				<country country="BR">BR</country>
				<email>tanisethomasi@gmail.com</email>
				<institution content-type="original">Professora na Universidade Federal de Sergipe
					(UFS). Possui graduação em Direito pela Universidade Católica de Pelotas (1999),
					mestrado em Direito pela Universidade de Caxias do Sul (2009) e doutorado em
					Direito pelo Centro Universitário de Brasília (2017). Examinadora do Instituto
					Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. São Cristóvão - SE
					- BR</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<fn fn-type="edited-by">
					<label>Editora responsável:</label>
					<p>Profa. Dra. Fayga Bedê <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://orcid.org/0000-0001-6444-2631"
							>https://orcid.org/0000-0001-6444-2631</ext-link>
					</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>28</day>
				<month>11</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>23</volume>
			<issue>44</issue>
			<fpage>59</fpage>
			<lpage>81</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>30</day>
					<month>06</month>
					<year>2025</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>19</day>
					<month>09</month>
					<year>2025</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<sec>
					<title>Contexto:</title>
					<p>O direito à prova no processo penal brasileiro é uma garantia fundamental
						para a efetivação do contraditório e da ampla defesa, assegurando que
						acusação e defesa sustentem suas teses em condições de equilíbrio. Em
						hipóteses excepcionais, diante do risco de perecimento da prova, admite-se
						sua produção antecipada. Nos crimes sexuais praticados contra crianças e
						adolescentes, reconhece-se a necessidade de um tratamento probatório
						diferenciado, que atribui especial relevância à palavra da vítima e institui
						mecanismos de proteção, como o depoimento especial previsto na Lei nº
						13.431, de 4 de abril de 2017.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objetivos:</title>
					<p>A pesquisa tem como objetivo geral analisar a consolidação do depoimento
						especial de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes sexuais
						na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), à luz da produção
						antecipada de provas. Como objetivos específicos, busca-se: examinar os
						aspectos jurídicos da produção antecipada de provas no processo penal
						brasileiro; compreender a valoração da palavra da vítima nos crimes de
						estupro de vulnerável; e verificar como a jurisprudência do STJ tem
						legitimado o depoimento especial como meio idôneo de prova.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método:</title>
					<p>A pesquisa é de natureza aplicada, com procedimento técnico-bibliográfico,
						abordagem qualitativa e objetivos descritivo-explicativos. Fundamenta-se em
						análise doutrinária, legislativa e jurisprudencial, com especial atenção ao
						Informativo nº 767 do STJ (2023) e a julgados recentes que consolidam a
						validade do depoimento especial como produção antecipada de provas.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados:</title>
					<p>Os resultados demonstram que o STJ vem reconhecendo a legitimidade da
						produção antecipada de provas por meio do depoimento especial, ao considerar
						a vulnerabilidade das vítimas e o risco de perecimento da memória dos fatos.
						As decisões analisadas reafirmam a importância desse instrumento para evitar
						a revitimização e assegurar a efetividade do processo penal, observando os
						princípios da necessidade, proporcionalidade e contraditório.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusões:</title>
					<p>Conclui-se que a consolidação do depoimento especial na jurisprudência do STJ
						representa um avanço na proteção dos direitos fundamentais de crianças e
						adolescentes vítimas de crimes sexuais. Ao validar a produção antecipada de
						provas, o tribunal harmoniza a proteção integral e a dignidade da vítima com
						as garantias processuais penais, reforçando a legitimidade e a humanização
						da persecução penal no Brasil.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<sec>
					<title>Context:</title>
					<p>The right to evidence in Brazilian criminal proceedings is a fundamental
						guarantee for the effective implementation of adversarial proceedings and
						the right to a full defense, ensuring that the prosecution and defense can
						support their arguments on equal terms. In exceptional cases, given the risk
						of evidence being lost, its early production is permitted. In sexual crimes
						committed against children and adolescents, the need for differentiated
						evidentiary treatment is recognized, which attributes special relevance to
						the victim's testimony and establishes protection mechanisms, such as the
						special testimony provided for in Law No. 13.431, of April 4, 2017.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objectives:</title>
					<p>The general objective of this research is to analyze the consolidation of the
						special testimony of child and adolescent victims or witnesses of sexual
						crimes in the jurisprudence of the Superior Court of Justice (STJ), in light
						of the early production of evidence. Specific objectives include: examining
						the legal aspects of the early production of evidence in Brazilian criminal
						proceedings; understanding the valuation of the victim's testimony in crimes
						of rape of a vulnerable person; This study aims to examine how the
						jurisprudence of the Superior Court of Justice (STJ) has legitimized special
						testimony as a valid means of evidence.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Method:</title>
					<p>This is an applied research, employing a technical-bibliographical procedure,
						a qualitative approach, and descriptive-explanatory objectives. It is based
						on doctrinal, legislative, and jurisprudential analysis, with particular
						attention to STJ Bulletin No. 767 (2023) and recent rulings that consolidate
						the validity of special testimony as an anticipated production of
						evidence.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results:</title>
					<p>The results demonstrate that the STJ has recognized the legitimacy of the
						anticipated production of evidence through special testimony, considering
						the vulnerability of victims and the risk of memory fading. The analyzed
						decisions reaffirm the importance of this instrument to avoid
						revictimization and ensure the effectiveness of the criminal process,
						observing the principles of necessity, proportionality, and adversarial
						proceedings.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusions:</title>
					<p>It is concluded that the consolidation of special testimony in the
						jurisprudence of the Superior Court of Justice (STJ) represents progress in
						the protection of the fundamental rights of children and adolescents who are
						victims of sexual crimes. By validating the early production of evidence,
						the court harmonizes the comprehensive protection and dignity of the victim
						with the guarantees of criminal procedure, reinforcing the legitimacy and
						humanization of criminal prosecution in Brazil.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>RESUMEN</title>
				<sec>
					<title>Contexto:</title>
					<p>El derecho a la prueba en los procesos penales brasileños es una garantía
						fundamental para la efectiva implementación del proceso adversarial y el
						derecho a una defensa plena, asegurando que la fiscalía y la defensa puedan
						fundamentar sus argumentos en igualdad de condiciones. En casos
						excepcionales, ante el riesgo de pérdida de pruebas, se permite su
						presentación temprana. En los delitos sexuales cometidos contra niños, niñas
						y adolescentes, se reconoce la necesidad de un trato probatorio
						diferenciado, que otorga especial relevancia al testimonio de la víctima y
						establece mecanismos de protección, como el testimonio especial previsto en
						la Ley N° 13.431, de 4 de abril de 2017.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Objetivos:</title>
					<p>El objetivo general de esta investigación es analizar la consolidación del
						testimonio especial de niños, niñas y adolescentes víctimas o testigos de
						delitos sexuales en la jurisprudencia del Superior Tribunal de Justicia
						(STJ), a la luz de la presentación temprana de pruebas. Los objetivos
						específicos incluyen: examinar los aspectos jurídicos de la presentación
						temprana de pruebas en los procesos penales brasileños; comprender la
						valoración del testimonio de la víctima en delitos de violación de personas
						vulnerables; Este estudio examina cómo la jurisprudencia del Superior
						Tribunal de Justicia (STJ) ha legitimado el testimonio especial como medio
						válido de prueba.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método:</title>
					<p>Se trata de una investigación aplicada que emplea un procedimiento
						técnico-bibliográfico, un enfoque cualitativo y objetivos
						descriptivo-explicativos. Se fundamenta en el análisis doctrinal,
						legislativo y jurisprudencial, con especial atención al Boletín N.° 767
						(2023) del STJ y a las resoluciones recientes que consolidan la validez del
						testimonio especial como prueba anticipada.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados:</title>
					<p>Los resultados demuestran que el STJ ha reconocido la legitimidad de la
						prueba anticipada mediante el testimonio especial, considerando la
						vulnerabilidad de las víctimas y el riesgo de pérdida de memoria. Las
						decisiones analizadas reafirman la importancia de este instrumento para
						evitar la revictimización y garantizar la eficacia del proceso penal,
						observando los principios de necesidad, proporcionalidad y procedimiento
						contradictorio.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusiones:</title>
					<p>Se concluye que la consolidación del testimonio especial en la jurisprudencia
						del Superior Tribunal de Justicia (STJ) representa un avance en la
						protección de los derechos fundamentales de los niños, niñas y adolescentes
						víctimas de delitos sexuales. Al validar la pronta presentación de pruebas,
						el tribunal armoniza la protección integral y la dignidad de la víctima con
						las garantías del proceso penal, reforzando la legitimidad y la humanización
						del enjuiciamiento penal en Brasil.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>escuta especializada</kwd>
				<kwd>garantias processuais</kwd>
				<kwd>proteção integral</kwd>
				<kwd>sistema de justiça</kwd>
				<kwd>vitimização secundária.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>comprehensive protection</kwd>
				<kwd>justice system</kwd>
				<kwd>procedural guarantees</kwd>
				<kwd>secondary victimization</kwd>
				<kwd>specialized listening.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>escucha especializada</kwd>
				<kwd>garantías procesales</kwd>
				<kwd>protección integral</kwd>
				<kwd>sistema de justicia</kwd>
				<kwd>victimización secundaria.</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 INTRODUÇÃO</title>
			<p>O direito à prova no processo penal brasileiro constitui garantia essencial para a
				efetivação do contraditório e da ampla defesa, assegurando que tanto a acusação
				quanto a defesa possam sustentar suas teses de forma equilibrada e justa. Para
				preservar essa paridade de armas, o ordenamento jurídico admite, em situações
				excepcionais, mediante autorização judicial, a produção antecipada da prova, sempre
				em conformidade com os princípios da necessidade, da adequação e da
				proporcionalidade especialmente diante do risco de perecimento do elemento
				probatório.</p>
			<p>No contexto dos crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, a
				legislação penal e a jurisprudência reconhecem a necessidade de um tratamento
				probatório diferenciado, em razão da vulnerabilidade das vítimas e da natureza
				peculiar desses delitos. Nesses casos, a palavra da vítima assume especial
				relevância como meio de prova, e sua proteção demanda medidas específicas para
				evitar a revitimização e assegurar a dignidade da pessoa ofendida. O depoimento
				especial, previsto na Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017, apresenta-se como
				instrumento compatível com essas exigências, ao possibilitar a oitiva da vítima em
				ambiente protegido, por meio de técnicas adequadas.</p>
			<p>A consolidação do depoimento especial como meio eficaz de produção antecipada de
				prova tem sido reconhecida na jurisprudência recente do Superior Tribunal de Justiça
				(STJ), conforme exemplificado no Informativo de Jurisprudência nº 767, de 21 de
				março de 2023. Nessa ocasião, a Quinta Turma reafirmou a validade do depoimento
				especial prestado por um adolescente e por uma criança vítimas de crime sexual,
				reconhecendo a imprescindibilidade e a irrepetibilidade da prova, diante da
				vulnerabilidade das vítimas e da necessidade de prevenir sua revitimização.</p>
			<p>Nesse cenário, a presente pesquisa justifica-se pela relevância do tema para a
				proteção dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes vítimas de crimes
				sexuais, bem como para a consolidação de práticas processuais que assegurem tanto a
				efetividade da persecução penal quanto o respeito aos direitos do acusado. Analisar
				a produção antecipada de provas por meio do depoimento especial, à luz da
				jurisprudência do STJ, permite compreender a evolução da proteção jurídica
				infantojuvenil no Brasil e identificar os parâmetros que orientam a validade dessa
				medida.</p>
			<p>Trata-se de uma investigação que busca esclarecer os critérios utilizados pelo STJ
				para conciliar a proteção da vítima com a regularidade do processo penal,
				considerando os marcos normativos nacionais e internacionais voltados à infância e à
				juventude. Nesse sentido, o problema de pesquisa a ser investigado é: como a
				jurisprudência do STJ valida a produção antecipada de provas por meio do depoimento
				especial em casos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes?</p>
			<p>O objetivo geral da pesquisa é analisar a consolidação do depoimento especial de
				crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes sexuais na jurisprudência
				do STJ, à luz da produção antecipada de provas. Para alcançar esse objetivo,
				estabelecem-se os seguintes objetivos específicos: estudar os aspectos jurídicos da
				produção antecipada de provas no processo penal brasileiro; analisar a valoração da
				palavra da vítima nos crimes de estupro de vulnerável, considerando o depoimento
				especial como instrumento de proteção de crianças e adolescentes; e examinar a
				consolidação do depoimento especial na jurisprudência do STJ, em articulação com a
				produção antecipada de provas.</p>
			<p>Quanto à metodologia, a pesquisa terá natureza aplicada, com procedimento
				técnico-bibliográfico. A abordagem do problema será qualitativa, buscando
				interpretar e compreender o tema em profundidade. Os objetivos serão
				descritivo-explicativos, de modo a não apenas descrever a aplicação da produção
				antecipada de provas e do depoimento especial no processo penal, mas também explicar
				os fundamentos jurídicos e sociais que justificam sua adoção no contexto dos crimes
				sexuais contra crianças e adolescentes.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2 ASPECTOS JURÍDICOS DA PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS NO PROCESSO PENAL
				BRASILEIRO</title>
			<p>O direito à prova é essencial para a adequada compreensão dos fatos, configurando-se
				como garantia tanto da acusação quanto da defesa. Essa prerrogativa assegura que
				ambas as partes, acusação e defesa, possam produzir elementos capazes de sustentar
				suas teses. No âmbito penal, esse direito assume relevância ainda maior diante das
				graves consequências de uma eventual condenação, impondo que o processo seja
				conduzido com rigor técnico e respeito às garantias processuais.</p>
			<p>O processo penal pode ser compreendido como um mecanismo destinado à reconstituição,
				ainda que aproximada, de acontecimentos passados. Nesse cenário, a prova assume
				papel essencial, funcionando como o meio que possibilita tal reconstrução. Por
				intermédio dela, o juiz encontra as bases necessárias para exercer sua atividade
				cognitiva, da qual resultará a formação de sua convicção e, consequentemente, a
				decisão judicial. Assim, processo e prova articulam-se como instrumentos de
				construção do convencimento do magistrado, legitimando o poder que se expressa na
				sentença (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Lopes Júnior, 2011</xref>). A prova pode
				ser identificada com o resultado probatório, ou seja, o convencimento que os meios
				de prova geram no juiz e nas partes (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Badaró,
					2014</xref>).</p>
			<p>Denominado de “sistema do livre convencimento motivado” ou da “persuasão racional”,
				este é o modelo hoje adotado no processo penal brasileiro (<xref ref-type="bibr"
					rid="B24">Faria, 2011</xref>, p. 83). Trata-se de um sistema estruturado em
				fundamentos normativos vinculados ao princípio da reserva legal, segundo o qual a
				convicção do magistrado deve se formar em consonância com a lei (<xref
					ref-type="bibr" rid="B29">Leal, 2011</xref>). Nesse contexto, embora o juiz
				disponha de ampla liberdade para avaliar as provas, sua decisão precisa ser
				devidamente fundamentada com base nos elementos constantes dos autos, sendo vedado o
				uso de conhecimentos particulares (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Hartmann,
					2003</xref>, p. 115).</p>
			<p>A concretização do direito à prova no processo ocorre por meio de diversas garantias
				conferidas às partes, como: o direito de requerer a produção da prova; de obter uma
				decisão judicial quanto ao pedido; de ver a prova efetivamente realizada, com a
				adoção das medidas necessárias para sua concretização; de participar de sua
				produção; de que esta se desenvolva sob o crivo do contraditório; de contar com a
				atuação do juiz durante sua realização; de se manifestar sobre a prova produzida; e
				de que ela seja devidamente apreciada pelo magistrado (<xref ref-type="bibr"
					rid="B25">Fernandes, 2000</xref>).</p>
			<p>Entre os meios de prova passíveis de produção antecipada, destaca-se a prova
				testemunhal. Sua relevância não decorre de uma suposta superioridade em relação às
				demais, mas do fato de ser o instrumento mais recorrente e amplamente utilizado no
				processo penal. Em regra, a apuração das infrações dificilmente se dá por outras
				vias probatórias, salvo em situações excepcionais. Por isso, a prova testemunhal
				mostra-se indispensável, encontrando justamente nessa necessidade o seu fundamento
					(<xref ref-type="bibr" rid="B41">Peluso, 2008</xref>).</p>
			<p>Em determinadas situações, como na prova testemunhal, torna-se necessário que a prova
				seja colhida de forma antecipada. A prova antecipada tem caráter cautelar, sendo
				utilizada para garantir a perpetuidade de provas que correm risco de se perder, como
				a prova testemunhal. O objetivo é assegurar a verdade real e evitar que a demora do
				processo comprometa a apuração dos fatos. A prova testemunhal, por sua própria
				natureza, justifica a antecipação, porque o mero decurso do tempo prejudica sua
				eficácia, com a memória sendo prejudicada pelo avançar dos dias, em detrimento da
				apuração da verdade real (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Medeiros,
				2013</xref>).</p>
			<p>Nesse sentido, a prova antecipada no processo penal possibilita a produção da prova
				antes da fase processual própria, quando houver risco de perecimento ou de difícil
				obtenção posterior. O art. 156, inciso I, do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro
				de 1941 (Código de Processo Penal) dispõe que a prova da alegação incumbe a quem a
				faz, facultando-se, entretanto, ao juiz determinar, mesmo antes do início do
				processo, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes. Essa
				previsão autoriza que, diante da possibilidade de perecimento da prova, o magistrado
				determine sua imediata colheita, observando os princípios da necessidade, da
				adequação e da proporcionalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil,
				1941</xref>).</p>
			<p>Complementando essa previsão, o art. 225 trata da produção de prova pericial nos
				casos de lesão corporal, dispondo que o exame de corpo de delito deve ser realizado
				com a máxima brevidade possível por perito oficial ou, na ausência deste, por pessoa
				idônea com formação superior (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 1941</xref>). É
				uma espécie de prova pericial que tem como finalidade constatar a materialidade do
				crime investigado. Em regra, é feito por peritos oficiais ou técnicos (<xref
					ref-type="bibr" rid="B37">Nucci, 2014</xref>). A urgência na realização desse
				exame caracteriza uma situação de produção antecipada de prova, uma vez que a demora
				pode comprometer os vestígios físicos da infração penal.</p>
			<p>No mesmo sentido, o art. 226 disciplina o procedimento de reconhecimento de pessoas
					(<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 1941</xref>). Quando o crime não resulta
				em prisão em flagrante, a investigação concentra-se na identificação do autor. Para
				isso, a polícia conta com a colaboração da vítima, seja por meio de seu depoimento,
				da descrição do agressor para a elaboração de um retrato falado seja, ainda, por
				intermédio do reconhecimento de suspeitos (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Cruz,
					2022</xref>). O reconhecimento pode exigir realização imediata, sobretudo quando
				há risco de deterioração da memória da testemunha ou da vítima, o que, na prática,
				também configura uma modalidade de prova antecipada</p>
			<p>A produção antecipada de provas pode ser realizada tanto na fase investigatória
				quanto na fase judicial, necessitando, em ambos os casos, de autorização prévia do
				juiz (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Lima, 2011</xref>). Na etapa do inquérito,
				busca-se resguardar o objeto de prova que seria coletado durante o processo, que,
				diante de uma situação urgente, poderia se perder ou se tornar impossível de ser
				obtido posteriormente (<xref ref-type="bibr" rid="B44">Rangel, 2011</xref>). No
				decorrer do processo, conforme prevê o art. 366 do Código de Processo Penal, a
				produção antecipada é admitida quando o réu não foi citado ou não constituiu
				advogado, permitindo proteger provas urgentes cuja perda comprometeria a instrução
				processual (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 1941</xref>).</p>
			<p>Quanto à legitimidade para requerer essa modalidade de prova, o juiz pode determinar,
				de ofício, com base no art. 366 do Código de Processo Penal. A decisão cabe ao
				magistrado e deve estar fundamentada na urgência, especialmente no caso da prova
				testemunhal, em razão do risco de perecimento da memória dos fatos. Assim, qualquer
				das partes pode requerer a produção antecipada da prova, mas, no contexto do art.
				366, a decisão final é do juiz, que deve avaliar a urgência e fundamentar a medida
					(<xref ref-type="bibr" rid="B35">Medeiros, 2013</xref>).</p>
			<p>Assim, é possível afirmar que a colheita antecipada de provas no processo penal
				brasileiro busca evitar a perda de elementos essenciais à elucidação dos fatos,
				assegurando a efetividade da persecução penal e a proteção das garantias
				processuais. Abrange provas documentais, testemunhais, periciais e procedimentos de
				reconhecimento de pessoas, atuando como instrumento conservativo e garantindo que
				decisões sejam justas e fundamentadas, mesmo diante do risco de perecimento da
				prova.</p>
			<p>O testemunho humano, por sua própria falibilidade, já carrega natureza urgente. O
				art. 92 do Código de Processo Penal confirma essa urgência ao prever a possibilidade
				de inquirição cautelar de testemunhas e produção de outras provas em caso de
				suspensão do processo. Assim, mesmo sem situação de risco imediato, o legislador
				reconhece a necessidade de preservar a prova testemunhal, pois fatores, como morte,
				mudança de endereço ou esquecimento podem comprometer seu valor com o tempo.
				Portanto, a urgência e o caráter cautelar estão sempre presentes nesse tipo de prova
					(<xref ref-type="bibr" rid="B30">Lima, 2009</xref>).</p>
			<p>Apesar de excepcional, a produção antecipada de provas não compromete o modelo
				acusatório do processo penal brasileiro, pois os princípios estruturantes do sistema
				permanecem resguardados. As provas colhidas na fase investigativa destinam-se à
				formação da convicção do órgão acusador e só podem ser usadas no julgamento quando
				submetidas ao contraditório judicial ou produzidas de forma cautelar e urgente, com
				contraditório posterior. Além disso, o juiz atua apenas após a acusação por órgão
				distinto, garantindo imparcialidade, separação de funções e respeito ao princípio do
				juiz natural, elemento essencial à jurisdição (<xref ref-type="bibr" rid="B27"
					>Grinover; Fernandes; Gomes Filho, 1999</xref>).</p>
			<p>Nessa perspectiva, o direito à prova no processo penal assegura que acusação e defesa
				sustentem suas teses em condições de paridade de armas. Em situações em que há risco
				de perecimento ou comprometimento da prova, admite-se, de modo excepcional, mediante
				autorização judicial, a sua produção antecipada, a pedido do Ministério Público, do
				juiz ou das partes interessadas. Essa medida deve observar os princípios da
				necessidade, da adequação e da proporcionalidade, funcionando como instrumento de
				preservação da memória dos fatos e de garantia da futura efetividade da instrução
				criminal.</p>
			<p>Logo, a admissibilidade da prova antecipada tanto na fase investigatória quanto no
				curso da ação penal não desvirtua o sistema acusatório, pois sua colheita se realiza
				sob contraditório, respeita a imparcialidade judicial e mantém a separação das
				funções de acusar e julgar. Assim, a antecipação da prova não constitui exceção ao
				devido processo legal, mas sim mecanismo que o concretiza, ao permitir que elementos
				essenciais à verdade processual sejam resguardados de forma legítima, contribuindo
				para decisões mais justas, fundamentadas e compatíveis com a dignidade da pessoa
				humana e com a legitimidade da jurisdição penal.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3 VALORAÇÃO DA PALAVRA DA VÍTIMA NOS CRIMES DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL: DEPOIMENTO
				ESPECIAL COMO INSTRUMENTO DE PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES</title>
			<p>A legislação penal brasileira dedica tratamento específico aos crimes sexuais
				praticados contra pessoas em situação de vulnerabilidade, reconhecendo que
				determinados grupos, como crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, demandam
				tutela jurídica reforçada em razão de sua maior exposição a situações de violência e
				exploração. O Capítulo II do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código
				Penal), reúne os dispositivos que tratam, de forma específica, dos crimes sexuais
				praticados contra esses sujeitos, reforçando o caráter protetivo e a função
				preventiva do Direito Penal diante.</p>
			<p>O crime de estupro de vulnerável, previsto no art. 217-A do Código Penal,
				configura-se pela prática de conjunção carnal ou de outro ato libidinoso com menor
				de 14 anos. A pena prevista é de reclusão de 8 a 15 anos, podendo ser agravada se a
				vítima não possuir discernimento ou não puder oferecer resistência; se da conduta
				resultar em lesão corporal de natureza grave; ou se resultar na morte da vítima.
				Conforme o parágrafo 5º do art. 217-A, tais penas aplicam-se independentemente do
				consentimento da vítima ou do fato de ela já ter mantido relações sexuais
				anteriormente ao crime (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 1940</xref>).</p>
			<p>A conjunção carnal consiste na cópula natural entre homem e mulher, caracterizada
				pela introdução, total ou parcial, do órgão genital masculino na vagina da vítima.
				Sua materialidade pode ser demonstrada por elementos, como a presença de esperma e
				lesões físicas, como, por exemplo, a ruptura do hímen, entre outros indícios. Já o
				ato libidinoso ocorre quando há prática de natureza sexual sem penetração vaginal.
				Trata-se de uma conduta que engloba quaisquer ações destinadas à satisfação do
				desejo sexual do agente, como sexo oral, toques, apalpamentos e outras manifestações
				de cunho íntimo (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Prado, 2011</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B18">Capez, 2018</xref>).</p>
			<p>Além do estupro de vulnerável, outro tipo penal relevante é o crime de corrupção de
				menores, previsto no art. 218 do Código Penal, que consiste em induzir menor de 14
				anos a satisfazer a lascívia de outrem. A pena prevista é de reclusão de 2 a 5 anos.
				Já a satisfação de lascívia mediante a presença de criança ou adolescente está
				tipificada no art. 218-A, que criminaliza a prática ou indução à presença de menores
				de 14 anos durante atos libidinosos, com a finalidade de satisfazer a lascívia
				própria ou de terceiros, com pena de 2 a 4 anos de reclusão (<xref ref-type="bibr"
					rid="B8">Brasil, 1940</xref>).</p>
			<p>Com base no que dispõe o tipo penal da corrupção de menores, verifica-se que a
				conduta punida consiste na associação de um adulto com uma criança ou adolescente,
				seja pela prática conjunta do crime, seja pela indução à execução do ato (<xref
					ref-type="bibr" rid="B46">Rossato; Lépore; Cunha, 2019</xref>). Trata-se,
				portanto, da repressão à corrupção de crianças e adolescentes, frequentemente
				realizada por adultos que se valem da vulnerabilidade e da ingenuidade desses
				sujeitos para envolvê-los em práticas ilícitas (<xref ref-type="bibr" rid="B38"
					>Nucci, 2014b</xref>).</p>
			<p>De forma complementar, o art. 218-B do Código Penal trata do favorecimento da
				prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança, adolescente ou
				pessoa vulnerável. O dispositivo abrange condutas, como submeter, induzir, atrair ou
				dificultar o abandono da prostituição por menores de 18 anos ou por pessoas sem
				discernimento. A pena prevista é de 4 a 10 anos de reclusão, podendo ser acrescida
				de multa quando houver finalidade de obtenção de vantagem econômica. O artigo ainda
				dispõe que incorrem nas mesmas penas os responsáveis por locais onde ocorra a
				prática criminosa (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 1940</xref>).</p>
			<p>A dignidade de crianças e adolescentes pode ser violada de diferentes formas por meio
				da exploração sexual, a qual se manifesta principalmente em quatro modalidades:
				redes de prostituição, tráfico de pessoas, produção de pornografia e turismo sexual.
				Esses crimes atentam contra a integridade e o livre desenvolvimento desses sujeitos,
				ao submetê-los a práticas não consentidas e ao utilizar seus corpos como objetos de
				exploração sexual, seja diretamente, seja por intermédio de terceiros (<xref
					ref-type="bibr" rid="B45">Rodrigues, 2023</xref>).</p>
			<p>No tocante ao avanço tecnológico e à disseminação de imagens, o art. 218-C
				criminaliza a divulgação de cenas de estupro, estupro de vulnerável, sexo, nudez ou
				pornografia, inclusive por meio digital, sem o consentimento da vítima. A pena é de
				1 a 5 anos de reclusão, podendo ser aumentada de 1/3 a 2/3 se o crime for praticado
				por pessoa com vínculo afetivo com a vítima ou com finalidade de vingança ou
				humilhação (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 1940</xref>). Este artigo
				representa um avanço na adaptação do Direito Penal às novas dinâmicas sociais,
				tecnológicas e comunicacionais, ampliando a rede de proteção às vítimas em um
				cenário de crimes cibernéticos.</p>
			<p>Os crimes cibernéticos englobam toda prática ilícita cometida por meio de recursos
				eletrônicos ou digitais (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Barreto, 2018</xref>). Os
				denominados puros envolvem diretamente o uso do computador ou de outros dispositivos
				conectados à <italic>internet</italic>, bem como o acesso às informações que neles
				circulam. Já os mistos caracterizam-se pela intenção de causar prejuízo a
				determinado bem jurídico da vítima. Por fim, os crimes comuns não dependem da
				informática para sua materialização, mas podem utilizar o ambiente virtual como meio
				para a prática de delitos tradicionais (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Wendt;
					Nogueira Jorge, 2019</xref>).</p>
			<p>Diante desse aparato legislativo, é possível perceber que a legislação penal
				brasileira demonstra sensibilidade diante da vulnerabilidade de crianças e
				adolescentes ao tratar com rigor os crimes sexuais cometidos contra esses grupos,
				reconhecendo que o consentimento aparente não afasta a ilicitude da conduta. Ao
				criminalizar práticas como o estupro de vulnerável e a divulgação não autorizada de
				imagens íntimas, o ordenamento busca proteger a dignidade e a integridade psíquica
				das vítimas, conferindo especial relevância à sua palavra, sobretudo quando há
				escassez de provas materiais.</p>
			<p>No entanto, os crimes contra a dignidade sexual apresentam relevantes desafios
				probatórios, pois, em geral, ocorrem sem testemunhas e não deixam marcas físicas
				visíveis. Mesmo quando há vestígios, estes podem desaparecer com o tempo. Quando a
				vítima é menor, surge um conflito entre a proteção integral da criança e os direitos
				do acusado. Soma-se a isso a dificuldade de comunicação, especialmente em crianças
				pequenas, e o risco de falsas memórias, quando o depoente acredita sinceramente em
				algo que não ocorreu (<xref ref-type="bibr" rid="B48">Souza; Ayrosa, 2023</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B47">Silva; Barbosa, 2020</xref>).</p>
			<p>Esse cenário impõe cautela, diante do risco de se proferir uma condenação penal sem
				que o acusado tenha, de fato, praticado o núcleo do tipo penal (<xref
					ref-type="bibr" rid="B42">Pieri; Oliveira; Vasconcelos, 2018</xref>). Assim, a
				análise da prática de crimes sexuais contra crianças e adolescentes deve ser
				conduzida com base nas provas disponíveis, cabendo ao magistrado, ao final, valorar
				aquela que melhor se adeque ao caso concreto. Ainda que tais delitos possam se
				enquadrar na tipificação do estupro, cada um pode apresentar vestígios e
				materialidades de forma distinta. Nesse contexto, o Código de Processo Penal prevê
				diversos meios de prova, entre eles a declaração da pessoa ofendida (<xref
					ref-type="bibr" rid="B47">Silva; Barbosa, 2020</xref>).</p>
			<p>O depoimento especial, previsto no art. 11 da Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017,
				constitui mecanismo de proteção à criança e ao adolescente vítima ou testemunha de
				violência, assegurando que sua oitiva seja conduzida por profissional capacitado, em
				ambiente adequado e com técnicas específicas para reduzir o sofrimento e evitar a
				revitimização. A lei distingue a escuta especializada, de caráter protetivo e
				realizada na rede de proteção, do depoimento especial, de natureza judicial e
				voltado à produção de prova. Prevê ainda que a oitiva ocorra preferencialmente uma
				única vez, com registro audiovisual, conciliando a proteção da vítima com as
				garantias do contraditório e da ampla defesa (<xref ref-type="bibr" rid="B11"
					>Brasil, 2017</xref>).</p>
			<p>A previsão do depoimento especial no ordenamento jurídico brasileiro fortalece a
				proteção das vítimas de crimes sexuais em situação de vulnerabilidade, especialmente
				crianças e adolescentes, ao mesmo tempo em que busca garantir a produção da prova de
				forma mais humana, segura e eficaz. A implementação desse instrumento não apenas
				qualifica o processo penal sob a ótica dos direitos fundamentais, mas também
				representa um avanço civilizatório indispensável para a promoção de uma justiça mais
				sensível, ética e comprometida com a dignidade das pessoas vulneráveis.</p>
			<p>Importa destacar que, até a promulgação da referida lei, o ordenamento jurídico
				brasileiro não possuía disciplina específica sobre tais procedimentos. Crianças e
				adolescentes, vítimas ou testemunhas de crimes, eram comumente submetidos a diversas
				inquirições conduzidas por diferentes profissionais. Já a audiência de instrução
				criminal ocorria em um único ato, no qual eram ouvidas a vítima, as testemunhas e,
				interrogado o réu (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Coelho, 2015</xref>). Esse modelo
				anterior de inquirição acabava por intensificar a violência sofrida por aqueles que
				já haviam sido vitimados (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bittencourt,
				2012</xref>).</p>
			<p>Com vistas a suprir a necessidade de proteção de crianças e adolescentes vítimas ou
				testemunhas de violência, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Recomendação
				nº 33/2010, de 23 de novembro de 2010, orientando os tribunais a adotar medidas
				capazes de evitar a revitimização e assegurar uma escuta qualificada em ambiente
				adequado, além de incentivar a articulação com a rede de proteção (<xref
					ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2010</xref>). Posteriormente, a Resolução nº
				299, de 5 de novembro de 2019 do CNJ, estabeleceu diretrizes específicas para a
				realização do depoimento especial, determinando a necessidade de ambientes
				apropriados, capacitação de profissionais e recursos para transmissão
					<italic>online</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Brasil,
				2019</xref>).</p>
			<p>Tal arcabouço normativo tem sido efetivamente aplicado na prática, como se observa,
				por exemplo, no Agravo Regimental no Habeas Corpus nº 815.125, oriundo do estado de
				Santa Catarina, relatado pelo Desembargador Convocado Jesuíno Rissato, do Tribunal
				de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, e julgado pela Sexta Turma do STJ.
				De acordo com a decisão, a suspeita da prática de crime sexual contra crianças e
				adolescentes justifica a colheita antecipada de seus relatos, em ambiente apropriado
				e com a mediação de profissional especializado, a fim de evitar que as vítimas
				revivam os traumas da violência supostamente sofrida a cada vez que forem ouvidas ao
				longo da persecução penal (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2023</xref>).</p>
			<p>Diante disso, a legislação penal brasileira disciplina, de forma específica, os
				crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Apesar dos desafios probatórios, a
				jurisprudência do STJ reconhece o valor do depoimento da vítima como meio de prova.
				Nesse contexto, para fortalecer a proteção e prevenir a revitimização, o depoimento
				especial mostra-se compatível com o tratamento conferido pelo Código Penal aos
				crimes contra a dignidade sexual de pessoas vulneráveis, uma vez que permite que a
				palavra da vítima, elemento central para a formação do convencimento judicial nesses
				delitos, seja colhida com a devida cautela, assegurando tanto a dignidade da pessoa
				ofendida quanto o respeito ao devido processo legal.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>4 CONSOLIDAÇÃO DO DEPOIMENTO ESPECIAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS OU
				TESTEMUNHAS DE CRIMES SEXUAIS NA JURISPRUDÊNCIA DO STJ À LUZ DA PRODUÇÃO ANTECIPADA
				DE PROVAS</title>
			<p>A consolidação do depoimento especial como meio de produção antecipada de provas em
				crimes sexuais contra crianças e adolescentes representa um dos avanços mais
				significativos da jurisprudência recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
				Nesse contexto, o exame dos precedentes firmados pelo STJ revela como a Corte tem
				interpretado e aplicado os dispositivos legais que regulamentam o depoimento
				especial, estabelecendo parâmetros para sua utilização e assegurando que sua adoção
				se dê em estrita conformidade com o devido processo legal.</p>
			<p>O Informativo de Jurisprudência nº 767, de 21 de março de 2023, da Quinta Turma do
				STJ, relatado pelo Ministro Messod Azulay Neto, analisou a antecipação de provas por
				meio do depoimento especial de uma adolescente vítima e de uma criança testemunha.
				Apesar da alegação de falibilidade da memória infantil, reconheceu-se que os relatos
				foram colhidos regularmente em audiência específica, com decisão judicial
				fundamentada. Diante da relevância da palavra da vítima e da necessidade de
				preservar a memória dos depoentes, o STJ concluiu pela validade da prova,
				consolidando a possibilidade de sua produção antecipada conforme a legislação
				especial (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2023</xref>).</p>
			<p>Esse entendimento foi reforçado no Agravo Regimental no Recurso Ordinário em Habeas
				Corpus nº 180252/RN (2023/0141941-6), julgado pela Quinta Turma do STJ em 11 de
				fevereiro de 2025, sob relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. O colegiado
				reconheceu a validade da produção antecipada do depoimento especial da vítima em
				casos de estupro de vulnerável, mesmo sem a anuência do Ministério Público, por se
				tratar de medida legal de proteção integral. Destacou ainda o princípio <italic>pas
					de nullité sans grief</italic>, afastando nulidade diante da ausência de
				prejuízo comprovado, já que a defesa esteve representada no ato (<xref
					ref-type="bibr" rid="B12">Brasil, 2025</xref>a).</p>
			<p>Assim, a análise desses precedentes evidencia a sensibilidade do Poder Judiciário
				diante das especificidades da memória infantil e da necessidade de prevenir a
				revitimização de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A
				revitimização corresponde ao sofrimento extra imposto à vítima pelas instâncias do
				sistema de justiça e por órgãos formais de controle social, o que intensifica e
				prolonga os prejuízos já vivenciados. Nesses contextos, ao procurar proteção ou
				reparação, a pessoa vulnerabilizada frequentemente enfrenta posturas de
				insensibilidade, descrédito, culpabilização ou até mesmo de invisibilidade (<xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Cordeiro, 2014</xref>).</p>
			<p>Assim, a fragilidade da memória desses indivíduos justifica a adoção da produção
				antecipada de provas como instrumento de proteção da dignidade e da integridade da
				vítima. A Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017, que institui o sistema de garantia
				de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência,
				diferencia a escuta especializada, entrevista conduzida por profissional da rede de
				proteção para atendimento da situação de violência, do depoimento especial, que
				consiste na oitiva formal realizada em sede policial ou judicial, em ambiente
				adequado e protetivo, conforme disposto nos arts. 7º e 8º da referida lei (<xref
					ref-type="bibr" rid="B11">Brasil, 2017</xref>).</p>
			<p>A diferença entre as espécies de escuta protetiva reside no momento em que as
				declarações são prestadas e em suas finalidades. Se, na escuta especializada, o
				vulnerável se apresenta à rede de proteção imediatamente após a violência sofrida ou
				presenciada, para acolhimento e encaminhamento, inclusive de seus familiares; no
				depoimento especial, a oitiva se dá perante autoridade policial ou judiciária, com a
				necessária participação de profissional especializado, tendo a finalidade precípua
				de produzir elementos de informação ou de convicção necessários ao oferecimento da
				peça acusatória ou de fundamentar a decisão judicial (<xref ref-type="bibr"
					rid="B33">Manssur, 2025</xref>).</p>
			<p>Complementando essas disposições, o art. 9º da Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017
				impõe o dever de evitar o contato da vítima com o agressor, enquanto o art. 11
				determina que o depoimento especial seja, sempre que possível, realizado em uma
				única ocasião, mediante produção antecipada da prova judicial, respeitando-se a
				ampla defesa. Nos casos que envolvem vítimas menores de sete anos ou situações de
				violência sexual, a antecipação é obrigatória, o que evidencia a preocupação
				legislativa com a proteção integral da vítima (<xref ref-type="bibr" rid="B11"
					>Brasil, 2017</xref>).</p>
			<p>A produção antecipada de provas ocorre antes da instrução processual evitando que a
				vítima seja submetida a sucessivas exposições que possam resultar em revitimização.
				Trata-se de uma medida cautelar relevante quando envolve crianças e adolescentes,
				considerando o risco de esquecimento ou distorção da narrativa em razão da idade,
				bem como a possibilidade de que múltiplas inquirições comprometam a ordem
				cronológica e a fidelidade dos fatos relatados (<xref ref-type="bibr" rid="B19"
					>Capez, 2020</xref>). Nesse sentido, o art. 11 da Lei nº 13.431, de 4 de abril
				de 2017 dispõe que o depoimento especial deve, preferencialmente, ser realizado uma
				única vez, no contexto da produção antecipada de provas, para prevenir a
				revitimização (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Gonzalez Júnior, 2021</xref>).</p>
			<p>Com isso, a legislação especial fundamenta a produção antecipada de provas por meio
				do depoimento especial, tanto para proteger a integridade emocional e física das
				vítimas quanto para garantir a efetividade da persecução penal. Tal medida visa
				prevenir a revitimização e assegurar que o relato seja colhido de forma célere,
				técnica e respeitosa, em conformidade com os direitos fundamentais e com as
				garantias do devido processo legal. Assim, a realização antecipada do depoimento
				especial assume caráter cautelar, ao prevenir danos emocionais decorrentes da
				repetição sucessiva dos relatos, preservar a coerência e consistência da narrativa e
				resguardar a memória dos fatos.</p>
			<p>Esse entendimento está em plena harmonia com a doutrina da proteção integral,
				consagrada pela Constituição Federal de 1988. Em seu art. 227, a Carta Magna impõe à
				família, à sociedade e ao Estado o dever de assegurar, com absoluta prioridade, os
				direitos da criança, do adolescente e do jovem, protegendo-os de toda forma de
				negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (<xref
					ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 1988</xref>). Trata-se de um mandamento
				constitucional que fundamenta todas as ações voltadas à promoção e à defesa dos
				direitos infantojuvenis.</p>
			<p>O art. 227 do texto constitucional consagra a corresponsabilidade entre a família, o
				Estado e a sociedade na promoção e proteção dos direitos da infância e da juventude
					(<xref ref-type="bibr" rid="B36">Morais; Brito Filho, 2019</xref>).
				Configura-se, portanto, um novo modelo normativo e socioinstitucional de tratamento
				destinado à infância e à adolescência: o paradigma da proteção integral, ancorado no
				reconhecimento da condição peculiar de desenvolvimento dessas pessoas e na afirmação
				de sua titularidade de direitos (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Oliveira,
					2022</xref>).</p>
			<p>Nesse passo, o Princípio da Proteção Integral estrutura um sistema de garantias
				destinado a todas as crianças e adolescentes, atribuindo à família, à sociedade e ao
				Estado a responsabilidade compartilhada de assegurá-los. Tal diretriz exige o
				reconhecimento, o respeito e a efetivação dos direitos humanos e fundamentais desses
				indivíduos (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Brito, 2024</xref>). Assim, essa
				doutrina desloca a criança e o adolescente da condição de meros objetos do processo
				para a de pessoas em desenvolvimento que, diante de sua vulnerabilidade, devem ser
				reconhecidos e tratados como verdadeiros sujeitos de direitos (<xref ref-type="bibr"
					rid="B34">Marques, 2011</xref>).</p>
			<p>A inclusão desse princípio na Constituição resultou diretamente da mobilização da
				sociedade civil, que protagonizou a apresentação de emendas populares e influenciou
				de forma decisiva a redação final do art. 227 (<xref ref-type="bibr" rid="B39"
					>Oliveira, 2022</xref>). Assim, instituiu-se uma ruptura paradigmática com a
				consagração da doutrina da proteção integral, pela qual crianças e adolescentes
				deixaram de ser considerados meros objetos de assistência para se tornarem sujeitos
				plenos de direitos. A efetivação desses direitos exige a estruturação de um sistema
				articulado de garantias, concretizado por meio de políticas públicas voltadas ao
				atendimento integral desse grupo social (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Amin
						<italic>et al</italic>., 2018</xref>).</p>
			<p>Essa diretriz foi regulamentada pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, o Estatuto
				da Criança e do Adolescente (ECA), que reafirma a doutrina da proteção integral em
				seus arts. 1º e 4º. A responsabilidade pela promoção e garantia dos direitos das
				crianças e adolescentes é, assim, compartilhada entre a família, a sociedade e o
				Estado (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil, 1990</xref>). No plano
				internacional, o princípio da proteção integral é reafirmado pela Convenção sobre os
				Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas, que consolida o
				reconhecimento universal de crianças e adolescentes como titulares de direitos
				humanos e impõe aos Estados a adoção de políticas públicas e práticas jurídicas
				protetivas (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Organização das Nações Unidas,
					1989</xref>).</p>
			<p>Nesse contexto, a doutrina da proteção integral propõe uma abordagem emancipatória da
				infância e da adolescência, reconhecendo esses indivíduos como sujeitos de direitos
				e exigindo sua proteção em todas as esferas sociais. Valorizar o depoimento especial
				como meio legítimo de prova é, portanto, uma forma de reafirmar o protagonismo das
				vítimas no processo penal, contribuindo para a construção de um sistema de justiça
				mais humanizado e menos revitimizante (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Custódio,
					2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B49">Veronese, 2003</xref>).</p>
			<p>Todavia, é necessário destacar que a produção antecipada de provas exige o
				atendimento rigoroso aos requisitos legais. A edição nº 105 da série Jurisprudência
				em Teses, publicada em 8 de junho de 2018, reafirma a necessidade de fundamentação
				concreta para a decisão judicial que determina a produção antecipada, afastando a
				simples justificativa pelo decurso do tempo, conforme enunciado na Súmula nº 455 do
				Superior Tribunal de Justiça (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brasil, 2025b</xref>).
				Essa tese reforça a imprescindibilidade da observância dos requisitos legais para a
				produção antecipada de prova, sobretudo no que se refere ao respeito aos princípios
				do contraditório e da ampla defesa.</p>
			<p>Essa orientação foi exemplificada no julgamento do Habeas Corpus nº 412600 do Estado
				de São Paulo (2017/0204348-3), pela Sexta Turma do STJ, sob a relatoria da Ministra
				Maria Thereza de Assis Moura. Na ocasião, discutiu-se a antecipação de provas e a
				prisão preventiva em ação penal por tentativa de homicídio, reafirmando-se que a
				produção antecipada exige motivação específica, afastando fundamentações genéricas
				sobre o possível esquecimento das testemunhas (<xref ref-type="bibr" rid="B15"
					>Brasil, 2018</xref>). Tal orientação confere maior legitimidade às decisões
				judiciais, ao assegurar que a proteção dos direitos das vítimas não ocorra em
				detrimento das garantias processuais asseguradas aos acusados.</p>
			<p>Nesse contexto, a produção antecipada de provas por meio do depoimento especial,
				quando realizada em estrita conformidade com os preceitos legais e com respeito às
				garantias do devido processo legal, configura-se como instrumento essencial para a
				efetivação da proteção integral de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de
				violência. Trata-se, portanto, de mecanismo que resguarda, simultaneamente, a
				dignidade e a integridade psíquica das vítimas, ao mesmo tempo em que fortalece a
				legitimidade do processo penal.</p>
			<p>Destarte, o entendimento consolidado pela jurisprudência representa um avanço
				relevante na harmonização entre a proteção das vítimas vulneráveis e a preservação
				das garantias processuais, demonstrando que a sensibilidade diante da condição da
				criança ou adolescente pode, e deve, coexistir com o rigor técnico do devido
				processo legal. A decisão do STJ ancora-se nos princípios da proteção integral
				previstos na Constituição Federal, no ECA e em tratados internacionais, exigindo,
				contudo, fundamentação concreta que assegure o equilíbrio entre os direitos da
				vítima e as garantias da ampla defesa.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>5 CONCLUSÃO</title>
			<p>O direito à prova no processo penal brasileiro assegura que acusação e defesa
				sustentem suas teses de maneira equilibrada, promovendo a paridade de armas. Em
				situações de risco de perecimento da prova, admite-se, de forma excepcional,
				mediante autorização judicial, a produção antecipada, a pedido do Ministério
				Público, do juiz ou das partes, sempre em respeito aos princípios da necessidade, da
				adequação e da proporcionalidade.</p>
			<p>Nessa perspectiva, a legislação penal brasileira confere tratamento específico aos
				crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, reconhecendo as
				peculiaridades probatórias que lhes são inerentes. Apesar dos desafios relacionados
				à obtenção da prova, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) atribui
				especial relevância à palavra da vítima.</p>
			<p>Com o objetivo de reforçar a proteção dos vulneráveis e evitar sua revitimização, o
				depoimento especial mostra-se plenamente compatível com o tratamento jurídico
				conferido pelo Código Penal aos crimes contra a dignidade sexual. Esse instrumento
				permite que o relato da vítima, elemento essencial à formação do convencimento
				judicial nesses casos, seja colhido com a devida cautela, assegurando não apenas a
				dignidade da pessoa ofendida, mas também o respeito às garantias do devido processo
				legal.</p>
			<p>A consolidação do depoimento especial como meio de proteção às crianças e aos
				adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes sexuais é reforçada pela
				jurisprudência recente do STJ. No Informativo de Jurisprudência nº 767, de 21 de
				março de 2023, a Quinta Turma destacou entendimento relevante acerca da validade do
				depoimento especial prestado por um adolescente e por uma criança em processo
				relativo a crime sexual.</p>
			<p>A controvérsia girava em torno da possível falibilidade da memória infantil. Contudo,
				constatou-se que a colheita da prova ocorreu de forma regular, em audiência
				específica, mediante decisão judicial fundamentada. A Quinta Turma entendeu que a
				produção antecipada da prova era imprescindível e irrepetível, diante da
				vulnerabilidade das vítimas e da necessidade de se evitar sua revitimização.</p>
			<p>Reafirmou-se, assim, a validade do depoimento especial e a legitimidade da produção
				antecipada da prova, conforme a legislação especial aplicável. Tal decisão
				fundamenta-se nos princípios da proteção integral previstos na Constituição Federal,
				no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em tratados internacionais, como a
				Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas, exigindo
				fundamentação concreta para assegurar os direitos da vítima e a ampla defesa.</p>
			<p>Diante desse cenário, a produção antecipada de provas por meio do depoimento
				especial, quando realizada em estrita observância aos requisitos legais e às
				garantias processuais, pode efetivar a proteção integral de crianças e adolescentes
				vítimas ou testemunhas de violência sexual. Trata-se de um mecanismo que preserva a
				dignidade e a memória dessas vítimas, além de reforçar a legitimidade do processo
				penal. Assim, a contínua aplicação do depoimento especial como forma de produção
				antecipada de provas representa um compromisso do Poder Judiciário brasileiro com a
				proteção integral infantojuvenil.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Este artigo é resultado de pesquisa desenvolvida com o apoio da Coordenação de
					Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio de bolsa
					concedida no âmbito do Programa de Demanda Social. A elaboração do trabalho
					contou com a colaboração de Ariel Sousa Santos, mestrando, e da Profa. Dra.
					Tanise Zago Thomasi, que atuaram de forma conjunta na concepção, no
					desenvolvimento, na redação e na revisão do manuscrito, contribuindo igualmente
					para a estruturação teórica apresentada.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other">
				<p>1 Introdução. 2 Aspectos jurídicos da produção antecipada de provas no processo
					penal brasileiro. 3 Valoração da palavra da vítima nos crimes de estupro de
					vulnerável: depoimento especial como instrumento de proteção de crianças e
					adolescentes. 4 Consolidação do depoimento especial de crianças e adolescentes
					vítimas ou testemunhas de crimes sexuais na jurisprudência do STJ à luz da
					produção antecipada de provas. 5 Conclusão. Referências.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>AMIN, Andréa Rodrigues <italic>et al.</italic>
					<bold>Curso de direito da criança e do adolescente:</bold> aspectos teóricos e
					práticos. São Paulo: Saraiva Educação, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>AMIN</surname>
							<given-names>Andréa Rodrigues</given-names>
						</name>
						<etal/>
					</person-group>
					<source>Curso de direito da criança e do adolescente: aspectos teóricos e
						práticos</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Saraiva Educação</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BADARÓ, Gustavo Henrique. <bold>Processo Penal</bold>. 2. ed. Rio de
					Janeiro: Elsevier, 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BADARÓ</surname>
							<given-names>Gustavo Henrique.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Processo Penal</source>
					<edition>2</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Elsevier</publisher-name>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BARRETO, Alessandro Gonçalves. <bold>Investigação digital em fontes
						abertas</bold>. Rio de Janeiro: Brasport, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARRETO</surname>
							<given-names>Alessandro Gonçalves.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Investigação digital em fontes abertas</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Brasport</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BITTENCOURT, Cezar Roberto. <bold>Código Penal comentado</bold>. 7.
					ed. São Paulo: Saraiva, 2012.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BITTENCOURT</surname>
							<given-names>Cezar Roberto.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Código Penal comentado</source>
					<edition>7</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Saraiva</publisher-name>
					<year>2012</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Recomendação n. 33, de 23 de
					novembro de 2010. Recomenda aos tribunais a criação de serviços especializados
					para escuta de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
						<bold>Diário Oficial da União</bold>, Brasília, DF, 23 nov. 2010. p. 1-3.
					Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/878"
						>https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/878</ext-link>. Acesso em: 3 fev.
					2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Conselho Nacional de Justiça. Recomendação n. 33, de 23 de
						novembro de 2010</chapter-title>
					<source>Recomenda aos tribunais a criação de serviços especializados para escuta
						de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência</source>
					<publisher-name>Diário Oficial da União</publisher-name>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<day>23</day>
					<season>nov</season>
					<year>2010</year>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>3</lpage>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/878"
							>https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/878</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 3 fev. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Resolução n. 299, de 5 de
					novembro de 2019. Dispõe sobre o sistema de garantia de direitos da criança e do
					adolescente vítima ou testemunha de violência. <bold>Diário Oficial da
						União</bold>, Brasília, DF, 5 nov. 2019. p. 1-10. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri" xlink:href="https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/3110"
						>https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/3110</ext-link>. Acesso em: 3 fev.
					2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Conselho Nacional de Justiça. Resolução n. 299, de 5 de novembro
						de 2019</chapter-title>
					<source>Dispõe sobre o sistema de garantia de direitos da criança e do
						adolescente vítima ou testemunha de violência</source>
					<publisher-name>Diário Oficial da União</publisher-name>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<day>5</day>
					<season>nov</season>
					<year>2019</year>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>10</lpage>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/3110"
							>https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/3110</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 3 fev. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
				<mixed-citation>BRASIL. <bold>Constituição da República Federativa do Brasil de
						1988</bold>. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm"
						>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<source>Constituição da República Federativa do Brasil de 1988</source>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
					<year>1988</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm"
							>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
				<mixed-citation>BRASIL. <bold>Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940</bold>.
					Código Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1940. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm"
						>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm</ext-link>.
					Acesso em: 25 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<source>Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940</source>
					<comment>Código Penal</comment>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
					<year>1940</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm"
							>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 25 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
				<mixed-citation>BRASIL. <bold>Decreto-Lei n. 3.689, de 3 de outubro de 1941</bold>.
					Código de Processo Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1941.
					Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm"
						>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm</ext-link>.
					Acesso em: 24 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<source>Decreto-Lei n. 3.689, de 3 de outubro de 1941</source>
					<comment>Código de Processo Penal</comment>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
					<year>1941</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm"
							>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 24 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B10">
				<mixed-citation>BRASIL. <bold>Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990</bold>. Dispõe
					sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília,
					DF: Presidência da República, 1990. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"
						>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm</ext-link>. Acesso em:
					26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990</chapter-title>
					<source>Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras
						providências</source>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
					<year>1990</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm"
							>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
				<mixed-citation>BRASIL. <bold>Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017</bold>.
					Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima
					ou testemunha de violência e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990
					(Estatuto da Criança e do Adolescente). Brasília, DF: Presidência da República,
					2017. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/Lei/L13431.htm"
						>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/Lei/L13431.htm</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017</chapter-title>
					<source>Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente
						vítima ou testemunha de violência e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de
						1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente)</source>
					<publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
					<publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
					<year>2017</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/Lei/L13431.htm"
							>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/Lei/L13431.htm</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B12">
				<mixed-citation>BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. <bold>AgRg no AREsp
						2507236/MT</bold>. Relator: Ministro Messod Azulay Neto. Quinta Turma.
					Julgado em: 1º abr. 2025. Publicado no DJe de 8 abr. 2025. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202304069728&amp;dt_publicacao=08/04/2025"
						>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202304069728&amp;dt_publicacao=08/04/2025</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Superior Tribunal de Justiça</article-title>
					<source>AgRg no AREsp 2507236/MT</source>
					<comment>Relator: Ministro Messod Azulay Neto. Quinta Turma</comment>
					<date-in-citation>Julgado em: 1º abr. 2025</date-in-citation>
					<date-in-citation>Publicado no DJe de 8 abr.</date-in-citation>
					<year>2025</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202304069728&amp;dt_publicacao=08/04/2025"
							>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202304069728&amp;dt_publicacao=08/04/2025</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B13">
				<mixed-citation>BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. <bold>AgRg no Habeas Corpus n.
						815125 - SC (2023/0116962-7)</bold>. Relator: Desembargador Convocado
					Jesuíno Rissato. Julgado em: 13 nov. 2023a. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301169627&amp;dt_publicacao=16/11/2023"
						>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301169627&amp;dt_publicacao=16/11/2023</ext-link>.
					Acesso em: 13 out. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Superior Tribunal de Justiça</article-title>
					<source>AgRg no Habeas Corpus n. 815125 - SC (2023/0116962-7)</source>
					<comment>Relator: Desembargador Convocado Jesuíno Rissato</comment>
					<date-in-citation>Julgado em: 13 nov.</date-in-citation>
					<year>2023a</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301169627&amp;dt_publicacao=16/11/2023"
							>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301169627&amp;dt_publicacao=16/11/2023</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 13 out. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B14">
				<mixed-citation>BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. <bold>AgRg no RHC
						180252/RN</bold>. Relator: Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Quinta
					Turma. Julgado em: 11 fev. 2025. Publicado no DJEN em 19 fev. 2025b. Disponível
					em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301419416&amp;dt_publicacao=19/02/2025"
						>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301419416&amp;dt_publicacao=19/02/2025</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Superior Tribunal de Justiça</article-title>
					<source>AgRg no RHC 180252/RN</source>
					<comment>Relator: Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Quinta Turma</comment>
					<date-in-citation>Julgado em: 11 fev. 2025.</date-in-citation>
					<date-in-citation>Publicado no DJEN em 19 fev.</date-in-citation>
					<year>2025b</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301419416&amp;dt_publicacao=19/02/2025"
							>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=202301419416&amp;dt_publicacao=19/02/2025</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B15">
				<mixed-citation>BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. <bold>Habeas Corpus n.
						412600/SP.</bold> Relatora: Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Sexta
					Turma. Julgado em: 15 mar. 2018. Publicado no DJe de 27 mar. 2018. Disponível
					em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/pesquisar.jsp?i=1&amp;b=ACOR&amp;livre=((%27HC%27.clap.+e+@num=%27412600%27)+ou+(%27HC%27+adj+%27412600%27).suce.)&amp;O=JT"
						>https://scon.stj.jus.br/SCON/pesquisar.jsp?i=1&amp;b=ACOR&amp;livre=((%27HC%27.clap.+e+@num=%27412600%27)+ou+(%27HC%27+adj+%27412600%27).suce.)&amp;O=JT</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Superior Tribunal de Justiça</article-title>
					<source>Habeas Corpus n. 412600/SP</source>
					<comment>Relatora: Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Sexta Turma</comment>
					<date-in-citation>Julgado em: 15 mar. 2018.</date-in-citation>
					<date-in-citation>Publicado no DJe de 27 mar.</date-in-citation>
					<year>2018</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/pesquisar.jsp?i=1&amp;b=ACOR&amp;livre=((%27HC%27.clap.+e+@num=%27412600%27)+ou+(%27HC%27+adj+%27412600%27).suce.)&amp;O=JT"
							>https://scon.stj.jus.br/SCON/pesquisar.jsp?i=1&amp;b=ACOR&amp;livre=((%27HC%27.clap.+e+@num=%27412600%27)+ou+(%27HC%27+adj+%27412600%27).suce.)&amp;O=JT</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B16">
				<mixed-citation>BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. <bold>Jurisprudência em
						Teses:</bold> provas no processo penal - I. Edição n. 105. Brasília, 8 jun.
					2018. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetPDFJT?edicao=105"
						>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetPDFJT?edicao=105</ext-link>. Acesso em: 26
					abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Superior Tribunal de Justiça</chapter-title>
					<source>Jurisprudência em Teses: provas no processo penal - I. Edição n.
						105</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<day>8</day>
					<season>jun</season>
					<year>2018</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://scon.stj.jus.br/SCON/GetPDFJT?edicao=105"
							>https://scon.stj.jus.br/SCON/GetPDFJT?edicao=105</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B17">
				<mixed-citation>BRITO, Jucyane Pontes de Assis. <bold>Proteção integral da criança e
						do adolescente no Brasil:</bold> um princípio em desconstrução pelo
					neoliberalismo. 2024. 233 f. Tese (Doutorado em Direito) - Universidade de
					Brasília, Brasília, 2024. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://repositorio.unb.br/handle/10482/51576"
						>https://repositorio.unb.br/handle/10482/51576</ext-link>. Acesso em: 17
					set. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BRITO</surname>
							<given-names>Jucyane Pontes de Assis.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Proteção integral da criança e do adolescente no Brasil: um princípio em
						desconstrução pelo neoliberalismo</source>
					<year>2024</year>
					<fpage>233</fpage>
					<comment>Tese (Doutorado em Direito)</comment>
					<publisher-name>Universidade de Brasília</publisher-name>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<comment>2024</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://repositorio.unb.br/handle/10482/51576"
							>https://repositorio.unb.br/handle/10482/51576</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B18">
				<mixed-citation>CAPEZ, Fernando. <bold>Curso de direito penal:</bold> parte
					especial: arts. 213 a 359-H. 16. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. v.
					3.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CAPEZ</surname>
							<given-names>Fernando.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Curso de direito penal: parte especial: arts. 213 a 359-H</source>
					<edition>16</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Saraiva Educação</publisher-name>
					<year>2018</year>
					<volume>3</volume>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B19">
				<mixed-citation>CAPEZ, Fernando. <bold>Curso de processo penal</bold>. 27. ed. São
					Paulo: Saraiva Educação, 2020.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CAPEZ</surname>
							<given-names>Fernando.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Curso de processo penal</source>
					<edition>27</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Saraiva Educação</publisher-name>
					<year>2020</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B20">
				<mixed-citation>COELHO, Camila. <bold>Abuso sexual infanto-juvenil e os direitos da
						vítima no processo penal:</bold> perspectivas brasileira e europeia. 2015.
					104 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Jurídicas) - Universidade do Vale do
					Itajaí, Itajaí, 2015. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.univali.br/Lists/TrabalhosMestrado/Attachments/1831/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20CAMILA%20COELHO.pdf"
						>https://www.univali.br/Lists/TrabalhosMestrado/Attachments/1831/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20CAMILA%20COELHO.pdf</ext-link>.
					Acesso em: 18 out. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>COELHO</surname>
							<given-names>Camila.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Abuso sexual infanto-juvenil e os direitos da vítima no processo penal:
						perspectivas brasileira e europeia</source>
					<year>2015</year>
					<fpage>104</fpage>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Ciências Jurídicas)</comment>
					<publisher-name>Universidade do Vale do Itajaí</publisher-name>
					<publisher-loc>Itajaí</publisher-loc>
					<comment>2015</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.univali.br/Lists/TrabalhosMestrado/Attachments/1831/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20CAMILA%20COELHO.pdf"
							>https://www.univali.br/Lists/TrabalhosMestrado/Attachments/1831/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20CAMILA%20COELHO.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 18 out. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B21">
				<mixed-citation>CORDEIRO, Euller Xavier. <bold>A participação da vítima no processo
						penal</bold>. 2014. 198 f. Dissertação (Mestrado em Direito) - Universidade
					Estadual Paulista, 2014. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://hdl.handle.net/11449/131852"
						>http://hdl.handle.net/11449/131852</ext-link>. Acesso em: 17 set.
					2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CORDEIRO</surname>
							<given-names>Euller Xavier.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A participação da vítima no processo penal</source>
					<year>2014</year>
					<fpage>198</fpage>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Direito)</comment>
					<publisher-name>Universidade Estadual Paulista</publisher-name>
					<comment>2014</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://hdl.handle.net/11449/131852"
							>http://hdl.handle.net/11449/131852</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B22">
				<mixed-citation>CRUZ, Rogerio Schietti. Investigação criminal, reconhecimento de
					pessoas e erros judiciais: considerações em torno da nova jurisprudência do
					Superior Tribunal de Justiça. <bold>Revista Brasileira de Direito Processual
						Penal</bold>, Porto Alegre, v. 8, p. 567-600, 2022. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/whtycHSmTnRcbKMDRCbmZpG/?lang=pt"
						>https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/whtycHSmTnRcbKMDRCbmZpG/?lang=pt</ext-link>.
					Acesso em: 17 set. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CRUZ</surname>
							<given-names>Rogerio Schietti.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Investigação criminal, reconhecimento de pessoas e erros
						judiciais: considerações em torno da nova jurisprudência do Superior
						Tribunal de Justiça</article-title>
					<source>Revista Brasileira de Direito Processual Penal</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<volume>8</volume>
					<fpage>567</fpage>
					<lpage>600</lpage>
					<year>2022</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/whtycHSmTnRcbKMDRCbmZpG/?lang=pt"
							>https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/whtycHSmTnRcbKMDRCbmZpG/?lang=pt</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B23">
				<mixed-citation>CUSTÓDIO, André Viana. Teoria da proteção integral: pressuposto para
					compreensão do direito da criança e do adolescente. <bold>Revista do
						Direito</bold>, [<italic>s. l</italic>.], v. 29, p. 22-43, 2008. Disponível
					em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://core.ac.uk/download/pdf/228498477.pdf"
						>https://core.ac.uk/download/pdf/228498477.pdf</ext-link>. Acesso em: 17
					abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CUSTÓDIO</surname>
							<given-names>André Viana.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do
						direito da criança e do adolescente</article-title>
					<source>Revista do Direito</source>
					<publisher-loc>s. l</publisher-loc>
					<volume>29</volume>
					<fpage>22</fpage>
					<lpage>43</lpage>
					<year>2008</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://core.ac.uk/download/pdf/228498477.pdf"
							>https://core.ac.uk/download/pdf/228498477.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B24">
				<mixed-citation>FARIA, Gustavo. <bold>Os poderes instrutórios do juiz no processo
						penal</bold>. Belo Horizonte: Arraes, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FARIA</surname>
							<given-names>Gustavo.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Os poderes instrutórios do juiz no processo penal</source>
					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
					<publisher-name>Arraes</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B25">
				<mixed-citation>FERNANDES, Antonio Scarance. <bold>Processo penal
						constitucional</bold>. São Paulo: RT, 2000.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FERNANDES</surname>
							<given-names>Antonio Scarance.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Processo penal constitucional</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>RT</publisher-name>
					<year>2000</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B26">
				<mixed-citation>GONZALEZ JUNIOR, Fernandes. <bold>Temas polêmicos em direito</bold>.
					Cotia, SP: Cajuína, 2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GONZALEZ</surname>
							<given-names>Fernandes</given-names>
							<suffix>JUNIOR</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<source>Temas polêmicos em direito</source>
					<publisher-loc>Cotia, SP</publisher-loc>
					<publisher-name>Cajuína</publisher-name>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B27">
				<mixed-citation>GRINOVER, Ada Pellegrini; FERNANDES, Antonio Scarance; GOMES FILHO,
					Antônio Magalhães. <bold>As nulidades no processo penal</bold>. São Paulo: Ed.
					Revista dos Tribunais, 1999.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GRINOVER</surname>
							<given-names>Ada Pellegrini</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FERNANDES</surname>
							<given-names>Antonio Scarance</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GOMES</surname>
							<given-names>Antônio Magalhães.</given-names>
							<suffix>FILHO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<source>As nulidades no processo penal</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Ed. Revista dos Tribunais</publisher-name>
					<year>1999</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B28">
				<mixed-citation>HARTMANN, Érica de Oliveira. Os sistemas de avaliação da prova e o
					processo penal brasileiro. <bold>Revista da Faculdade de Direito da Universidade
						Federal do Paraná</bold>, Curitiba, n. 39, p. 123-140,
					2003.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HARTMANN</surname>
							<given-names>Érica de Oliveira.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Os sistemas de avaliação da prova e o processo penal
						brasileiro</chapter-title>
					<source>Revista da Faculdade de Direito da Universidade Federal do
						Paraná</source>
					<publisher-loc>Curitiba</publisher-loc>
					<issue>39</issue>
					<fpage>123</fpage>
					<lpage>140</lpage>
					<year>2003</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B29">
				<mixed-citation>LEAL, Rosemiro Pereira. <bold>Teoria geral do processo: primeiros
						estudos</bold>. 10. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LEAL</surname>
							<given-names>Rosemiro Pereira.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Teoria geral do processo: primeiros estudos</source>
					<edition>10</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Forense</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B30">
				<mixed-citation>LIMA, Marcellus Polastri. <bold>Manual de Processo Penal</bold>. 2.
					ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LIMA</surname>
							<given-names>Marcellus Polastri.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Manual de Processo Penal</source>
					<edition>2</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Lumen Juris</publisher-name>
					<year>2009</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B31">
				<mixed-citation>LIMA, Renato Brasileiro de. <bold>Manual de processo penal</bold>.
					Niterói: Impetus, 2011. v. 1.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LIMA</surname>
							<given-names>Renato Brasileiro de.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Manual de processo penal</source>
					<publisher-loc>Niterói</publisher-loc>
					<publisher-name>Impetus</publisher-name>
					<year>2011</year>
					<volume>1</volume>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B32">
				<mixed-citation>LOPES JÚNIOR, Aury. <bold>Direito processual penal e sua
						conformidade constitucional</bold>. 7. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris,
					2011. v. 1.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LOPES</surname>
							<given-names>Aury</given-names>
							<suffix>JÚNIOR</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<source>Direito processual penal e sua conformidade constitucional</source>
					<edition>7</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Lumen Juris</publisher-name>
					<year>2011</year>
					<volume>1</volume>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B33">
				<mixed-citation>MANSSUR, Maria Domitila Prado. <bold>A produção do depoimento
						especial e o direito processual penal.</bold> 2025. Dissertação (Mestrado em
					Direito) - Programa de Pós-Graduação em Direito, Pontifícia Universidade
					Católica de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/44231"
						>https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/44231</ext-link>. Acesso
					em: 17 set. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MANSSUR</surname>
							<given-names>Maria Domitila Prado.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A produção do depoimento especial e o direito processual penal</source>
					<year>2025</year>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Direito)</comment>
					<publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Direito, Pontifícia Universidade
						Católica de São Paulo</publisher-name>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<comment>2025</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/44231"
							>https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/44231</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B34">
				<mixed-citation>MARQUES, Ana Amélia Fernandes. <bold>Avanços e limites do Estatuto
						da Criança e do Adolescente no Brasil:</bold> uma análise à luz dos
					princípios da prioridade absoluta e da proteção integral à criança e ao
					adolescente. 2011. Dissertação (Mestrado em Ciência Jurídica) - Universidade do
					Vale do Itajaí, Santa Catarina, 2011. Disponível em: <ext-link
						ext-link-type="uri"
						xlink:href="http://siaibib01.univali.br/pdf/Ana%20Amelia%20Fernandes%20Marques.pdf"
						>http://siaibib01.univali.br/pdf/Ana%20Amelia%20Fernandes%20Marques.pdf</ext-link>.
					Acesso em: 17 set. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MARQUES</surname>
							<given-names>Ana Amélia Fernandes.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Avanços e limites do Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil: uma
						análise à luz dos princípios da prioridade absoluta e da proteção integral à
						criança e ao adolescente</source>
					<year>2011</year>
					<comment>Dissertação (Mestrado em Ciência Jurídica)</comment>
					<publisher-name>Universidade do Vale do Itajaí</publisher-name>
					<publisher-loc>Santa Catarina</publisher-loc>
					<comment>2011</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="http://siaibib01.univali.br/pdf/Ana%20Amelia%20Fernandes%20Marques.pdf"
							>http://siaibib01.univali.br/pdf/Ana%20Amelia%20Fernandes%20Marques.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B35">
				<mixed-citation>MEDEIROS, Ivani Santos da Mata. <bold>A proibição jurisprudencial da
						produção antecipada da prova no processo penal e a proteção deficiente na
						(da) constituição</bold>. 2013. Monografia (Especialização em Direito) -
					Instituto Brasiliense de Direito Público, Brasília, 2013. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://repositorio.idp.edu.br/handle/123456789/1343"
						>https://repositorio.idp.edu.br/handle/123456789/1343</ext-link>. Acesso em:
					17 set. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MEDEIROS</surname>
							<given-names>Ivani Santos da Mata.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A proibição jurisprudencial da produção antecipada da prova no processo
						penal e a proteção deficiente na (da) constituição</source>
					<year>2013</year>
					<comment>Monografia (Especialização em Direito)</comment>
					<publisher-name>Instituto Brasiliense de Direito Público</publisher-name>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<comment>2013</comment>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://repositorio.idp.edu.br/handle/123456789/1343"
							>https://repositorio.idp.edu.br/handle/123456789/1343</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B36">
				<mixed-citation>MORAIS, Ana Radig Denne Lobão; BRITO FILHO, José Claudio Monteiro
					de. O atendimento de crianças e adolescentes com deficiência vítimas de
					violências no Sistema de Garantia de Direitos. <bold>Revista Cidadania e Acesso
						à Justiça</bold>, [<italic>s. l</italic>.], v. 5, n. 1, 2019. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://core.ac.uk/download/pdf/232939851.pdf"
						>https://core.ac.uk/download/pdf/232939851.pdf</ext-link>. Acesso em: 20
					abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MORAIS</surname>
							<given-names>Ana Radig Denne Lobão</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BRITO</surname>
							<given-names>José Claudio Monteiro de.</given-names>
							<suffix>FILHO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O atendimento de crianças e adolescentes com deficiência vítimas
						de violências no Sistema de Garantia de Direitos</article-title>
					<source>Revista Cidadania e Acesso à Justiça</source>
					<publisher-loc>s. l</publisher-loc>
					<volume>5</volume>
					<issue>1</issue>
					<year>2019</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://core.ac.uk/download/pdf/232939851.pdf"
							>https://core.ac.uk/download/pdf/232939851.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 20 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B37">
				<mixed-citation>NUCCI, Guilherme de Souza. <bold>Código de Processo Penal
						comentado</bold>. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014a.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>NUCCI</surname>
							<given-names>Guilherme de Souza.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Código de Processo Penal comentado</source>
					<edition>13</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Forense,</publisher-name>
					<year>2014a</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B38">
				<mixed-citation>NUCCI, Guilherme de Souza. <bold>Leis penais e processuais penais
						comentadas</bold>. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014b.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>NUCCI</surname>
							<given-names>Guilherme de Souza.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Leis penais e processuais penais comentadas</source>
					<edition>8</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Forense,</publisher-name>
					<year>2014b</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B39">
				<mixed-citation>OLIVEIRA, Assis da Costa. Os direitos de crianças, adolescentes e
					jovens nas constituições estaduais brasileiras: análise comparativa à luz da
					doutrina da proteção integral. <bold>Pensar: Revista de Ciências
						Jurídicas</bold>, Fortaleza, v. 27, n. 2, p. 16, 2022. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://ojs.unifor.br/rpen/article/view/11736"
						>https://ojs.unifor.br/rpen/article/view/11736</ext-link>. Acesso em: 5 maio
					2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>OLIVEIRA</surname>
							<given-names>Assis da Costa.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Os direitos de crianças, adolescentes e jovens nas constituições
						estaduais brasileiras: análise comparativa à luz da doutrina da proteção
						integral</article-title>
					<source>Pensar: Revista de Ciências Jurídicas, Fortaleza</source>
					<volume>27</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>16</fpage>
					<year>2022</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://ojs.unifor.br/rpen/article/view/11736"
							>https://ojs.unifor.br/rpen/article/view/11736</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 5 maio 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B40">
				<mixed-citation>ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. <bold>Convenção sobre os Direitos da
						Criança</bold>. Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de
					novembro de 1989. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.unicef.org/brazil/convencao-sobre-os-direitos-da-crianca"
						>https://www.unicef.org/brazil/convencao-sobre-os-direitos-da-crianca</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS</collab>
					</person-group>
					<article-title>Convenção sobre os Direitos da Criança</article-title>
					<source>Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de novembro
						de</source>
					<year>1989</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.unicef.org/brazil/convencao-sobre-os-direitos-da-crianca"
							>https://www.unicef.org/brazil/convencao-sobre-os-direitos-da-crianca</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B41">
				<mixed-citation>PELUSO, Vinicius de Toledo Piza. Revelia e a produção antecipada da
					prova testemunhal no processo penal (art. 366 do CPP). <bold>Revista Brasileira
						de Ciências Criminais</bold>, São Paulo, v. 16, n. 72, p. 186-205, maio/jun.
					2008.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PELUSO</surname>
							<given-names>Vinicius de Toledo Piza.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Revelia e a produção antecipada da prova testemunhal no processo
						penal (art. 366 do CPP)</article-title>
					<source>Revista Brasileira de Ciências Criminais</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<volume>16</volume>
					<issue>72</issue>
					<fpage>186</fpage>
					<lpage>205</lpage>
					<season>maio/jun</season>
					<year>2008</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B42">
				<mixed-citation>PIERI, Rhannele Silva de; OLIVEIRA, Willian Jassie Araújo;
					VASCONCELOS, Priscila Elise Alves. Estupro de vulnerável: a palavra da vítima e
					os riscos da condenação. <bold>Revista Jurídica Direito, Sociedade e
						Justiça</bold>, [<italic>s. l</italic>.], v. 5, n. 6, 2018. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://periodicosonline.uems.br/index.php/RJDSJ/article/view/2297"
						>https://periodicosonline.uems.br/index.php/RJDSJ/article/view/2297</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PIERI</surname>
							<given-names>Rhannele Silva de</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>OLIVEIRA</surname>
							<given-names>Willian Jassie Araújo</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>VASCONCELOS</surname>
							<given-names>Priscila Elise Alves.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Estupro de vulnerável: a palavra da vítima e os riscos da
						condenação</article-title>
					<source>Revista Jurídica Direito, Sociedade e Justiça</source>
					<publisher-loc>s. l</publisher-loc>
					<volume>5</volume>
					<issue>6</issue>
					<year>2018</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://periodicosonline.uems.br/index.php/RJDSJ/article/view/2297"
							>https://periodicosonline.uems.br/index.php/RJDSJ/article/view/2297</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B43">
				<mixed-citation>PRADO, Luiz Regis. <bold>Curso de Direito Penal Brasileiro:</bold>
					parte especial: arts. 121 a 249. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
					v. 2.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PRADO</surname>
							<given-names>Luiz Regis.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Curso de Direito Penal Brasileiro: parte especial: arts. 121 a
						249</source>
					<edition>9</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Revista dos Tribunais</publisher-name>
					<year>2011</year>
					<volume>2</volume>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B44">
				<mixed-citation>RANGEL, Paulo. <bold>Direito processual penal</bold>. 18. ed. Rio de
					Janeiro: Lumen Juris, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>RANGEL</surname>
							<given-names>Paulo.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Direito processual penal</source>
					<edition>18</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Lumen Juris</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B45">
				<mixed-citation>RODRIGUES, Lana Pinto. Análise da caracterização do crime de
					exploração sexual de menores à luz da jurisprudência do Superior STJ.
						<bold>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação</bold>,
						[<italic>s. l</italic>.], v. 9, n. 5, p. 4197-4212, 2023. Disponível em:
						<ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/10253"
						>https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/10253</ext-link>. Acesso
					em: 17 set. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>RODRIGUES</surname>
							<given-names>Lana Pinto.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Análise da caracterização do crime de exploração sexual de
						menores à luz da jurisprudência do Superior STJ</article-title>
					<source>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação</source>
					<publisher-loc>s. l</publisher-loc>
					<volume>9</volume>
					<issue>5</issue>
					<fpage>4197</fpage>
					<lpage>4212</lpage>
					<year>2023</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/10253"
							>https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/10253</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 17 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B46">
				<mixed-citation>ROSSATO, Luciano Alves; LÉPORE, Paulo Eduardo; CUNHA, Rogério
					Sanches. <bold>Estatuto da Criança e do Adolescente:</bold> Lei n. 8.069/90 -
					comentado artigo por artigo. 11. ed. São Paulo: Saraiva Educação,
					2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ROSSATO</surname>
							<given-names>Luciano Alves</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>LÉPORE</surname>
							<given-names>Paulo Eduardo</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CUNHA</surname>
							<given-names>Rogério Sanches.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Estatuto da Criança e do Adolescente: Lei n. 8.069/90 - comentado artigo
						por artigo</source>
					<edition>11</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Saraiva Educação</publisher-name>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B47">
				<mixed-citation>SILVA, Alequilia Felipe da; BARBOSA, Igor de Andrade. O valor
					probatório da palavra da vítima na condenação do crime de estupro.
						<bold>Humanidades &amp; Inovação</bold>, [<italic>s. l</italic>.], v. 7, n.
					19, p. 302-311, 2020. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/2761"
						>https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/2761</ext-link>.
					Acesso em: 26 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>Alequilia Felipe da</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BARBOSA</surname>
							<given-names>Igor de Andrade.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O valor probatório da palavra da vítima na condenação do crime de
						estupro</article-title>
					<source>Humanidades &amp; Inovação</source>
					<publisher-loc>s. l</publisher-loc>
					<volume>7</volume>
					<issue>19</issue>
					<fpage>302</fpage>
					<lpage>311</lpage>
					<year>2020</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/2761"
							>https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/2761</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 26 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B48">
				<mixed-citation>SOUZA, Hellen Luana de; AYROSA, João Pedro Barione. O que existe
					além da palavra da vítima? A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça
					sobre a prova em crimes sexuais. <bold>Revista Brasileira de Direito Processual
						Penal</bold>, [<italic>s. l.</italic>], v. 9, n. 3, p. 1421-1450, 2023.
					Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/Vy6PYXXvpVLyN8rq3tfxV8K/"
						>https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/Vy6PYXXvpVLyN8rq3tfxV8K/</ext-link>. Acesso
					em: 25 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOUZA</surname>
							<given-names>Hellen Luana de</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>AYROSA</surname>
							<given-names>João Pedro Barione.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O que existe além da palavra da vítima? A jurisprudência do
						Superior Tribunal de Justiça sobre a prova em crimes sexuais</article-title>
					<source>Revista Brasileira de Direito Processual Penal</source>
					<publisher-loc>s. l</publisher-loc>
					<volume>9</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>1421</fpage>
					<lpage>1450</lpage>
					<year>2023</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
							xlink:href="https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/Vy6PYXXvpVLyN8rq3tfxV8K/"
							>https://www.scielo.br/j/rbdpp/a/Vy6PYXXvpVLyN8rq3tfxV8K/</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 25 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B49">
				<mixed-citation>VERONESE, Josiane Rose Petry. Humanismo e infância: a superação do
					paradigma da negação do sujeito. <italic>In:</italic> MEZZAROBA, Orides (org.).
						<bold>Humanismo Latino e Estado no Brasil</bold>. Florianópolis: Fundação
					Boiteux; Treviso: Fondazione Cassamarca, 2003. p. 421-452.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>VERONESE</surname>
							<given-names>Josiane Rose Petry.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Humanismo e infância: a superação do paradigma da negação do
						sujeito</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>MEZZAROBA</surname>
							<given-names>Orides</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Humanismo Latino e Estado no Brasil</source>
					<publisher-loc>Florianópolis</publisher-loc>
					<publisher-name>Fundação Boiteux</publisher-name>
					<publisher-loc>Treviso</publisher-loc>
					<publisher-name>Fondazione Cassamarca</publisher-name>
					<year>2003</year>
					<fpage>421</fpage>
					<lpage>452</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B50">
				<mixed-citation>WENDT, Emerson; NOGUEIRA JORGE, Higor Vinicius. <bold>Crimes
						cibernéticos:</bold> ameaças e procedimentos de investigação. 2. ed. Rio de
					Janeiro: Brasport, 2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>WENDT</surname>
							<given-names>Emerson</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>NOGUEIRA JORGE</surname>
							<given-names>Higor Vinicius.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Crimes cibernéticos: ameaças e procedimentos de investigação</source>
					<edition>2</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Brasport</publisher-name>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
</article>
