<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"
    article-type="research-article" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt">
    <front>
        <journal-meta>
            <journal-id journal-id-type="publisher-id">oj</journal-id>
            <journal-title-group>
                <journal-title>Revista Opinião Jurídica</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">R. Opin. Jur.</abbrev-journal-title>
            </journal-title-group>
            <issn pub-type="ppub">1806-0420</issn>
            <issn pub-type="epub">2447-6641</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Centro Universitário Christus</publisher-name>
            </publisher>
        </journal-meta>
        <article-meta>
            <article-id pub-id-type="doi">10.12662/2447-6641oj.v24i45.5888.pe5888.2026</article-id>
            <article-categories>
                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigos</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>EDUCAÇÃO 4.0: A (IN)OBSERVÂNCIA DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO PADRÃO
                    DE QUALIDADE DO ENSINO<sup><xref ref-type="fn" rid="fn1"
                    >1</xref></sup></article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>EDUCATION 4.0: (IN)OBSERVANCE OF THE CONSTITUTIONAL GUARANTEE OF
                        QUALITY STANDARDS IN EDUCATION</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>EDUCACIÓN 4.0: (IN)CUMPLIMIENTO DE LA GARANTÍA CONSTITUCIONAL DE
                        ESTÁNDARES DE CALIDAD EN EDUCACIÓN</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0001-4539-9161</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Ferreira</surname>
                        <given-names>Milena Barbosa Pereira</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-2887-5733</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Rodrigues</surname>
                        <given-names>Horácio Wanderlei</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref>
                </contrib>
            </contrib-group>
            <aff id="aff1">
                <label>*</label>
                <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande
                    (FURG)</institution>
                <addr-line>
                    <city>Rio Grande</city>
                    <state>RS</state>
                </addr-line>
                <country country="BR">BR</country>
                <email>milenabpferreira@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Mestra em Direito e Justiça Social pela
                    Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Especialista em Direito
                    Administrativo e Gestão Pública pela Fundação Escola Superior do Ministério
                    Público. Bacharel em Direito pela Universidade Franciscana (UFN). Advogada. Rio
                    Grande, RS, BR.</institution>
            </aff>
            <aff id="aff2">
                <label>**</label>
                <institution content-type="orgname">Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento
                    Científico e Tecnológico (CNPq)</institution>
                <addr-line>
                    <city>Rio Grande</city>
                    <state>RS</state>
                </addr-line>
                <country country="BR">BR</country>
                <email>horaciowr@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Doutor e Mestre em Direito pela UFSC.
                    Especialista em Metodologia do Ensino do Direito pela UNISC. Estágios de
                    Pós-Doutorado em Filosofia/UNISINOS e em Educação/UFRGS. Professor Visitante do
                    PPGDJS/FURG. Professor Titular (aposentado) do DIR/UFSC. Sócio fundador do
                    Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI) e da
                    Associação Brasileira de Ensino do Direito (ABEDi). Membro do Instituto
                    Iberomericano de Derecho Procesal (IIDP). Bolsista de Produtividade em Pesquisa
                    do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Rio
                    Grande, RS, BR.</institution>
            </aff>
            <author-notes>
                <fn fn-type="edited-by">
                    <p>Editora responsável: Profa. Dra. Fayga Bedê</p>
                    <p><ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://orcid.org/0000-0001-6444-2631"
                            >https://orcid.org/0000-0001-6444-2631</ext-link></p>
                </fn>
            </author-notes>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
                <day>07</day>
                <month>07</month>
                <year>2026</year>
            </pub-date>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">
                <season>Jan-Dec</season>
                <year>2026</year>
            </pub-date>
            <volume>24</volume>
            <issue>45</issue>
            <elocation-id>e5888</elocation-id>
            <history>
                <date date-type="received">
                    <day>09</day>
                    <month>06</month>
                    <year>2025</year>
                </date>
                <date date-type="accepted">
                    <day>14</day>
                    <month>05</month>
                    <year>2026</year>
                </date>
            </history>
            <permissions>
                <license license-type="open-access"
                    xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>RESUMO</title>
                <sec>
                    <title>Contextualização:</title>
                    <p>O presente artigo apresenta aspectos da Educação 4.0 com ênfase na ausência
                        de regulamentação legal sobre o tema no cenário brasileiro e as suas
                        possíveis implicações na qualidade do ensino.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Objetivo:</title>
                    <p>Objetiva-se identificar possíveis desafios da Educação 4.0 no que tange ao
                        padrão de qualidade do ensino previsto constitucionalmente.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Método:</title>
                    <p>A metodologia deste estudo é de natureza exploratória, com utilização de
                        método indutivo e técnica de pesquisa bibliográfica. Para tanto,
                        sequencialmente, apresenta-se breve contextualização histórica sobre o tema;
                        analisa-se a existência de menções às transformações digitais nas principais
                        legislações federais no âmbito educacional, tais como a Lei de Diretrizes e
                        Bases da Educação Nacional, a Base Nacional Comum Curricular e o Plano
                        Nacional de Educação; conceitua-se a garantia constitucional de padrão de
                        qualidade de ensino e sua relação com desafios preexistentes no contexto
                        educacional brasileiro.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Resultados:</title>
                    <p>Identifica-se a ausência de diretrizes nacionais sobre a Educação 4.0, a
                        insuficiência da infraestrutura tecnológica, bem como a carência na formação
                        de docentes adequadamente preparados.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Conclusões:</title>
                    <p>Em sede de conclusão, tem-se que a ausência de diretrizes nacionais sobre a
                        implantação de conceitos e técnicas afeitas à Educação 4.0, assim como
                        investimentos insuficientes em infraestrutura tecnológica e formação de
                        professores obstaculiza suas potencialidades na formação de estudantes no
                        Brasil.</p>
                </sec>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>ABSTRACT</title>
                <sec>
                    <title>Contextualization:</title>
                    <p>This article presents aspects of Education 4.0 with emphasis on the lack of
                        legal regulation on the subject in the Brazilian scenario and its possible
                        implications for the quality of education.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Objective:</title>
                    <p>The aim is to identify possible challenges of Education 4.0 regarding the
                        quality standard of education provided for in the Constitution.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Method:</title>
                    <p>Based on exploratory research, using an inductive method and bibliographic
                        research technique. To this end, a brief historical contextualization of the
                        subject is presented sequentially; the existence of references to digital
                        transformations in the main federal legislations in the educational field,
                        such as the Law of Guidelines and Bases of National Education, the Common
                        National Curricular Base and the National Education Plan, is analyzed; the
                        constitutional guarantee of a quality standard of education and its
                        relationship with preexisting challenges in the Brazilian educational
                        context are conceptualized.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Results:</title>
                    <p>The absence of national guidelines on Education 4.0, the insufficiency of
                        technological infrastructure and the lack of training of adequately prepared
                        teachers are identified.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Conclusions:</title>
                    <p>In conclusion, the lack of national guidelines on the implementation of
                        concepts and techniques related to Education 4.0, as well as insufficient
                        investment in technological infrastructure and teacher training, hinders its
                        potential in the education of students in Brazil.</p>
                </sec>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>RESUMEN</title>
                <sec>
                    <title>Contextualización:</title>
                    <p>Este artículo presenta aspectos de la Educación 4.0 con énfasis en la falta
                        de regulación legal sobre el tema en el escenario brasileño y sus posibles
                        implicaciones para la calidad de la educación.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Objetivo:</title>
                    <p>Se pretende identificar los posibles desafíos de la Educación 4.0 respecto al
                        estándar de calidad educativa previsto en la Constitución.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Método:</title>
                    <p>Basado en investigación exploratoria, utilizando el método inductivo y la
                        técnica de investigación bibliográfica. Para ello se presenta
                        secuencialmente una breve contextualización histórica del tema; Se analiza
                        la existencia de referencias a las transformaciones digitales en las
                        principales legislaciones federales en el ámbito educativo, como la Ley de
                        Directrices y Bases de la Educación Nacional, la Base Curricular Nacional
                        Común y el Plan Nacional de Educación; Se conceptualiza la garantía
                        constitucional de un estándar de calidad de la educación y su relación con
                        los desafíos preexistentes en el contexto educativo brasileño.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Resultados:</title>
                    <p>Se identificó la ausencia de lineamientos nacionales sobre Educación 4.0, la
                        insuficiencia de infraestructura tecnológica y la falta de formación de
                        docentes adecuadamente preparados.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>Conclusiones:</title>
                    <p>En conclusión, queda claro que la falta de directrices nacionales sobre la
                        implementación de conceptos y técnicas relacionados con la Educación 4.0,
                        así como las insuficientes inversiones en infraestructura tecnológica y
                        formación docente, obstaculizan su potencial en la educación de los
                        estudiantes en Brasil.</p>
                </sec>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>educação 4.0</kwd>
                <kwd>educação brasileira</kwd>
                <kwd>infraestrutura tecnológica</kwd>
                <kwd>formação docente</kwd>
                <kwd>garantia constitucional de qualidade do ensino</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>education 4.0</kwd>
                <kwd>Brazilian education</kwd>
                <kwd>technological infrastructure</kwd>
                <kwd>teacher training</kwd>
                <kwd>constitutional guarantee of quality in education</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>educación 4.0</kwd>
                <kwd>Educación brasileña</kwd>
                <kwd>infraestructura tecnológica</kwd>
                <kwd>formación de profesores</kwd>
                <kwd>garantía constitucional de calidad en la educación</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>1 INTRODUÇÃO</title>
            <p>O avanço tecnológico das últimas décadas desencadeou profundas mudanças nos métodos
                educacionais, culminando na chamada Educação 4.0. Esse conceito, que incorpora
                tecnologias digitais e visa ao desenvolvimento de competências alinhadas às
                exigências contemporâneas, propõe um modelo de ensino centrado no protagonismo do
                estudante, que passa a atuar como agente de sua própria aprendizagem. O educador,
                por sua vez, adota o papel de facilitador, guiando o aluno no uso crítico e criativo
                das ferramentas digitais disponíveis.</p>
            <p>No Brasil, a implementação da Educação 4.0 encontra obstáculos significativos,
                particularmente em virtude da ausência de regulamentação específica que integre
                essas novas metodologias ao sistema educacional. As principais normas nacionais,
                como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a Base Nacional Comum
                Curricular, embora reconheçam a importância da inovação tecnológica na educação, não
                oferecem diretrizes concretas para a adoção de práticas próprias da Educação 4.0,
                como o ensino híbrido e o uso de inteligência artificial. A falta de normativas
                claras contribui para uma disparidade na qualidade da educação oferecida,
                especialmente em regiões menos favorecidas, onde a carência de infraestrutura
                adequada limita o acesso a essas inovações.</p>
            <p>Além da fragilidade normativa, o desenvolvimento da Educação 4.0 no Brasil enfrenta a
                realidade de desigualdades socioeconômicas que dificultam a implementação equitativa
                desse modelo. A pandemia da COVID-19 evidenciou as limitações estruturais do sistema
                educacional, expondo o despreparo de muitas instituições, especialmente as públicas,
                para migrar para o ensino remoto. Essa disparidade se reflete tanto na carência de
                recursos tecnológicos quanto na falta de formação adequada dos professores para a
                utilização das novas ferramentas digitais, intensificando a desigualdade de
                oportunidades entre estudantes de diferentes origens socioeconômicas.</p>
            <p>Diante desse cenário, o presente artigo investiga desafios para a consolidação da
                Educação 4.0 no Brasil, analisando as lacunas regulatórias e estruturais que
                comprometem a garantia de um padrão constitucional de qualidade no ensino. Por meio
                de uma pesquisa exploratória, este estudo examina as implicações da ausência de
                diretrizes nacionais para o uso de tecnologias educacionais e discute a necessidade
                de políticas públicas coordenadas que assegurem condições equitativas para a
                implementação efetiva da Educação 4.0 em todo o território nacional.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>2 TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E EDUCAÇÃO 4.0 NO BRASIL: BREVE CONTEXTO
                HISTÓRICO</title>
            <p>Historicamente, as formas, as metodologias e os objetivos relacionados à educação
                passam por um processo evolutivo paralelo e conexo às transformações das Eras
                Industriais. Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B11">Leonel <italic>et al.</italic>
                    (2022)</xref>, a Era 1.0 se destacou pela presença do educador como figura
                central, sendo a aprendizagem predominantemente focada em ensinar leitura, escrita,
                aritmética, gramática, retórica e dialética em um contexto marcado pela produção
                mecanizada típica da primeira Revolução Industrial. Já na Era 2.0, marcada pela
                segunda Revolução Industrial, destacam-se as metodologias educacionais voltadas à
                padronização e à memorização, tendo em vista as exigências do modelo produtivo da
                época, cuja produção era marcada por se dar em larga escala.</p>
            <p>Na Era 3.0, a educação passou a ser voltada à formação de indivíduos capacitados a
                atuar em contexto social aliado às novas tecnologias desenvolvidas com a finalidade
                de estimular os estudantes a desenvolverem autonomia, criatividade, flexibilidade e
                habilidades de pesquisa, em resposta às novas exigências do mercado de trabalho.
                Essa mudança ocorre durante a chamada “revolução digital”, na qual houve grande
                desenvolvimento da eletrônica, da automação, dos computadores, além da transformação
                da informação em matéria-prima (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Rodrigues; Bechara;
                    Grubba, 2020</xref>).</p>
            <p>Por fim, na denominada “indústria 4.0”, os sistemas cibernéticos ganham mais espaço
                na vida humana. A Educação 4.0 pressupõe intrínseca conexão ao digital e se
                caracteriza pela convicção de horizontalidade do acesso à informação. Acerca da
                informação nesse contexto, <xref ref-type="bibr" rid="B16">Rodrigues, Bechara e
                    Grubba (2020)</xref> dispõem que ela se soma a outros fatores importantes, como
                a complexidade e a globalização, razão pela qual iniciativas de conhecimento
                compartilhado se destacam.</p>
            <p>Nesse contexto, a sociedade da informação e a sociedade do conhecimento aparecem como
                conceitos relacionados, mas com características distintas, que influenciam de
                maneira significativa o cenário educacional contemporâneo. A sociedade da informação
                é caracterizada por viver em constante mudança, impulsionada pela rápida
                disseminação e pelo avanço contínuo das Tecnologias da Informação e Comunicação
                (TIC). Essa sociedade se define pela ampla acessibilidade e propagação instantânea
                de informações, fluxo que ocorre de forma ágil, o que condiciona a facilidade do
                compartilhamento imediato de dados (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Weiss,
                    2019</xref>).</p>
            <p>Em contrapartida, a sociedade do conhecimento ultrapassa a disseminação de
                informações e destaca a capacidade de transformar esses dados em conhecimento
                relevante e aplicável. Esse conceito privilegia o desenvolvimento de competências
                avançadas, como a criação de novos saberes, a inovação tecnológica e social e a
                solução eficaz de problemas. Além disso, a sociedade do conhecimento visa a promover
                o desenvolvimento humano sustentável e busca reduzir desigualdades (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B21">Weiss, 2019</xref>).</p>
            <p>Assim, no âmbito da Educação 4.0, faz-se necessária a transição da mera
                disponibilização de informações para a construção de conhecimentos relevantes,
                capazes de contribuir para o desenvolvimento integral dos indivíduos e para a
                transformação social. Na sociedade do conhecimento, o educador passa a ocupar o
                papel de orquestrar as múltiplas informações disponíveis, e o educando torna-se o
                ator, de forma a tomar espaço de autor do conhecimento por meio da pesquisa e do
                desenvolvimento de competências e habilidades que correspondam às necessidades da
                sociedade atual (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Leonel <italic>et al.</italic>,
                    2022</xref>).</p>
            <p>Todavia, a rapidez na geração de informações e a constante inovação podem trazer
                incertezas aos atores sobre quais competências devem ser desenvolvidas para atender
                às necessidades do mercado de trabalho. Para <xref ref-type="bibr" rid="B1">Barbosa
                    (2020)</xref>, além das habilidades técnicas, os profissionais precisam ter
                habilidades socioemocionais, como resiliência, inteligência emocional, empatia e
                habilidades de comunicação. Por conseguinte, na Educação 4.0 é necessário que os
                educandos tenham a capacidade de utilizar os recursos tecnológicos disponíveis,
                realizar análises e diagnósticos abrangentes em situações problemáticas, planejar
                intervenções adequadas e atuar de forma flexível, sensível e criativa.</p>
            <p>Cabe ao educador contribuir para que o educando desenvolva essas competências
                técnicas e comportamentais de maneira interligada aos conteúdos e à complexidade dos
                fenômenos da Era Digital. A inovação pedagógica trazida pela Educação 4.0 favorece o
                compartilhamento das informações, a cooperação, a autonomia e a autorregulação,
                razão pela qual podem ser alcançados melhores resultados não apenas no âmbito
                acadêmico, mas também nas relações pessoais, habilidades socioemocionais, entre
                outros (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Leonel <italic>et al.</italic>,
                2022</xref>).</p>
            <p>No contexto nacional, é imprescindível reconhecer que a implementação da Educação 4.0
                ocorre em um cenário marcado por profundas desigualdades sociais e econômicas, que
                refletem diretamente nas instituições de ensino e no acesso à tecnologia.</p>
            <p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil apresenta
                um dos maiores índices de desigualdade do mundo, o que se traduz em diferentes
                realidades educacionais.</p>
            <p>As escolas localizadas em áreas urbanas mais desenvolvidas possuem acesso a recursos
                tecnológicos e metodológicos que facilitam a implementação da Educação 4.0, enquanto
                aquelas em regiões periféricas enfrentam dificuldades significativas, como a falta
                de infraestrutura e de formação de professores para a utilização das novas
                ferramentas digitais (<xref ref-type="bibr" rid="B10">IBGE, 2021</xref>).</p>
            <p>A pandemia da Covid-19 revelou e intensificou diversos desafios no sistema
                educacional brasileiro, especialmente no que diz respeito à implementação do Ensino
                Remoto Emergencial (ERE). A adoção repentina de aulas a distância como medida
                alternativa para garantir a continuidade das atividades escolares evidenciou a
                precariedade das condições estruturais e a falta de preparo de professores para
                trabalhar com essa modalidade de ensino. Como afirma <xref ref-type="bibr" rid="B12"
                    >Magalhães (2021</xref>, p. 1265):</p>
            <disp-quote>
                <p>Fato é que a EAD e outras formas de ensino remoto mediadas por plataformas
                    tecnológicas, aplicativos de celulares, rádio e televisão vêm sendo incentivadas
                    pelas três esferas de governo, muitas vezes à revelia da legislação educacional
                    vigente no país, e adotadas em larga escala, principalmente na rede privada de
                    ensino. Esse processo, desencadeado em meio a uma pandemia, além de maximizar a
                    exploração dos professores e jogar sobre eles grande parte do ônus causado pelo
                    fechamento das escolas, também tem contribuído para descortinar as diferentes
                    realidades em que vivem os estudantes brasileiros e de que modo elas afetam seu
                    direito constitucional à educação.</p>
            </disp-quote>
            <p>Assim, o Ensino Remoto Emergencial (ERE) durante a pandemia da Covid-19 trouxe uma
                série de desafios tanto para professores quanto para alunos em diversos níveis de
                ensino no Brasil. Conforme referem <xref ref-type="bibr" rid="B17">Rodrigues e
                    Birnfeld (2022)</xref>, no âmbito da educação superior, o texto da Portaria MEC
                n. 544/2020 autorizou a substituição de atividades presenciais por remotas de forma
                ampla, porém, após o retorno às atividades presenciais, faz-se necessária análise
                das possibilidades de utilização do ensino remoto em cursos presenciais. Embora a
                educação a distância, no ensino superior, seja aplicada no Brasil há muitos anos, as
                experiências de aprendizagem <italic>on-line</italic> planejadas não se assemelham
                às aulas <italic>on-line</italic> ocorridas em contexto de crise.</p>
            <p>Na educação básica, na qual a adoção do ensino remoto decorreu da situação
                emergencial provocada pela pandemia, as dificuldades são ainda maiores. A
                Constituição brasileira traz a disposição acerca de que educar é garantir aos jovens
                o seu pleno desenvolvimento a partir de “igualdade de condições para o acesso e a
                permanência na escola” (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 1988</xref>).
                Contudo, deve ser reconhecida a dificuldade de cumprimento da proposição diante da
                desigualdade de condições de acesso à educação no Brasil, especialmente ao comparar
                as escolas públicas com as privadas, bem como a educação básica com a educação
                superior. Nesse sentido:</p>
            <disp-quote>
                <p>De acordo com o Instituto Trata Brasil, que se baseia em dados do Sistema
                    Nacional de Informações sobre Saneamento, 35 milhões de brasileiros não têm
                    acesso à água tratada (Água, s.d.) e outros 100 milhões vivem em locais sem
                    coleta e tratamento de esgoto (Esgoto, s.d.). No que concerne ao uso de
                    diferentes tecnologias nos domicílios brasileiros, a pesquisa TIC Domicílios
                    2018 apontou que 30% das residências do país não têm acesso à internet,
                    porcentagem que sobe para 50% se considerarmos as áreas rurais. O estudo mostrou
                    também que entre as classes D e E, 85% se conectam à internet exclusivamente
                    pelo celular, 2% apenas pelo computador e 13% por ambos os dispositivos
                    (Pesquisa..., 2019). Os números não deixam dúvidas sobre quais parcelas da
                    sociedade brasileira têm condições de acompanhar as atividades pedagógicas
                    digitais, caso políticas públicas que tenham como objetivo a universalização do
                    acesso à internet não sejam colocadas em prática (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B12">Magalhães, 2021</xref>, p. 1265).</p>
            </disp-quote>
            <p>A Educação 4.0 demanda educação relacionada à transformação digital. Todavia, a
                internalização desse sistema no Brasil é extremamente fragilizada pela desigualdade
                de condições socioeconômicas da população.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>3 EDUCAÇÃO 4.0 E DIRETRIZES EDUCACIONAIS: DESAFIOS E INEXISTÊNCIA DE MARCO
                NORMATIVO NO CONTEXTO BRASILEIRO</title>
            <p>O direito à educação encontra respaldo em diversos instrumentos normativos
                internacionais que estabelecem parâmetros essenciais para garantir que o ensino seja
                acessível, inclusivo e de qualidade. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos,
                consta que toda pessoa tem direito à educação gratuita e de qualidade, com o
                objetivo de promover o desenvolvimento pleno da personalidade humana e o
                fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais. Além
                disso, determina que a educação deve ser orientada para o desenvolvimento integral
                do ser humano e para a promoção da compreensão, da tolerância e da amizade entre
                todos os grupos humanos (<xref ref-type="bibr" rid="B15">ONU, 1948</xref>).</p>
            <p>O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), de
                1966 – aprovado no Congresso Nacional em 1991, cuja entrada em vigor se deu em 1992
                – reforça o compromisso dos Estados signatários em assegurar que a educação seja
                direcionada para o pleno desenvolvimento da personalidade humana e do senso de sua
                dignidade, além de possibilitar a participação efetiva de todas as pessoas em uma
                sociedade livre (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, 1992</xref>). Esse
                instrumento normativo estabelece ainda que a educação deve ser acessível a todos,
                sem discriminação, o que inclui o dever dos Estados em promover condições que
                possibilitem o acesso de todos.</p>
            <p>O compromisso estabelecido pelo Estado brasileiro no PIDESC vai ao encontro da
                previsão da norma constitucional prevista no art. 205, que estabelece a educação
                como um direito de todos, mas não somente isso. Na norma, é estabelecido o dever do
                Estado, da sociedade e da família para sua promoção (<xref ref-type="bibr" rid="B3"
                    >Brasil, 1988</xref>). A determinação da educação como um dever de todos tem
                como objetivo o desenvolvimento pleno do indivíduo, de forma que também é voltada à
                preparação do ser social ao exercício da cidadania.</p>
            <p>Nesse contexto, o conceito constitucional de educação extrapola o aprendizado de
                conteúdos programáticos e abrange o desenvolvimento integral do indivíduo. Apesar de
                estabelecer princípios gerais, as normas infraconstitucionais não abordam questões
                específicas sobre a implementação de tecnologias no âmbito educacional. No Plano
                Nacional de Educação (PNE), é dada ênfase à necessidade da inclusão digital e da
                formação de professores nesse sentido (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil,
                    2001</xref>). Embora no PNE seja reconhecida a importância das tecnologias no
                processo educativo, não são apresentadas diretrizes sobre a adoção de metodologias
                próprias da Educação 4.0, como a aprendizagem híbrida e o uso de inteligência
                artificial.</p>
            <p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B8">Echalar, Lima e Oliveira (2020)</xref>,
                apesar de o PNE constituir-se em uma referência para as políticas e as ações do
                Estado ao longo de dez anos, um guia das ações estatais, o documento não traduz
                inteiramente o conjunto das deliberações aprovadas na Conferência Nacional de
                Educação. As dificuldades existentes no processo de implementação decorrem da
                ausência de sintonia das suas disposições em relação às prioridades governamentais.
                Ao encontro dessa perspectiva:</p>
            <disp-quote>
                <p>O PNE de 2014 estabelecia como objetivo aplicar 10% do PIB em educação. Este
                    patamar não foi ainda atingido. Assim sendo, a maioria das metas explicitadas no
                    PNE permanecem como tarefas a serem realizadas. O primeiro desafio a ser
                    superado para tal é o da disponibilização dos recursos necessários. Os 10% do
                    PIB para a educação continuam como necessidade a ser efetivada para que se criem
                    as condições para oferecer à população brasileira uma educação de qualidade
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Oliveira, 2023</xref>, p. 13).</p>
            </disp-quote>
            <p>A ausência de investimentos adequados também é evidente na implementação das
                disposições previstas na Lei n. 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação
                Nacional), que estabelece os fundamentos que regem o sistema educacional brasileiro.
                Embora a LDB tenha criado uma base sólida para a oferta de educação básica de
                qualidade, <xref ref-type="bibr" rid="B18">Rusch Espinosa e Assis Espinosa
                    (2024)</xref> destacam que sua aplicação enfrenta dificuldades devido à
                insuficiência de recursos financeiros, desigualdades regionais e disparidades
                socioeconômicas que comprometem o acesso equitativo à educação.</p>
            <p>Essa carência de financiamento adequado compromete não apenas a implementação das
                metas previstas no PNE, mas também a efetivação de iniciativas inovadoras, como a
                Educação 4.0, que demandam infraestrutura e formação continuada de professores. Sem
                um compromisso efetivo do poder público em garantir o financiamento necessário, os
                avanços na educação permanecerão limitados e desiguais.</p>
            <p>Embora tenham sido incluídas na LDB disposições sobre formação continuada de
                professores e ensino híbrido, não existem disposições que se deem no sentido de
                integração das tecnologias digitais no ensino e na formação de competências
                necessárias à era digital. Para <xref ref-type="bibr" rid="B18">Rusch Espinosa e
                    Assis Espinosa (2024)</xref>, “a infraestrutura precária, a carência de
                profissionais qualificados e a ausência de recursos pedagógicos em algumas regiões
                perpetuam as desigualdades educacionais.”</p>
            <p>Além das dificuldades na aplicação dos Planos de Educação em decorrência das
                disparidades socioeconômicas, a falta de especificidade dos mecanismos para a
                implementação de algumas diretrizes viabiliza múltiplas interpretações dos gestores
                públicos sobre uma mesma determinação, situação que potencializa a fragmentação do
                ensino e dificulta a qualidade adequada em diferentes níveis. No mesmo sentido, a
                Base Nacional Comum Curricular (BNCC), apesar de ser um inegável e importante marco
                para a educação básica, não define as competências previstas que devem ser
                implementadas (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Brasil, 2017</xref>).</p>
            <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B20">Weber <italic>et al</italic>. (2024)</xref>,
                as interpretações da BNCC devem ser adaptadas às diversas realidades. Portanto,
                devem-se observar seus princípios e sua incidência no contexto educacional em
                análise. Nesse sentido, <xref ref-type="bibr" rid="B1">Barbosa e Flores
                    (2020)</xref> afirmam que a BNCC deve ser lida criticamente, pois demanda
                compreensão de seu endereçamento, momento político de elaboração e
                implementação.</p>
            <p>A ampla possibilidade interpretativa de seus termos evidencia um desafio constante
                para a implementação adequada da BNCC em um país caracterizado por múltiplas
                realidades educacionais. Como destaca <xref ref-type="bibr" rid="B19">Silva
                    (2018)</xref>, a padronização curricular proposta pela BNCC, ao ignorar as
                diversidades culturais, sociais e econômicas existentes no território nacional,
                compromete o direito constitucional à educação e o processo de aprendizagem escolar.
                Ao privilegiar uma unificação que se afasta das particularidades regionais, o
                documento contribui para a perpetuação de desigualdades educacionais e dificulta a
                construção de práticas pedagógicas mais inclusivas e contextualizadas.</p>
            <p>Além disso, ao desconsiderar as adversidades enfrentadas por diferentes comunidades
                educacionais, a BNCC corre o risco de reforçar uma visão homogênea e centralizadora
                da educação, que não dialoga com as necessidades específicas de cada região. Esse
                processo de uniformização curricular, conforme mencionado por <xref ref-type="bibr"
                    rid="B19">Silva (2018)</xref>, transforma a educação em uma mercadoria, alheia
                às complexidades locais e às demandas reais dos estudantes.</p>
            <p>Assim, a falta de diretrizes específicas para o atendimento das demandas
                propulsionadas pela Educação 4.0 evidencia uma lacuna importante no sistema
                educacional brasileiro. Embora os marcos legais existentes apontem para a
                importância da inovação, eles deixam de oferecer orientações práticas e apoio
                técnico suficientes para que escolas e gestores implementem de forma consistente
                metodologias e tecnologias inovadoras.</p>
            <p>A ausência normativa impacta diretamente a qualidade da educação, razão pela qual
                acentua desigualdades, especialmente nas escolas públicas e nas regiões mais
                vulneráveis. A consolidação da Educação 4.0 exige, portanto, um esforço coordenado
                entre o poder público, as instituições de ensino e a sociedade civil para que sejam
                asseguradas condições equitativas neste contexto.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>4 PADRÃO CONSTITUCIONAL DE QUALIDADE NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO 4.0</title>
            <p>O conceito de padrão constitucional de qualidade da educação encontra respaldo na
                Constituição Federal. O artigo 206 do diploma legal prevê que o ensino deve ser
                ministrado com base em princípios, como igualdade de acesso, liberdade de aprender e
                pluralismo de ideias, além da garantia de padrões mínimos de qualidade (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 1988</xref>).</p>
            <p>Os princípios não se referem apenas ao acesso à escola, mas também à garantia de que
                o processo educativo ofereça condições adequadas de aprendizagem e desenvolvimento
                integral do indivíduo. O padrão constitucional de qualidade abrange fatores
                estruturais e pedagógicos, como a formação docente, a infraestrutura escolar, a
                gestão eficiente e um currículo alinhado com as demandas da sociedade e do mercado
                de trabalho.</p>
            <p>Nesse cenário, a qualidade do ensino não se limita apenas ao desempenho escolar, mas
                também à promoção de uma formação cidadã e crítica, fundamental para o exercício
                pleno da cidadania. A avaliação do padrão de qualidade de ensino nacional é
                realizada por meio de indicadores educacionais, como o Índice de Desenvolvimento da
                Educação Básica (IDEB), que monitora a aprendizagem e a taxa de aprovação, bem como
                as avaliações padronizadas, como a Prova Brasil e o ENEM.</p>
            <p>Com a Educação 4.0, que propõe a integração de tecnologias avançadas e a utilização
                de metodologias inovadoras de ensino para o desenvolvimento de competências – como
                criatividade para solucionar problemas, pensamento científico e crítico, habilidade
                de negociação, flexibilidade, empatia, entre outras diversas competências de cunho
                sociocomportamental – as formas de avaliação de desempenho e o padrão de qualidade
                também necessitam de mudanças.</p>
            <p>Historicamente, até os dias atuais, o método de avaliação escolar tradicional implica
                majoritariamente na aplicação de provas e trabalhos cujo objetivo é verificar se os
                alunos memorizaram os conteúdos expostos em sala de aula. Conforme destaca <xref
                    ref-type="bibr" rid="B19">Silva (2018)</xref>, esse método tem como objetivo
                verificar somente erros e acertos, sem preocupação suficiente com o aprendizado do
                aluno durante o processo de ensino–aprendizagem.</p>
            <p>O método de avaliação tradicionalmente aplicado aos alunos não é capaz de medir e
                avaliar as competências que a Educação 4.0 objetiva desenvolver. O processo de
                ensino-aprendizagem no século XXI demanda a aplicação de conceitos de colaboração,
                criação, pesquisa e compartilhamento para incentivar que os alunos se envolvam na
                dinâmica de ensino-aprendizagem.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B9">Gómez (2015)</xref> dispõe que a introdução de
                ferramentas digitais no espaço escolar não basta para a efetivação de um ensino de
                qualidade, fazendo-se necessária a instigação da reflexão dos alunos sobre situações
                específicas a fim de que possam resolver problemas nos diferentes âmbitos de suas
                vidas. No entanto, deve-se reconhecer a dificuldade de aplicação de um modelo de
                avaliação inovador para uma modelo de ensino inovador, que se utiliza de diferentes
                tecnologias para o processo de ensino-aprendizagem.</p>
            <p>Nesse sentido, <xref ref-type="bibr" rid="B14">Oliveira e Souza (2020)</xref> dispõem
                que se faz necessária a observância do uso de tecnologias digitais, considerando as
                especificidades dos estudantes; adoção de processos e práticas organizacionais em
                alinhamento com as novas relações sociais e de trabalho; equipar professores com
                competências digitais (fazer e ser) para tratar com estudantes nativos digitais;
                equipar estudantes com as habilidades técnicas, cognitivas, sociais e emocionais dos
                estudantes necessárias para o aprendizado e trabalho do século XXI; e adoção de
                pedagogias inovadoras centradas na transferência e aquisição de conhecimento sob
                demanda para resolver um problema ou realizar uma tarefa.</p>
            <p>Essas observações destacam que a efetivação da Educação 4.0 exige não apenas um
                esforço individual de professores e alunos, mas também a implementação de políticas
                públicas coordenadas que garantam o acesso às tecnologias digitais e promovam
                metodologias pedagógicas inovadoras. Além disso, é necessário desenvolver sistemas
                de avaliação que sejam capazes de mensurar tanto o conhecimento acumulado como as
                competências e as habilidades desenvolvidas ao longo do processo educativo. Tais
                sistemas devem ser adaptáveis e flexíveis, considerando a diversidade de contextos
                sociais, econômicos e culturais presentes na realidade educacional brasileira (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B14">Oliveira; Souza, 2020</xref>).</p>
            <p>A ausência de um sistema de avaliação adequado representa um obstáculo significativo
                para o cumprimento do padrão constitucional de qualidade, uma vez que compromete a
                verificação efetiva da aprendizagem significativa e crítica, que é essencial para a
                formação integral do indivíduo. Nesse contexto, é essencial que toda a comunidade
                seja participante ativa do processo de transformação.</p>
            <p>Conforme elencado por <xref ref-type="bibr" rid="B14">Oliveira e Souza (2020)</xref>,
                o professor é o responsável por criar circunstâncias propícias às exigências desse
                novo ambiente de aprendizagem. Todavia, considerando as desigualdades identificadas,
                é imperiosa a necessidade de estabelecimento de metas e objetivos bem definidos,
                especialmente à luz da compreensão do contexto histórico social dos alunos e as
                dificuldades do processo.</p>
            <p>A infraestrutura material nas escolas brasileiras é um aspecto central na análise da
                implementação da Educação 4.0. Dados do Censo Escolar da Educação Básica 2023
                indicam que apenas 46,6% das escolas municipais de educação infantil possuem
                banheiro adequado, enquanto esse percentual atinge 84,8% nas escolas particulares
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2023</xref>). Contudo, o problema não se
                restringe a essa questão específica. Escolas públicas brasileiras, de diferentes
                regiões, apresentam problemas estruturais sérios, como falta de acesso a
                laboratórios de informática, conexão limitada à internet e inadequações físicas que
                comprometem a segurança e o conforto dos alunos (<xref ref-type="bibr" rid="B18"
                    >Rusch Espinosa; Assis Espinosa, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14"
                    >Oliveira; Souza, 2020</xref>).</p>
            <p>A precariedade das instalações físicas nas escolas compromete diretamente o
                desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras, que dependem do uso de recursos
                tecnológicos para alcançar resultados satisfatórios. A desigualdade na oferta de
                infraestrutura adequada contribui para a exclusão digital e limita as possibilidades
                de aprendizado significativo. <xref ref-type="bibr" rid="B9">Gómez (2015)</xref>
                argumenta que, para que a Educação 4.0 seja efetiva, urge a garantia de condições
                mínimas de funcionamento das escolas e a disponibilidade de recursos para práticas
                pedagógicas com o uso de tecnologias digitais.</p>
            <p>Assim, faz-se necessário não apenas o investimento em tecnologia de informação, mas
                também a viabilização de estrutura material adequada, diretrizes de capacitação do
                corpo docente, reestruturação dos métodos avaliativos, fatores indispensáveis para
                ser viabilizada a vivência da Educação 4.0 da forma como se apresenta globalmente,
                sob pena de maximização das desigualdades preexistentes no âmbito nacional.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>5 CONCLUSÃO</title>
            <p>A implementação da Educação 4.0 no Brasil revela a necessidade de adaptação do
                sistema educacional às novas exigências do século XXI, em que competências técnicas
                e socioemocionais devem ser integradas ao processo formativo. Embora a Constituição
                Federal e legislações, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e o Plano
                Nacional de Educação (PNE), estabeleçam princípios para a garantia do acesso à
                educação, essas normas carecem de disposições específicas que contemplem a inovação
                pedagógica exigida pela transformação digital. Essa ausência de diretrizes
                específicas e investimentos em infraestrutura afeta diretamente a qualidade e a
                equidade do ensino, especialmente em regiões periféricas.</p>
            <p>Além das lacunas normativas, a disparidade socioeconômica agrava as desigualdades no
                acesso a uma educação de qualidade. Instituições de ensino localizadas em áreas mais
                desenvolvidas têm mais recursos para aplicar as metodologias digitais, enquanto
                escolas públicas e em regiões menos favorecidas enfrentam dificuldades
                significativas, desde a escassez de infraestrutura tecnológica até a falta de
                formação adequada dos professores para lidar com as novas demandas pedagógicas. Esse
                cenário de desigualdade, se não enfrentado com políticas públicas eficazes, pode
                aprofundar ainda mais a distância entre as oportunidades educacionais oferecidas às
                diferentes populações do país.</p>
            <p>Para que a Educação 4.0 se consolide com caráter inclusivo e transformador, é
                imprescindível que o Estado desenvolva políticas de incentivo ao investimento em
                infraestrutura tecnológica e formação continuada de professores, com diretrizes
                específicas que assegurem a implementação coordenada e equitativa dessa nova
                abordagem. O estabelecimento de normas claras e de indicadores de qualidade
                adaptados à realidade digital são etapas essenciais para garantir que as novas
                metodologias pedagógicas sejam não apenas adotadas, mas também avaliadas em sua
                efetividade para o desenvolvimento integral dos alunos.</p>
            <p>Portanto, a consolidação da Educação 4.0 no Brasil exige uma visão estratégica que vá
                além da mera inserção de tecnologia em sala de aula, englobando um compromisso com a
                redução das desigualdades históricas e com a preparação de alunos capazes de
                enfrentar os desafios do século XXI. Somente por meio de investimentos contínuos,
                infraestrutura adequada e uma legislação alinhada às demandas contemporâneas será
                possível promover uma educação de qualidade, inclusiva e alinhada com os princípios
                constitucionais vigentes.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <title>NOTA DE COAUTORIA</title>
            <fn fn-type="other">
                <p>A autora Milena Barbosa Pereira Ferreira foi responsável pela elaboração da
                    pesquisa e redação da versão original do artigo. O autor Horácio Wanderlei
                    Rodrigues contribuiu com a revisão do conteúdo e realização de ajustes textuais.
                    Ambos os autores aprovaram a versão final do artigo e concordam com sua
                    submissão para publicação.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <fn-group>
            <fn id="fn1" fn-type="other">
                <label>1</label>
                <p>O presente trabalho foi realizado com apoio do CNPq – Conselho Nacional de
                    Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por meio da concessão de bolsa de
                    produtividade em pesquisa.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B1">
                <mixed-citation>BARBOSA, Maria Carmen Silveira.; FLORES, Maria Luiza Rodrigues. Base
                    Nacional Comum Curricular: garantia ou ameaça à consolidação da identidade da
                    educação infantil? <bold>Conjectura: Filosofia e Educação</bold>, Caxias do Sul,
                    RS, v. 25, p. 73-110, Dossiê, 2020. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/view/8630"
                        >http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/view/8630</ext-link>.
                    Acesso em: 20 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>BARBOSA</surname>
                            <given-names>Maria Carmen Silveira.</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>FLORES</surname>
                            <given-names>Maria Luiza Rodrigues</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Base Nacional Comum Curricular: garantia ou ameaça à consolidação
                        da identidade da educação infantil?</article-title>
                    <source>Conjectura: Filosofia e Educação</source>
                    <publisher-loc>Caxias do Sul, RS</publisher-loc>
                    <volume>25</volume>
                    <fpage>73</fpage>
                    <lpage>110</lpage>
                    <comment>Dossiê</comment>
                    <year>2020</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/view/8630"
                            >http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/view/8630</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B2">
                <mixed-citation>BRASIL. <bold>Base Nacional Comum Curricular</bold>. Versão Final.
                    Brasília: MED; UNDIME; CONSED, 2017. Disponível em: <ext-link
                        ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf"
                        >https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf</ext-link>.
                    Acesso em: 12 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>BRASIL</collab>
                    </person-group>
                    <source>Base Nacional Comum Curricular. Versão Final</source>
                    <publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
                    <publisher-name>MED; UNDIME; CONSED</publisher-name>
                    <year>2017</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf"
                            >https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 12 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B3">
                <mixed-citation>BRASIL. <bold>Constituição da República Federativa do Brasil de
                        1988</bold>. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em:
                        <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm"
                        >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</ext-link>.
                    Acesso em: 12 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>BRASIL</collab>
                    </person-group>
                    <source>Constituição da República Federativa do Brasil de 1988</source>
                    <publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
                    <publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
                    <year>1988</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm"
                            >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 12 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B4">
                <mixed-citation>BRASIL. <bold>Decreto n. 592, de 06 de julho de 1992</bold>. Atos
                    Internacionais. Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.
                    Promulgação. Brasília, DF: Presidência da República, 1992. Disponível em:
                        <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/19901994/d0592.htm"
                        >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/19901994/d0592.htm</ext-link>.
                    Acesso em: 24 mar. 2025.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>BRASIL</collab>
                    </person-group>
                    <source>Decreto n. 592, de 06 de julho de 1992. Atos Internacionais. Pacto
                        Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. Promulgação</source>
                    <publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
                    <publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
                    <year>1992</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/19901994/d0592.htm"
                            >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/19901994/d0592.htm</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 mar.
                        2025</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B5">
                <mixed-citation>BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
                    Anísio Teixeira (Inep). <bold>Resumo Técnico:</bold> Censo Escolar da Educação
                    Básica 2023. Brasília, 2023. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/estatisticas_e_indicadores/resumo_tecnico_censo_escolar_2023.pdf"
                        >https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/estatisticas_e_indicadores/resumo_tecnico_censo_escolar_2023.pdf</ext-link>.
                    Acesso em: 24 mar. 2025.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
                            Anísio Teixeira (Inep)</collab>
                    </person-group>
                    <source>Resumo Técnico: Censo Escolar da Educação Básica 2023</source>
                    <publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
                    <year>2023</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/estatisticas_e_indicadores/resumo_tecnico_censo_escolar_2023.pdf"
                            >https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/estatisticas_e_indicadores/resumo_tecnico_censo_escolar_2023.pdf</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 mar.
                        2025</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B6">
                <mixed-citation>BRASIL. <bold>Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996</bold>.
                    Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência
                    da República, 1996. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm"
                        >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm</ext-link>. Acesso em:
                    12 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>BRASIL</collab>
                    </person-group>
                    <source>Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e
                        bases da educação nacional</source>
                    <publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
                    <publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
                    <year>1996</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm"
                            >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 12 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B7">
                <mixed-citation>BRASIL. <bold>Lei n. 10.172, de 09 de janeiro de 2001</bold>. Aprova
                    o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Brasília, DF:
                    Presidência da República, 2001. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm"
                        >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm</ext-link>
                    Acesso em: 12 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>BRASIL</collab>
                    </person-group>
                    <source>Lei n. 10.172, de 09 de janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de
                        Educação - PNE e dá outras providências</source>
                    <publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
                    <publisher-name>Presidência da República</publisher-name>
                    <year>2001</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm"
                            >http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 12 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B8">
                <mixed-citation>ECHALAR, Jhonny David; LIMA, Daniela da Costa Britto Pereira;
                    OLIVEIRA, João Ferreira de. Plano Nacional de Educação (2014–2024) – O uso da
                    inovação como subsídio estratégico para a Educação Superior. <bold>Ensaio:
                        Avaliação e Políticas Públicas em Educação</bold>, Rio de Janeiro, v. 28, n.
                    109, p. 863-884, out./dez. 2020.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>ECHALAR</surname>
                            <given-names>Jhonny David</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>LIMA</surname>
                            <given-names>Daniela da Costa Britto Pereira</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>OLIVEIRA</surname>
                            <given-names>João Ferreira de</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Plano Nacional de Educação (2014–2024) – O uso da inovação como
                        subsídio estratégico para a Educação Superior</article-title>
                    <source>Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação</source>
                    <publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
                    <volume>28</volume>
                    <issue>109</issue>
                    <fpage>863</fpage>
                    <lpage>884</lpage>
                    <month>out./dez.</month>
                    <year>2020</year>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B9">
                <mixed-citation>GÓMEZ, Angél. I. Pérez. <bold>Educação na Era Digital:</bold> a
                    escola educativa. Tradução de Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso,
                    2015.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>GÓMEZ</surname>
                            <given-names>Angél. I. Pérez</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <source>Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução de Marisa
                        Guedes</source>
                    <publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
                    <publisher-name>Penso</publisher-name>
                    <year>2015</year>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B10">
                <mixed-citation>IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
                        <bold>Desigualdade social no Brasil</bold>. Brasília: IBGE, 2021. Disponível
                    em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101892.pdf"
                        >https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101892.pdf</ext-link>.
                    Acesso em: 12 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
                    </person-group>
                    <source>Desigualdade social no Brasil</source>
                    <publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
                    <publisher-name>IBGE</publisher-name>
                    <year>2021</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101892.pdf"
                            >https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101892.pdf</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 12 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B11">
                <mixed-citation>LEONEL, Antônio dos Santos; LEONEL, Ronaldo dos Santos; COSTA, Joab
                    Marques da; SALES, Maxilene Ferreira; SILVA, Aldemberg Meireles Soares da;
                    SILVA, Raquel Damares Machado Meireles da. Consolidação e Sistematização da
                    Educação 4.0 e suas Repercussões no Século XXI. <bold>Revista Ibero-Americana de
                        Humanidades, Ciências e Educação</bold>, São Paulo, v. 8, n. 5, maio 2022.
                    Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/5504"
                        >https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/5504</ext-link>. Acesso
                    em: 20 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>LEONEL</surname>
                            <given-names>Antônio dos Santos</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>LEONEL</surname>
                            <given-names>Ronaldo dos Santos</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>COSTA</surname>
                            <given-names>Joab Marques da</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>SALES</surname>
                            <given-names>Maxilene Ferreira</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>SILVA</surname>
                            <given-names>Aldemberg Meireles Soares da</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>SILVA</surname>
                            <given-names>Raquel Damares Machado Meireles da</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Consolidação e Sistematização da Educação 4.0 e suas Repercussões
                        no Século XXI</article-title>
                    <source>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação</source>
                    <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
                    <volume>8</volume>
                    <issue>5</issue>
                    <month>maio</month>
                    <year>2022</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/5504"
                            >https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/5504</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B12">
                <mixed-citation>MAGALHÃES, Rodrigo Cesar da Silva. Pandemia de covid-19, ensino e a
                    potencialização das desigualdades educacionais. <bold>Hist. Cienc. Saúde</bold>,
                    Manguinhos, jul. 2021. DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://doi.org/10.1590/S0104-59702021005000012"
                        >https://doi.org/10.1590/S0104-59702021005000012</ext-link>.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>MAGALHÃES</surname>
                            <given-names>Rodrigo Cesar da Silva</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Pandemia de covid-19, ensino e a potencialização das
                        desigualdades educacionais</article-title>
                    <source>Hist. Cienc. Saúde</source>
                    <publisher-loc>Manguinhos</publisher-loc>
                    <month>jul</month>
                    <year>2021</year>
                    <comment>DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://doi.org/10.1590/S0104-59702021005000012"
                            >https://doi.org/10.1590/S0104-59702021005000012</ext-link></comment>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B13">
                <mixed-citation>OLIVEIRA, Romualdo Luiz Portela de. O Financiamento da Educação
                    Básica no Brasil. <bold>FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação</bold>,
                        [<italic>s. l</italic>.], v. 13, 2023. DOI: 10.22491/2236-5907135613.
                    Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://seer.ufrgs.br/index.php/fineduca/article/view/135613"
                        >https://seer.ufrgs.br/index.php/fineduca/article/view/135613</ext-link>.
                    Acesso em: 24 mar. 2025.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>OLIVEIRA</surname>
                            <given-names>Romualdo Luiz Portela de</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>O Financiamento da Educação Básica no Brasil</article-title>
                    <source>FINEDUCA - Revista de Financiamento da Educação, [s. l.]</source>
                    <volume>13</volume>
                    <year>2023</year>
                    <pub-id pub-id-type="doi">10.22491/2236-5907135613</pub-id>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://seer.ufrgs.br/index.php/fineduca/article/view/135613"
                            >https://seer.ufrgs.br/index.php/fineduca/article/view/135613</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 mar.
                        2025</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B14">
                <mixed-citation>OLIVEIRA, Katyeudo Karlos de Souza; SOUZA, Ricardo André Cavalcante
                    de. Habilitadores da transformação digital em direção à Educação 4.0.
                        <bold>RENOTE</bold>, Porto Alegre, v. 18, n. 1, 2020. DOI:
                    10.22456/1679-1916.106012. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/106012"
                        >https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/106012</ext-link>.
                    Acesso em: 24 mar. 2025.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>OLIVEIRA</surname>
                            <given-names>Katyeudo Karlos de Souza</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>SOUZA</surname>
                            <given-names>Ricardo André Cavalcante de</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Habilitadores da transformação digital em direção à Educação
                        4.0</article-title>
                    <source>RENOTE</source>
                    <publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
                    <volume>18</volume>
                    <issue>1</issue>
                    <year>2020</year>
                    <pub-id pub-id-type="doi">10.22456/1679-1916.106012</pub-id>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/106012"
                            >https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/106012</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 mar.
                        2025</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B15">
                <mixed-citation>ONU. Organização das Nações Unidas. <bold>Declaração Universal dos
                        Direitos Humanos da ONU</bold>. 1948. Disponível em: <ext-link
                        ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos"
                        >https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos</ext-link>.
                    Acesso em: 24 mar. 2025.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <collab>ONU. Organização das Nações Unidas</collab>
                    </person-group>
                    <source>Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU</source>
                    <year>1948</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos"
                            >https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 mar.
                        2025</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B16">
                <mixed-citation>RODRIGUES, Horácio Wanderlei; BECHARA, Gabriela Natacha; GRUBBA,
                    Leilane Serratine. Era digital e controle da informação. <bold>Em Tempo</bold>,
                    Marília, UNIVEM, v. 1, n. 20, 2020. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://revista.univem.edu.br/emtempo/article/view/3268"
                        >https://revista.univem.edu.br/emtempo/article/view/3268</ext-link>. Acesso
                    em: 20 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>RODRIGUES</surname>
                            <given-names>Horácio Wanderlei</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>BECHARA</surname>
                            <given-names>Gabriela Natacha</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>GRUBBA</surname>
                            <given-names>Leilane Serratine</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Era digital e controle da informação</article-title>
                    <source>Em Tempo</source>
                    <publisher-loc>Marília</publisher-loc>
                    <publisher-name>UNIVEM</publisher-name>
                    <volume>1</volume>
                    <issue>20</issue>
                    <year>2020</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://revista.univem.edu.br/emtempo/article/view/3268"
                            >https://revista.univem.edu.br/emtempo/article/view/3268</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B17">
                <mixed-citation>RODRIGUES, Horácio Wanderlei; BIRNFELD, Carlos André. Educação
                    remota: perspectivas no pós-pandemia. <bold>Revista de Pesquisa e Educação
                        Jurídica</bold>, [<italic>s. l</italic>.], v. 8, n. 1, p. 1-22, jan./jun.
                    2022. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://indexlaw.org/index.php/rpej/article/view/8659"
                        >https://indexlaw.org/index.php/rpej/article/view/8659</ext-link>. Acesso
                    em: 20 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>RODRIGUES</surname>
                            <given-names>Horácio Wanderlei</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>BIRNFELD</surname>
                            <given-names>Carlos André</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Educação remota: perspectivas no pós-pandemia</article-title>
                    <source>Revista de Pesquisa e Educação Jurídica, [s. l.]</source>
                    <volume>8</volume>
                    <issue>1</issue>
                    <fpage>1</fpage>
                    <lpage>22</lpage>
                    <month>jan./jun.</month>
                    <year>2022</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://indexlaw.org/index.php/rpej/article/view/8659"
                            >https://indexlaw.org/index.php/rpej/article/view/8659</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B18">
                <mixed-citation>RUSCH ESPINOSA, Gislaine Rodrigues; ASSIS ESPINOSA, José Mauricio
                    de. Educação básica no contexto da LDB da Educação Nacional: um novo conceito
                    para uma nova realidade. <bold>Revista FTB</bold>, Rio de Janeiro, v. 28, n.
                    133, 2024. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://revistaft.com.br/educacao-basica-no-contexto-da-ldb-da-educacao-nacional-um-novo-conceito-para-uma-nova-realidade/"
                        >https://revistaft.com.br/educacao-basica-no-contexto-da-ldb-da-educacao-nacional-um-novo-conceito-para-uma-nova-realidade/</ext-link>.
                    Acesso em: 20 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>RUSCH ESPINOSA</surname>
                            <given-names>Gislaine Rodrigues</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>ASSIS ESPINOSA</surname>
                            <given-names>José Mauricio de</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Educação básica no contexto da LDB da Educação Nacional: um novo
                        conceito para uma nova realidade</article-title>
                    <source>Revista FTB</source>
                    <publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
                    <volume>28</volume>
                    <issue>133</issue>
                    <year>2024</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://revistaft.com.br/educacao-basica-no-contexto-da-ldb-da-educacao-nacional-um-novo-conceito-para-uma-nova-realidade/"
                            >https://revistaft.com.br/educacao-basica-no-contexto-da-ldb-da-educacao-nacional-um-novo-conceito-para-uma-nova-realidade/</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B19">
                <mixed-citation>SILVA, Vanessa Silva da. <bold>Base Nacional Comum
                        Curricular:</bold> uma análise crítica do texto da política. Orientadora:
                    Maria de Fátima Cóssio. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de
                    Pós-Graduação em Educação, UFPEL, Pelotas, 2018. Disponível em: <ext-link
                        ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFPL_52e6ccf32aa486d2e33648e11ea9f00c"
                        >https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFPL_52e6ccf32aa486d2e33648e11ea9f00c</ext-link>.
                    Acesso em: 22 out. 2024.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>SILVA</surname>
                            <given-names>Vanessa Silva da</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <source>Base Nacional Comum Curricular: uma análise crítica do texto da
                        política. Orientadora: Maria de Fátima Cóssio. Dissertação</source>
                    <comment>Mestrado em Educação</comment>
                    <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação, UFPEL</publisher-name>
                    <publisher-loc>Pelotas</publisher-loc>
                    <year>2018</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFPL_52e6ccf32aa486d2e33648e11ea9f00c"
                            >https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFPL_52e6ccf32aa486d2e33648e11ea9f00c</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 22 out.
                        2024</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B20">
                <mixed-citation>WEBER, Karine; FERREIRA, Caroline Foggiato; IVO, Andressa Aita;
                    JACQUES, Juliana Sales. A BNCC e seus múltiplos sentidos: desafios na
                    (re)criação de práticas curriculares de uma unidade federal de Educação
                    Infantil. <bold>Revista Educação e Políticas em Debate</bold>, [<italic>s.
                        l</italic>.], v. 13, n. 2, p. 1-17, maio/ago. 2024. DOI: <ext-link
                        ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://doi.org/10.14393/REPOD-v13n2a2024-69680"
                        >https://doi.org/10.14393/REPOD-v13n2a2024-69680</ext-link>.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>WEBER</surname>
                            <given-names>Karine</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>FERREIRA</surname>
                            <given-names>Caroline Foggiato</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>IVO</surname>
                            <given-names>Andressa Aita</given-names>
                        </name>
                        <name>
                            <surname>JACQUES</surname>
                            <given-names>Juliana Sales</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>A BNCC e seus múltiplos sentidos: desafios na (re)criação de
                        práticas curriculares de uma unidade federal de Educação
                        Infantil</article-title>
                    <source>Revista Educação e Políticas em Debate, [s. l.]</source>
                    <volume>13</volume>
                    <issue>2</issue>
                    <fpage>1</fpage>
                    <lpage>17</lpage>
                    <month>maio/ago</month>
                    <year>2024</year>
                    <comment>DOI: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://doi.org/10.14393/REPOD-v13n2a2024-69680"
                            >https://doi.org/10.14393/REPOD-v13n2a2024-69680</ext-link></comment>
                </element-citation>
            </ref>
            <ref id="B21">
                <mixed-citation>WEISS, Marcos Cesar. Sociedade sensoriada: a sociedade da
                    transformação digital. <bold>Estudos Avançados</bold>, São Paulo, v. 33, n. 95,
                    p. 203-214, 2019. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/159485"
                        >https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/159485</ext-link>. Acesso em:
                    24 mar. 2025.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>WEISS</surname>
                            <given-names>Marcos Cesar</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>Sociedade sensoriada: a sociedade da transformação
                        digital</article-title>
                    <source>Estudos Avançados</source>
                    <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
                    <volume>33</volume>
                    <issue>95</issue>
                    <fpage>203</fpage>
                    <lpage>214</lpage>
                    <year>2019</year>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/159485"
                            >https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/159485</ext-link></comment>
                    <date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 mar.
                        2025</date-in-citation>
                </element-citation>
            </ref>
        </ref-list>
    </back>
</article>
