Incidência da amebíase no Brasil entre 2011 a 2022
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v13i1.5692.pe5692.2025Palavras-chave:
amebíase, doenças parasitárias, epidemiologia, saneamento básico, determinantes sociaisResumo
Objetivo: analisar a prevalência e a mortalidade dos casos de amebíase no Brasil entre 2011 e 2022, utilizando dados epidemiológicos para identificar tendências temporais e avaliar intervenções e aprimoramentos no controle da doença. Métodos: estudo epidemiológico transversal, observacional e descritivo, realizado mediante coleta de dados no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) vinculado ao DATASUS, segundo as variáveis de processamento do estado nos anos de 2011 a 2022 em relação aos diagnósticos de amebíase. Resultados: a incidência de amebíase apresentou uma redução gradual de 13,42% entre 2011 e 2022. As regiões Norte e Nordeste registraram as maiores taxas de incidência, ao passo que as regiões Sul e Sudeste apresentaram índices mais baixos. Em relação à distribuição, crianças e adolescentes, especialmente na faixa etária de 1 a 4 anos (30,5%), foram os mais acometidos pela infecção, enquanto a mortalidade mostrou-se mais elevada entre idosos (34,6%) com 80 anos ou mais. Quanto ao saneamento, as áreas urbanas evidenciaram uma maior cobertura de esgotamento sanitário, com destaque para as regiões Sudeste e Sul. Conclusão: investimentos em uma abordagem intersetorial que contemple melhorias na infraestrutura de saneamento, promoção de educação em saúde e políticas públicas direcionadas às regiões e às populações mais afetadas são essenciais para o controle da doença e para promover um ambiente mais seguro e sustentável para a saúde pública brasileira.
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