Captura do vetor Lutzomyia longipalpis (Diptera: Psychodidae) com armadilhas luminosas SS em áreas peridomiciliares urbanas endêmicas para a leishmaniose visceral na região nordeste do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v14i1.6126.pe6126.2026

Palavras-chave:

captura com armadilha luminosa, leishmaniose, armadilha Silva de sucção, controle de vetor

Resumo

Objetivo: utilizar a armadilha Silva de sucção (SS) nas coletas do vetor Lutzomyia longipalpis (Lutz & Neiva 1912) em áreas peridomiciliares urbanas endêmicas para a leishmaniose visceral no estado do Maranhão, região nordeste do Brasil. Método: duas armadilhas SS, uma com LED de 520 nm (verde) e outra com LED de 470 nm (azul), e uma armadilha tipo CDC foram usadas nas coletas dos flebotomíneos. Resultado: um total de 1.143 flebotomíneos foi coletado, sendo L. longipalpis a espécie mais frequente (83,2%), seguida de Nyssomyia whitmani (Antunes & Coutinho, 1939) (8,5%) e Evandromyia sallesi (Galvão & Coutinho, 1939) (2,1%). As duas primeiras espécies são comprovadamente vetores da leishmaniose visceral e leishmaniose tegumentar, respectivamente, e são encontradas com frequência em ambientes peridomiciliares onde a doença é endêmica. A terceira espécie é registrada pela primeira vez nesta parte do estado e já foi encontrada naturalmente infectada pela L. (L.) infantum no sul do Brasil. A armadilha SS com o LED verde foi atrativa para a maioria dos flebotomíneos (14,94±2,5), seguida pela CDC (11,06±2,5) e SS com o LED azul (9,71±1,3). Conclusão: mesmo sem significância estatística, os resultados demonstram que a armadilha SS é uma ferramenta eficiente para coletar e monitoramento de L. longipalpis e de outras espécies de flebotomíneos em áreas peridomiciliares urbanas.

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Publicado

2026-04-15

Como Citar

1.
Soares Silva F, Santos WKG dos, Carvalho EC de, Oliveira AM de, Bezerra VA, Neta BMC. Captura do vetor Lutzomyia longipalpis (Diptera: Psychodidae) com armadilhas luminosas SS em áreas peridomiciliares urbanas endêmicas para a leishmaniose visceral na região nordeste do Brasil. J Health Biol Sci. [Internet]. 15º de abril de 2026 [citado 19º de abril de 2026];14(1):e6126. Disponível em: https://periodicos.unichristus.edu.br/jhbs/article/view/6126