Perfil de crianças e adolescentes hospitalizados por meningite asséptica em Mato Grosso, 2014-2023
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v14i1.6322.pe6322.2026Palavras-chave:
epidemiologia, meningite asséptica, criança, adolescente, COVID-19Resumo
Objetivo: avaliar as características sociodemográficas, clínicas e laboratoriais de crianças e adolescentes hospitalizados por meningite asséptica no estado de Mato Grosso, no período de 2014 a 2023, bem como o possível impacto da pandemia de COVID-19. Métodos: estudo retrospectivo com análise de 231 hospitalizações registradas no período. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, clínicas e laboratoriais, com análise estatística realizada por meio do software Epi Info. Resultados: a maior incidência ocorreu em 2014, com 67 notificações (29,0%), seguida de redução progressiva dos casos, especialmente em 2020 (2,60%) e 2021 (2,16%), período correspondente à pandemia. A meningite asséptica predominou no sexo masculino (58,87%) e a maioria das crianças e adolescentes residia em áreas urbanas (88,31%). Em relação ao contato com casos suspeitos ou confirmados, 64,07% não relataram exposição. Entre as manifestações clínicas, destacaram-se febre (88,74%), vômitos (77,49%), cefaleia (69,26%), rigidez de nuca (51,52%) e convulsões
(21,21%). Os sinais de Kernig e Brudzinski estavam presentes em 7,36% dos casos, enquanto o abaulamento de fontanela foi observado em 6,49%. O exame quimiocitológico do líquor foi realizado em 86,58% dos casos, sendo que a maioria apresentou LCR de aspecto límpido (74,89%). A reação em cadeia da polimerase (PCR), embora recomendada, foi utilizada em apenas 0,87% dos casos, e o isolamento viral em 0,43%. A evolução clínica foi favorável na maioria dos pacientes, com alta hospitalar em 93,94% dos casos, e a taxa de letalidade foi de 2,60%. Conclusão: A meningite asséptica permaneceu uma condição relevante na população estudada. A redução dos casos durante o período pandêmico pode refletir subnotificação. O fortalecimento da vigilância em saúde e a ampliação do uso de métodos moleculares podem contribuir para maior precisão diagnóstica e melhor orientação do manejo clínico da meningite asséptica.
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Copyright (c) 2026 Sheila Maria deLuna Nascimento, Mateus Araújo Souza , Vanessa Beatriz Guenkka , Murilo Mecatti Silva , Rodrigo Celestino Nascimento Pazetto , Lina Ali Omais , Lina Ali Omais , Nicolas Tonsic Aleixo , Rafaela Coelho Duarte , Natalia Jaworski Aquino , Igor Vinicius Silva Santana

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