Perfil epidemiológico e tendência temporal da sífilis gestacional e congênita na Região Sudeste do Brasil
uma análise de 2014 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v14i1.6367.pe6367.2026Palavras-chave:
sífilis, gravidez, sífilis congênita, epidemiologiaResumo
Objetivo: analisar o perfil epidemiológico e a tendência temporal da sífilis gestacional e congênita na Região Sudeste do Brasil, no período de 2014 a 2023, visando identificar padrões que subsidiem intervenções na gestão do cuidado materno-infantil. Métodos: estudo ecológico de séries temporais com dados do SINAN sobre sífilis gestacional e congênita na Região Sudeste, entre 2014 e 2023. Foram calculadas frequências relativas e foi realizada análise de tendência temporal por regressão linear simples (R2), avaliando a significância estatística (p menor que 0,05). Resultados: no período, foram notificados 288.318 casos de sífilis gestacional. A análise temporal revelou tendência crescente significativa (R2 = 0,98; p < 0,001), saindo de 12.892 casos em 2014 para 39.876 em 2023. O estado de São Paulo concentrou a maior aceleração absoluta. Observou-se que, apesar do aumento no diagnóstico, os desfechos fatais (natimortos e abortos) somaram 8.705 casos na década, evidenciando falhas na prevenção terciária. Conclusões: a sífilis persiste como endemia em expansão no Sudeste brasileiro. A forte correlação linear de crescimento sugere falhas estruturais na interrupção da cadeia de transmissão, tornando imperativo reforçar o tratamento do binômio mãe-parceiro na Atenção Primária.
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