Rituximabe e caplacizumabe no tratamento da púrpura trombocitopênica trombótica adquirida
uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v14i1.6618.pe6618.2026Palavras-chave:
púrpura trombocitopênica trombótica adquirida, caplacizumabe, rituximabe, revisão sistemática, tratamentoResumo
Objetivo: avaliar sistematicamente a eficácia e a segurança do rituximabe e do caplacizumabe no tratamento da púrpura trombocitopênica trombótica adquirida (PTTa), com ênfase nos seus efeitos sobre a recuperação plaquetária, necessidade de troca plasmática, hospitalização, exacerbações, recidivas e eventos tromboembólicos. Métodos: foi realizada uma revisão sistemática de estudos publicados em língua inglesa entre 2016 e 2024 para avaliar o uso de rituximabe e/ou caplacizumabe em pacientes com PTTa. A busca na literatura foi realizada nas bases PubMed, ScienceDirect e Wiley. Foram considerados elegíveis estudos que investigaram o uso terapêutico do rituximabe e/ou caplacizumabe e relataram desfechos clínicos em pacientes com PTTa. Registros duplicados e artigos de revisão foram removidos, e os estudos remanescentes foram triados de acordo com os critérios de elegibilidade
previamente definidos. Foram excluídos estudos não relacionados ao tratamento da PTTa ou que estavam fora do escopo da revisão. Os estudos elegíveis foram submetidos à extração sistemática dos dados e à síntese qualitativa, com foco na recuperação plaquetária, necessidade de troca plasmática, tempo de hospitalização, exacerbações, recidivas e eventos tromboembólicos. Resultados: um total de 14 estudos atendeu aos critérios de inclusão e foi incluído na revisão sistemática final. A busca nas bases de dados identificou inicialmente 365 registros, sendo 22 no PubMed, 174 no ScienceDirect e 169 na Wiley. Após a remoção de 2 registros duplicados e 103 artigos de revisão, 260 estudos permaneceram para triagem. Destes, 246 foram excluídos por não estarem relacionados ao tratamento da PTTa ou por não atenderem aos critérios de elegibilidade previamente definidos, resultando nos 14 estudos incluídos na
análise final. O caplacizumabe, quando associado à troca plasmática e à terapia imunossupressora, esteve relacionado à recuperação plaquetária mais rápida, menor número de sessões de troca plasmática e menor tempo de hospitalização. O rituximabe, um anticorpo monoclonal anti-CD20 que promove a depleção de células B e reduz a produção de autoanticorpos anti-ADAMTS13, demonstrou benefício clínico quando introduzido precocemente e em pacientes com doença refratária ou recidivante. A abordagem terapêutica combinada esteve associada à redução de exacerbações, recidivas e eventos tromboembólicos. Conclusão: O rituximabe e o caplacizumabe representam estratégias terapêuticas eficazes para a PTTa, proporcionando benefícios complementares por meio de mecanismos de ação distintos. As evidências disponíveis apoiam sua utilização nas estratégias terapêuticas contemporâneas,
tanto no tratamento inicial quanto no manejo da doença refratária ou recidivante.
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