Evolução epidemiológica dos acidentes por animais peçonhentos no Brasil (2015–2024)
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v14i1.6637.pe6637.2026Palavras-chave:
animais peçonhentos, mordeduras e picadas, incidência, mortalidade, estudos ecológicosResumo
Objetivo: analisar a evolução epidemiológica dos acidentes por animais peçonhentos no Brasil, entre 2015 e 2024. Métodos: estudo ecológico de série temporal, com dados do Sinan obtidos via TABNET/DATASUS; calcularam-se taxas de incidência e de mortalidade por 100 mil habitantes, segundo região, sexo, faixa etária, espécie causadora e tempo até o atendimento, com denominadores populacionais do IBGE. A tendência foi avaliada por regressão linear simples. Resultados: registraram-se 2.645.862 atendimentos, com predomínio no Sudeste (39,0%) e no Nordeste (34,5%). A incidência passou de 84,40 para 158,11/100 mil (β = 8,07; p < 0,001), sem tendência significativa no Sul. O sexo masculino apresentou risco relativo mediano de 1,30; com 3.392 óbitos e mortalidade de 0,1302/100 mil para 0,2030/100 mil. Os escorpiões responderam por cerca de 59% dos casos com espécie identificada. Conclusão: os
acidentes aumentaram no período, exigindo fortalecimento da vigilância e ampliação do acesso à soroterapia.
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