OS DESAFIOS DO PLANEJAMENTO DE PESSOAL EM NÍVEL GOVERNAMENTAL E O PORQUÊ DE O DFT NÃO SER A SOLUÇÃO MÁGICA

Aleksandra Pereira Santos

Resumo


Este ensaio tem como objetivo apresentar questões relevantes a respeito do Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT) na Administração Pública Federal (APF). Para tanto, foi estruturado em três seções. A primeira expõe os conceitos sobre o tema e suas perspectivas de análise, destacando a relevância do Planejamento da Força de Trabalho (PFT) como estratégia ou diretriz governamental previamente à oferta e difusão dos modelos de DFT aos órgãos e às entidades da APF. Na segunda seção, apresenta-se uma síntese dos métodos de DFT sob ponto de vista estritamente organizacional, as recentes recomendações e diretrizes provenientes do Ministério da Economia (ME) e as indicações resultantes da convergência em literatura. Enfatiza-se que os modelos existentes possuem características prescritivas, oferecem variáveis relacionadas à mensuração de produtos ou entregas individuais e desconsideram características cognitivas do trabalho realizado em boa parte do setor público, tais como as atividades relativas à formulação e à implementação de políticas públicas. Por fim, propõe-se que os modelos prescritivos ou lineares sejam substituídos por modelos autóctones e previamente validados que considerem as características da organização – incluindo políticas, produtos ou serviços prestados à sociedade – e o nível de maturidade institucional para a adoção de novas técnicas e ferramentas de gestão. Afinal, são ferramentas e precisam conferir respostas mais rápidas aos anseios governamentais.


Palavras-chave


Dimensionamento da Força de Trabalho; Planejamento da Força de Trabalho; Administração Pública Federal

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DOI: http://dx.doi.org/10.12662/2359-618xregea.v9i2.p169-175.2020

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