Avaliação do índice CPOD de pacientes privados de liberdade
DOI:
https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v14i1.6451.pe6451.2026Palavras-chave:
CPOD, pessoas privadas de liberdade, saúde bucal, políticas públicasResumo
Objetivo: a presente pesquisa teve por objetivo avaliar o índice CPOD e sua associação com fatores sociodemográficos, tempo de privação de liberdade e uso de substâncias psicoativas em indivíduos privados de liberdade. Métodos: estudo quantitativo, transversal e descritivo, realizado com indivíduos privados de liberdade em uma unidade prisional do extremo sul catarinense. Foram coletados dados por meio de questionário semiestruturado e exame clínico para avaliação do índice CPOD. As análises estatísticas incluíram teste Qui-Quadrado de Pearson e correlação de Spearman, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: foram avaliados 270 indivíduos com média de idade de 31 anos. Observou-se elevada prevalência de uso de substâncias psicoativas (83,7%), com destaque para maconha (65,9%), tabaco (59,3%) e álcool (58,9%). O índice CPOD médio foi de 5,14, classificado como baixo. O uso de crack
apresentou associação significativa com piores níveis de CPOD (p=0,013). Conclusão: indivíduos privados de liberdade apresentam elevada prevalência de uso de substâncias psicoativas e significativa demanda por atendimento odontológico, apesar de níveis predominantemente baixos de CPOD. O uso de crack destacou-se como fator associado a piores condições de saúde bucal. Os achados reforçam a necessidade de estratégias integradas de promoção, prevenção e cuidado em saúde bucal no sistema prisional.
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