Virtude, Justiça e Direito
DOI:
https://doi.org/10.12662/2447-6641oj.v24i45.5677.pe5677.2026Palavras-chave:
virtude, justiça, direito, direito privado, AristótelesResumo
Contexto: A separação contemporânea entre direito e justiça contrasta com a tradição que atribuía um vínculo estreito a esses conceitos. Nesse contexto, o artigo retoma o livro V da Ética a Nicômaco de Aristóteles com o propósito de esclarecer categorias jurídicas a partir da ideia de justiça como virtude.
Objetivos: Reapresentar, para o campo jurídico, as distinções aristotélicas centrais sobre justiça – justiça geral e justiça particular, justiça distributiva e justiça corretiva –destacando sua utilidade imediata para a teoria e a prática do direito, inclusive na delimitação de quando desigualdades entre partes devem ser consideradas (p. ex., consumo).
Método: Pesquisa teórico-bibliográfica e reconstrução conceitual: o texto recapitula e sistematiza as categorias do livro V da Ética a Nicômaco, situando-as historicamente (da filosofia moral antiga à tradição jurídica) e articulando-as com problemas jurídicos contemporâneos.
Resultados: A análise explicita o sentido e o alcance das categorias (virtude; justiça geral/particular; distributiva/corretiva; corretiva voluntária/involuntária), indicando como elas podem clarificar critérios de igualdade/desigualdade em relações jurídicas e orientar a identificação de injustiças típicas de trocas e partilhas.
Conclusões: A compreensão rigorosa das distinções aristotélicas oferece ganhos práticos para o pensamento jurídico — notadamente para decidir quando e como desigualdades entre partes devem importar —, sem ignorar os riscos de simplificação e “estilização” do texto aristotélico em usos contemporâneos.
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